[Revista PnP] Boletim nº 108 - Pontos importantes para comprar um roteador wireless
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Boletim informativo nº 108 - 29/05/09
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Os roteadores estão por toda parte, acompanhando a disseminação das conexões de internet em banda larga. Atualmente a diferença de preço de um roteador comum para um wireless (sem fio) é pequena, por isso mesmo que você ainda não tenha computador com Wi-Fi compensa comprar logo um roteador wireless, pois provavelmente a conexão sem fio poderá ser necessária no futuro. A questão é saber escolher dentre tantos modelos disponíveis nas lojas, por isso preparamos este pequeno guia.

Pontos importantes para comprar um roteador wireless

Existem roteadores wireless de vários tipos, com os mais diversos recursos. A questão é saber o que você realmente precisa e vai utilizar, fora disto poderá estar jogando dinheiro fora. Muito bem, mas qual roteador será o melhor para você? É fácil de responder para quem está por dentro, mas requer conhecimentos que o usuário comum poder não ter, tornando-o então presa fácil dos vendedores espertos que podem empurrar alguma coisa que esteja encalhada.

As dicas a seguir poderão ser úteis, acompanhe:

Compre apenas roteadores wireless

Esta primeira recomendação parece até um paradoxo, mas é que praticamente qualquer roteador à venda atualmente já vem com a parte wireless, também chamada de “sem fio” ou “Wi-Fi”. Até existem roteadores comuns, isto é, sem a parte wireless, mas certamente deve ser algum modelo antigo ou feito por alguma fabriqueta perdida nos confins da China, ou seja, é melhor evitar estes modelos antigos.

Não se iluda com as siglas e propagandas na caixa

Os fabricantes são muito criativos para dar nomes aos seus produtos, principalmente os já citados chineses. Por exemplo, alguns fabricantes usam a sigla “300” nos nomes de seus roteadores, velocidade esta que seus produtos não passam nem perto de oferecer quando colocados realmente para funcionar no mundo real. Assim, esquive-se de olhar qualquer chamada extravagante na caixa que mostre e velocidade do roteador. Preste mais atenção nas tabelas de especificações ténicas, elas costumam ser mais precisas e reais, por isso é que vêm escritas em letras bem pequenas.

Será que 802.11n (N) é realmente melhor do que o 802.11g (G)?

Sim e não. Os roteadores 802.11g usam uma tecnologia que já está por aí há uns 7 anos e são bem populares, especialmente no mundo corporativo. As pequenas empresas compram roteadores G porque são mais baratos e funcionam adequadamente, enquanto as grandes empresas preferem roteeadores 802.11g que incluem funções essenciais para elas, como firewalls com definição de política de uso e proteções contra ameaças externas.

No ambiente doméstico, entretanto, a velocidade é mais importante, e para neste ponto os roteadores 802.11n Wi-Fi são melhores. Alguns modelos N, como o TrendNet Gigabit, podem entregar uma banda de passagem na rede local de até 200 Mbps, dentro de um máximo teórico de 300 Mbps. No geral, os roteadores N chegam numa performance 5 vezes melhor do que os roteadores G quando em uso real, isto é, em ambientes fora dos laboratórios.

Mas, atenção: estas são as velocidades alcançadas na rede local, para transferir arquivos de micro a micro. A velocidade de acesso à internet vai depender da conexão contratada que hoje, no Brasil, fica em torno dos 2 a 6 Mbps, ou seja, bem abaixo do limite dos roteadores N e G. Só que, na prática, as paredes e distâncias diminuem muito o sinal e a velocidade, por isso é melhor comprar logo um roteador mais poderoso.
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Roteadores dual-band (banda dupla) são melhores do que os single-band (banda única)?

Existem dois tipos de roteadores N – single-band e dual-band, isto é, banda simples e banda dupla. Os roteadores single-band transmitem em 2,4 GHz, a mesma do padrão G.

