[Revista PnP] Boletim nº 107 - Quer mudar de profissão? Cuidado com os enganos mais comuns!
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Boletim informativo nº 107 - 22/05/09
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A vida vai nos levando para as mais variadas direções, e chega uma hora em que todo profissional fica se questionando se não é melhor mudar de ramo. Hoje é comum encontrarmos médicos que abrem restaurantes, engenheiros que se tornam psicanalistas e técnicos de informática que viram advogados ou vice-versa. Mas é preciso cuidado, uma mudança mal feita pode ser um desastre, por isto é que selecionamos 10 dicas coletadas com especialistas em assessoria de carreira:

Quer mudar de profissão? Cuidado com os enganos mais comuns!

Percebemos que muitos dos nossos leitores querem mudar para a área de informática como opção profissional, saindo de outras carreiras como funcionalismo público, comércio e outras. Para estes, podemos dizer que a área de informática é promissora, mas a pessoa precisa gostar realmente. Exige muito estudo, dedicação e nenhuma preguiça para mudar de rumo a cada nova onda. Nesta área as coisas mudam freqüentemente, talvez mais do que em qualquer outra.

Mudanças na carreira nunca foram fáceis. Muita gente vai pensar que você ficou doido e, se alguma coisa der errado, seus parentes (esposa?) virão com o famoso “eu te falei...”. Quer dizer que toda mudança é mal sucedida? Claro que não, aliás, como já falamos diversas vezes na Revista PnP. Num mundo que muda a cada instante, é normal que as pessoas adquiram novas habilidades e especializações e, eventualmente, acabem dando uma virada em sua vida profissional.

A maioria das profissões são escolhidas quando a pessoa é nova e inexperiente, muitas vezes sem saber ao certo em que barco está prestes a navegar. O que um jovem de 18 anos sabe, por exemplo, da vida de um engenheiro quando resolve cursar a faculdade de engenharia? E os que resolvem fazer medicina, será que sabem exatamente como é a vida de um médico? Nossa impressão é que a maioria das pessoas escolhe uma carreira partindo de sonhos ou idealizações, construídas com base em filmes e novelas de TV, com pouco embasamento na vida real.

Seja lá por qual motivo for, ao avaliar se convém mudar de carreira – ou se já estiver em plena mudança – achamos importante ter em mente estes 10 conselhos que coletamos porque os consideramos sábios, acompanhe:

1 – Nunca procure ocupação em outro ramo sem fazer uma boa prospecção

Nada é pior do que fazer uma mudança repentina e mal planejada. Certifique-se de que você não vai pular “da frigideira para o fogo”, ou seja, que não está escolhendo um novo ramo que seja tão ruim quanto o atual. Analise bem a nova carreira e faça uma auto-análise para sentir se é isto o que você realmente deseja.

2 – Não entre em carreiras de sucesso instantâneo, elas podem não servir para você

Quando alguém comenta com um amigo ou parente que está insatisfeito com sua ocupação atual, acaba recebendo dezenas de sugestões e indicações do tipo “fulano está se dando muito bem, porque não faz o mesmo que ele?” Ao invés de cair de cabeça nestas sugestões, dê-se algum tempo para considerar todas as alternativas até chegar à conclusão do que você realmente deseja. Se entrar num ramo só porque “está na moda” ou conhece alguém que se deu bem nele, estará aumentando em muito as chances de fracasso. Aliás, veja a dica a seguir:

3 – Não entre numa carreira só porque seus amigos estão se dando bem nela

Quando estiver pensando em mudar para algum ramo, consulte todo mundo que você conhece, peça indicações, leia tudo o que encontrar sobre aquilo, pesquise na internet. Em especial, procure e consulte seus colegas de escola, amigos e familiares – além de útil, pode ser agradável rever velhos conhecidos e conhecer diferentes pontos de vista. Sua rede de contatos é uma ótima opção para conseguir uma nova idéia.

4 – Não se fixe em coisas que você já tentou e falhou

Muita gente fica “dando murro em ponta de faca”, isto é, fazendo algo que de antemão já sabe não dar certo. Claro que a persistência é fundamental em qualquer carreira, mas uma seqüência ininterrupta de fracassos e decepções é sinal suficiente para perceber que algo deve estar errado. Se você teve a persistência necessária mas obteve pouco sucesso, significa que aquele ramo de negócios não é bom para você ou então você não é a pessoa mais indicada para ele. Nenhum demérito nisto, alguns nasceram para serem engenheiros e outros para serem artistas. Como diz aquela brincadeira, “cada um no seu quadrado”. A questão, apenas, é você conseguir descobrir qual é o seu “quadrado”, isto é, o ramo de atividade para o qual você tem habilidade e sente prazer de exercer. A este respeito, vide o tópico 5 a seguir:

5 – Não deixe que o dinheiro seja o fator decisivo

Não existe dinheiro que o recompense pela infelicidade de estar num emprego inadequado. Alguns têm aptidão natural para serem pacatos funcionários públicos, outros são empreendedores, isto é, aventureiros e desbravadores. Inverta os cargos e terá duas pessoas infelizes. A insatisfação no trabalho é a causa número 1 de estresse em adultos que estão em fase produtiva. E isto é ainda mais verdadeiro para aqueles que estão mudando de carreira, principalmente quando se está ganhando menos na nova atividade do que na anterior, situação normal logo no início da mudança.

