[Revista PnP] Boletim nº 121 - Fontes de alimentação de potência real
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Boletim informativo nº 121 - 27/8/09
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Quem monta ou conserta computadores precisa se preocupar com a qualidade das fontes de alimentação que estão por aí, principalmente aquelas que acompanham os gabinetes. Sem falar na qualidade, acontece que a esmagadora maioria destas fontes têm sua potência falsificada, ostentando vigorosos 400W na etiqueta quando na verdade mal dão conta de entregar os 200 ou 250W mínimos necessários para um computador dos mais novos. Certo, mas como saber qual é a fonte boa, e como calcular a potência de um determinado modelo?

Fontes de alimentação de potência real

Os computadores modernos consumem cada vez mais energia, principalmente se forem com processador de mais de um núcleo. Por isto, a escolha da alimentação passou a ser importante na hora de comprar um micro de alto desempenho. Existem várias fontes de alimentação de boa qualidade, tais como os modelos da OCZ, Thermaltake, Cooler Master e Seventeam, para citarmos algumas das marcas mais famosas. Mas lamentavelmente a esmagadora maioria dos modelos populares e baratos tem sérios problemas.

As fontes de alimentação são classificadas de acordo com a sua potência – 250W, 300W, 350W, 400W – sendo que o grande problema dos modelos mais simples (e baratos) é que a sua potência real não é a que está na etiqueta. Você pode comprar uma fonte de 400W mas que na realidade não consegue entregar nem 250W.

Se você pesquisar, verá que o preço das fontes “de marca” é maior do que o de fontes “comuns” de mesma potência. A principal razão é que essas fontes mais caras usam em sua classificação a potência REAL e não a chamada potência NOMINAL, isto é, o que deveria ser. Nas fontes mais caras, quando o fabricante declara na etiqueta que ela é de 350 W, ela provavelmente entregará essa potência ou algo muito próximo, ao contrário do que ocorre com as fontes mais baratas.

Para saber qual é a verdadeira potência nominal de uma fonte de alimentação é preciso fazer alguns cálculos usando os números presentes na etiqueta. Toda fonte de alimentação possui ao menos seis saídas: +3,3 V, +5 V, +12 V, -5 V, -12 V e +5 VSB, esta última chamada também de “standby” (espera).

Na etiqueta vem descrita a corrente que cada uma dessas saídas é capaz de fornecer, em Ampères (A). Para saber a potência que cada uma dessas saídas fornece multiplique a tensão da mesma (em Volts) pela corrente (em Ampères). No caso das tensões negativas, desconsidere o sinal de menos.

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Para ver mais detalhes e encomendar:
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• Versão 1.8 do CD de Service Packs e Utilitários
Vejamos um caso concreto. Determinada fonte é rotulada como sendo de 400 W, mas será que é isto mesmo? Analisemos o caso.

As saídas fornecem as seguintes correntes:
15 A (+3,3 V)
29 A (+5 V)
11,5 A (+12 V)
0,5 A (-5V)
0,5 A (-12 V)
1,5 A (+5 VSB)

Temos então as seguintes potências:
49,5 W (+3,3 V x 15 A)
145 W (+5 V x 29 A)
138 W (+12 V x 11,5 A)
2,5 W (-5 V x 0,5 A)
6 W (+12 V x 0,5 A)
7,5 W (+5 VSB x 1,5 A)

O fabricante que pretende maquiar a potência de sua fonte simplesmente soma todas estas potências individuais. Mas isto é incorreto, pois as fontes de alimentação para PCs usam um conceito chamado “potência combinada”.

Para as saídas de +3,3 V e +5 V deve-se considerar somente o valor da maior potência entre essas duas saídas, ou seja, no nosso exemplo devemos considerar 145 W da saída de +5 V e ignorar o valor 49,5 W da saída de +3,3 V. Isso significa somar o valor de todas as potências individuais, ignorando, porém, o valor da potência da saída de +3,3 V.

Aplicando esta regra, temos que a nossa fonte de alimentação é de 299 W, ou seja: 145 W + 138 W + 2,5 W + 6 W + 7,5 W) e não de 400 W como está na etiqueta, quer dizer, é uma fonte devidamente “maquiada”.

A alegação “técnica” dos fabricantes é de que rotulam suas fontes com a potência “de pico” por elas suportadas. Mas esta é só uma justificativa falsamente técnica para vender um produto inferior parecendo ser outra coisa melhor.

É importante destacar que fizemos este cálculo com base apenas na etiqueta, ou seja, se o fabricante informa errado o valor de potência, porque é que deveria informar as correntes máximas corretamente? Por isto, certamente a fonte acima não consegue entregar nem os 299 W que poderíamos deduzir pela análise da etiqueta. Para saber mesmo qual é a valor certo, só mesmo fazendo testes em um laboratório devidamente equipado.

Leia este artigo na íntegra no site da Thecnica Sistemas: Fontes de alimentação de potência real

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