Os roteadores N dual-band suportam as bandas de 2,4 GHZ e de 5 Ghz. Mesmo em 2,4 Ghz os modelos N são mais rápidos que o G, porque fazem melhor uso da faixa de frequências disponíveis na banda de 2,4 Ghz, e além disso seus sinais são transmitidos melhor dentro dos ambientes, onde existem as reflexões nas paredes e nos móveis.

A velocidade média de um roteador N single-band em geral é 5 vezes maior do que os roteadores G, e ainda podem ter sua frequência mudada de 2,4 GHz para 5 Ghz, o que lhes confere ainda mais performance e confiabilidade. Em média, os roteadores N chegam a velocidades na rede local de até 100 Mbps ao trabalhar na frequência mais alta.

Assim, respondendo ao que foi perguntado, a palavra é “SIM”, roteadores dual-band, são melhores, apesar de custarem mais caro do que os single-band.

Exitem roteadores dual-band que funcione ao mesmo tempo nas duas frequências?

Sim, existem, mas é uma tecnologia nova desenvolvida por alguns fabricantes de maneira a simplificar o chaveamento entre as duas bandas. Roteadores com este recurso, como o D-Link DIR-825 Xtreme N Dual Band Gigabit Router e o Apple AirPort Extreme Base Station 802.11n transmitem o sinal N simultaneamente em 2,4 e 5 GHz. Assim, os roteadores alcançam distâncias e taxas de transferência maiores e, como seria de se esperar, não precisam ser chaveados manualmente.

Roteadores com rede dual-band simultânea ajudam a estabilizar a performance geral da rede. Em geral são bem mais caros do que os roteadores dual-band comuns, e bem mais caros que os roteadores G, mas valem a pena se você puder dispor do capital necessário.

Será que eu preciso de roteadores com duas, três ou quatro antenas, ou é melhor um com antena escondida?

A velocidade dos roteadores N depende muito da reflexão do sinal no ambiente e do fato de ter transmissores e receptores múltiplos. Assim, a configuração ideal de antenas ideal seria a 4 x 4. Isto significa que o roteador teria quatro antenas, cada uma delas com seus próprios circuitos de transmissão e recepção. Em geral, entretanto, mesmos os melhores roteadores N costumam vir com antenas configuradas em 3 x 2 ou 3 x 3.

As antenas têm os formatos e tamanhos mais variados. A maioria tem o formato tubular e fica visível, mas existem fabricantes como Apple, Netgear, Linksys e Cisco que oferecem modelos onde as antenas ficam escondidas. Mas é só uma questão de design, nenhum dos testes feitos por institutos especializados acusou diferenças notáveis de performance devido ao fato da antena ficar escondida ou aparente. Por isso, o ponto crucial a ser considerado é apenas o número de transmissores e receptores embutidos no roteador.

O que é o “guest access”?

O Guest access (acesso de convidado) é um dos recursos mais úteis – porém menos valorizado – de um roteador wireless. Roteadores com guest access, como o Belkin N+ Wireless Router (F5D8235-4), podem separar uma rede Wi-Fi em duas. Com isso, é possível que seus amigos usem seu acesso à internet mesmo sem saber a senha da rede interna. Uma configuração parecida pode ser conseguida usando roteadores que ofereçam suporte às redes virtuais (virtual LANs ou VLANs), mas é uma instalação mais difícil de fazer.

O que é o Wi-Fi Protected Setup (WPS)?

O Wi-Fi Protected Setup (configuração sem fio protegida) é um sistema de proteção para usar um laptop com um roteador Wi-Fi. Esta tecnologia simplifica o processo de criptografia que os usuários precisam para configurar a segurança da rede. O WPS pode ser mais ou menos simples de usar do que os esquemas anteriores, dependendo do sistema em uso.

O Windows Vista, por exemplo, tem o recurso chamado Windows Connect Now (WCN, abreviação de “Conectar Já do Windows”). O WCN é compatível com o WPS, assim, se este último estiver funcionando, a conexão será muito fácil.