6 – Não guarde sua insatisfação consigo mesmo, e nem tente fazer a mudança sozinho

A satisfação pessoal deveria ser a prioridade número 1 para quem está mudando de carreira, e não o dinheiro. O dinheiro é a conseqüência natural de um trabalho feito com competência e entusiasmo. Isto, naturalmente, se você não resolver entrar num ramo que seja claramente inviável, como vender geladeiras para esquimós. Quando perceber que está insatisfeito com sua atividade atual, esta é a hora de conversar com as pessoas. Seus amigos, familiares e colegas devem saber o que está acontecendo consigo, para poder ajudar mostrando novos caminhos ou simplesmente para consolá-lo durante os tempos difíceis que poderão acontecer, antes, durante e depois da mudança. Nada como um ombro amigo para desabafar as mágoas, e não hesite em procurar ajuda profissional de um psicólogo ou psicanalista se for preciso.

7 – Não invista antes de fazer alguns testes no novo ramo

A idade pesa, mas sempre haverá colocações para pessoas competentes, dispostas e satisfeitas com o que faz.
Por isso, nunca é tarde para voltar para a escola, uma pós graduação ou uma nova faculdade podem ser úteis (ou indispensáveis) na nova carreira.
Porém, este tipo de especialização é caro e demorada, e o mundo não vai ficar parado à sua espera. Assim, certifique-se do que você deseja antes de movimentar seus recursos de tempo e dinheiro. Converse com pessoas da área, faça cursos curtos e até arrume algum trabalho voluntário para ter certeza de que é isto mesmo o que deseja.

8 – Muito cuidado ao utilizar agências de recolocação ou de procura de empregos

Por falar em tempo e dinheiro, aconselha-se fazer muita pesquisa antes de contratar uma agência de empregos ou empresa de recolocação (“headhunter”). Pergunte aos seus conhecidos que já estão no ramo onde você deseja entrar como chegaram lá, se utilizaram este tipo de serviço, e procure empresas de emprego ou de recolocação especializadas em mudança de carreira, e não apenas em arrumar colocação dentro do mesmo ramo onde a pessoa já trabalhou. Por exemplo, sabemos de uma famosa empresa de recolocação, uma das maiores do ramo e que, obviamente, não citaremos o nome aqui, que é simplesmente um enorme engodo. Cobram uma taxa extorsiva de quem está desesperado em busca de emprego, e oferecem pouco ou quase nada em troca. Quando você reclama que não está conseguindo nada vêm com a desculpa de que “ora, se você não arrumou emprego é porque seu currículo não é bom o suficiente”. E já oferecem mais cursos, treinamentos e assessorias, só para tomar ainda mais dinheiro do incauto. Fique esperto!

9 – Não espere que um assessor de recolocação lhe diga para qual ramo você deve mudar

Os consultores de carreira são apenas facilitadores e devem seguir a sua liderança, não ao contrário. Eles podem ajudá-lo a descobrir sua vocação ou a perseguir seus objetivos, mas é você mesmo que precisará indicar a direção, fazer as pesquisas e tomar as decisões. Qualquer tentativa de forçá-lo a decidir-se por um ramo de atividade deve ser olhada com reservas.

10 – Não espere que a mudança vá acontecer do dia para a noite

Uma mudança de carreira pode demorar algo como seis meses, se você for muito bem sucedido, mas levará um ano ou mais na maioria dos casos. Pense nisto para programar seus investimentos, suas despesas e principalmente para controlar as expectativas. Quando estiver em dificuldades, procure pensar mais no que vai lucrar com a mudança do que com os contratempos e decepções. Pensamento positivo é importante!

Em suma...

A mudança de rumo profissional está entre as coisas mais revigorantes que você pode experimentar, em qualquer época. Quem já está na idade dos “entas” vai sentir-se jovem novamente, só que melhorado pela experiência de vida que acumulou desde então. Da nossa parte, sinta-se a vontade para perguntar, sugerir e fazer indicações, a Revista PnP está aqui justamente para ajudá-lo a entrar no ramo da informática e, para quem já está no ramo, a conseguir melhores resultados em sua atividade. Vamos lá, ânimo! As coisas podem estar meio paradas, mas sempre há lugar para quem quer trabalhar a sério.

Leia este artigo na íntegra, com mais informações, no site da Thecnica Sistemas:
Quer mudar de profissão? Cuidado com os enganos mais comuns!

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