Sem o WPS, a configuração dos laptops pode ser mais complicada. Isto significa que você só deve comprar roteadores com WPS? Não necessariamente, pois o WPS não é assim tão fundamental, até porque ainda tem vários problemas de compatibilidade. Muitos roteadores N já estão saindo com o WPS e, de novo, quando ele funciona é em útil.

Quantas portas para conexões cabeadas são necessárias?

A resposta é simples: quanto mais melhor. A maioria dos roteadores Wi-Fi vem com quatro ou cinco portas para cabos RJ-45, o que é suficiente para ligar alguns micros, impressoras de rede, Xbox 360 ou um telefone VoIP. Caso você tenha mais aparelhos cabeados do que quantidade de portas RJ-45 do roteador, basta acrescentar um switch para acomodar mais dispositivos.

É importante o roteador ter um firewall poderoso?

Sim, e a maioria dos roteadores tem um firewall embutido, sendo que muitos deles usam o firewall do tipo SPI (stateful packet inspection) que é considerado melhor do que o firewall NAT tradicional. Alguns poucos modelos, como o SMC Barricade N Wireless Broadband Router (SMCWBR14S-N2), permitem fazer ajustes manuais no firewall. Será que estes são melhores? Provavelmente não. Tipicamente, as configurações manuais do firewall existem para permitir fazer ajustes específicos, e não para melhorar a capacidade do firewall como um todo.

Em termos de segurança, basta que o roteador Wi-Fi tenha um firewall SPI, o que vai atender à esmagadora maioria dos casos. Um firewall baseado em NAT é mais fraco, mas também vai atender a contento, exceto em instalações mais sujeitas a ataques externos. Ainda a respeito de segurança e invasão, a maioria dos roteadores N oferecem suporte à criptografia WPA2-PSK, que é bastante recomendável.

Os roteadores domésticos podem ser usados também nas pequenas empresas?

No geral, sim. Entretanto, mesmo alguns pequenos negócios podem precisar de segurança extra ou de recursos não disponíveis nos roteadores feitos para uso doméstico. Pensando nisto, os fabricantes oferecem também modelos intermediários, como o SMC Barricade N Wireless Router e o ASUS RT-N11 EZ Wireless N Router, que oferecem recursos mais avançados como autenticação 802.1X, roteamento e suporte a VLANs que os torna particularmente atraentes para as pequenas empresas.

Qual é a melhor maneira para conseguir acessar meu roteador remotamente?

A maioria das conexões de banda larga no Brasil impedem o acesso remoto ao modem pela porta 80, ou seja, através de um browser como o Internet Explorer. Além disso, a maioria delas utilizam IP dinâmico, onde o endereço IP está sempre mudando, o que torna difícil saber a cada instante em qual IP está o nosso roteador.

Em relação ao bloqueio da porta 80 pouco há a ser feito, a não ser reclamar junto às concessionárias. Quem sabe elas “se tocam” e liberam este recurso tão útil.

Quanto ao IP dinâmico, a solução está em serviços como o Dyndns.org ou o TZO.com, que fornecem um IP fixo que redireciona os acessos automaticamente para o IP desejado, acompanhando as eventuais variações e modificando suas configurações automaticamente.

Alguns modelos de roteador, como o Netgear WNR3500, oferecem suporte ao DNS dinâmico, num processo parecido com o do Dyndns.org. Portanto, se puder, escolha algum modelo com suporte a “dynamic DNS”, que lhe permitir ter acesso ao seu roteador usando um nome de domínio como rededaminhacasa.net ao invés de usar o endereço IP aleatório fornecido por seu provedor de acesso.

Leia este artigo na íntegra, com mais informações, no site da Thecnica Sistemas:
Pontos importantes para comprar um roteador wireless

DICA: A Revista PnP nº 13 (que está nas bancas) tem dois artigos especiais sobre este assunto:
Problemas e dúvidas mais comuns sobre as Redes Wireless e
Entendendo os roteadores
Veja o resumo completo desta edição aqui: Revista PnP nº 13 - Manutenção de notebooks

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O tema de capa é a Manutenção de notebooks, tendo também outros assuntos igualmente atuais e importantes:
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