[Revista PnP] Boletim nº 99 - Problemas de mau contato nos micros
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Boletim informativo nº 99 - 20/03/09
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Os defeitos causados por mau contato estão entre os mais chatos e difíceis de identificar. Felizmente, costumam ser fáceis de resolver. Assim como os erros de memória, as falhas provocadas por mau contato devem ser averiguadas com cuidado, já que existe um grande risco de ser feito um diagnóstico incorreto. Por isto é que achamos oportuno falar sobre os:

Problemas de mau contato nos micros

Porque aparece o mau contato? Entre as várias causas, podemos citar desde a má qualidade dos componentes até as conexões e encaixes feitos sem cuidado, passando por ambientes com calor e umidade excessivos, desgaste natural dos materiais e manutenção descuidada e sem critérios.

Falhas por mau contato são difíceis de diagnosticar. Não há nenhum programa de teste que acuse a falha ou sequer sugira esse tipo de origem. Logo, a melhor medida para evitá-lo é a vistoria minuciosa do equipamento, a fim de identificar os pontos passíveis de problemas, e a execução de medidas corretivas.

Mau contato nas placas

Verificada a placa-mãe, as próximas suspeitas são as placas de expansão. Um exemplo clássico de mau contato são as antigas placas de vídeo AGP, que tinham problemas crônicos dessa natureza. Para resolver o problema, verifique o encaixe de todas as placas, memória, processador e cooler. Siga a ordem: placa-mãe, placa de vídeo, placas de expansão, coolers, cabos de alimentação e flat cables do HD e floppy.

Para efetuar as devidas correções, o primeiro passo é retirar todas as placas e conexões e limpar os contatos. Existem produtos específicos para esta finalidade, que devem ser aplicados e depois removidos usando um pano apropriado.

Feito isto os componentes podem ser recolocados. Ao fazer isto, observe atentamente se as placas estão encaixadas corretamente, tendo como referência a altura dos contatos de cada placa em relação à linha do slot, lembrando que pequenas variações são aceitáveis.

Em alguns casos podemos ter problemas com mau contato por causa das medidas utilizadas para o espelho das placas de expansão e da falta de padronização dos gabinetes. É usual encontrar placas que não encaixam bem porque as medidas não batem: a área próxima ao espelho fica suspensa ou simplesmente o espelho não fica na altura correta para ser fixado com o parafuso.

Nesses casos as adaptações são a melhor saída, podemos usar as arruelas de fibra – aquelas utilizadas para proteger a face da placa-mãe do contato direto do parafuso – para obter a altura necessária. Muitos técnicos optam por empenar o suporte de fixação ou prendem com fita isolante, cola quente ou materiais semelhantes. Esse procedimento pode até funcionar, mas é feio e nem um pouco técnico, pois qualquer impacto no gabinete poderá resultar em problemas.

Se o problema for ao contrário, ou seja, o suporte de fixação é muito baixo, não permitindo o encaixe, o melhor é troca a placa, e se isto não for possível pode-se usar uma linha fina, do tipo agulha, para fazer os ajustes necessários no chassis ou nas próprias placas, limando os pontos de fixação até conseguir um encaixe perfeito. Ao limar, tome muito cuidado para que os detritos resultantes da operação não caiam sobre as placas, pois o ferro é condutor elétrico e poderia causar um curto-circuito devastador.

Mau contato nos cabos

Comece fazendo uma verificação visual, observando com atenção todos os cabos flat e SATA, assim como os conectores de energia dos periféricos e da placa-mãe. Verifique os cabos de alimentação, os flat cables do HD IDE e do floppy, assim como os cabos SATA. Puxe-os delicadamente mas com força suficiente para que fiquem ligeiramente sob tensão. Caso soltem com relativa facilidade recomenda-se trocá-los.

Há uma outra opção para os conectores de HD e floppy: fixá-los nas bases de conexão com cola quente, também conhecido por hot-melt, patex ou cola de silicone que, aliás, de silicone mesmo só leva o nome. Existem flat cables especialmente projetados, com fixadores laterais, que não necessitam a utilização da cola quente. Se puder prefira este tipo de cabo.

Com os cabos de força temos duas opções: apertar os contatos com um alicate de bico fino e, se não for suficiente, fixar os conectores com presilhas de plástico, conhecidas como Hellerman (o nome de um dos principais fabricantes desse tipo de material) ou enforca-gato. Mas se o problema é que eles não ficam fixados nos corpos plásticos, você terá que removê-los e abrir as hastes de fixação. Geralmente são duas hastes, mas pelo uma terá que estar funcional, caso contrário o conector estará inutilizado.

Quanto ao conector de alimentação destinado ao floppy não há muito que fazer, além de prestar atenção ao encaixá-lo. Se esta operação não for feita com cuidado o computador não inicializará, pois o conector de energia estará provocando um curto-circuito.

Os conectores da fonte de alimentação da placa-mãe merecem uma atenção especial. Você poderá ter vários problemas se algum deles estiver mal encaixado, principalmente os fios das cores azul (-12V) e branco (-5V). Nesse caso quase todos os dispositivos que estiverem instalados ou fazem parte do barramento ISA poderão não funcionar corretamente, dentre eles o mouse, as portas seriais e o floppy.

Ao contrário dos flat cables, não recomendamos o uso da cola quente nos cabos de alimentação, principalmente nas bases ou extremidades para fixação. A tensão que corre pelo cabo gera calor, que dependendo da situação pode até derreter a cola, conseqüentemente perdendo suas propriedades de fixação. Em casos extremos pode queimar a capa do fio, podendo acarretar danos ao equipamento e em pior situação poderão ocorrer graves acidentes.

Muita atenção ao usar cola quente nos micros. Tome muito cuidado para que a cola não fique sobre os delicados componentes utilizados nas placas pois, ao ser eventualmente removida, a cola poderá danificar irremediavelmente os componentes sobre os quais estava aderida.

Evitando o mau contato: limpeza

A sujeira em geral é a grande aliada do mau contato, e atinge geralmente os slots de expansão, de memória e os coolers. O ditado popular “não se mexe com quem está quieto” é bem aplicável quanto a limpeza interna do computador. Não é uma boa prática desmontar o equipamento mensalmente para limpar todos os contatos e tirar a poeira - salvo casos extremos como, por exemplo, computadores utilizados em áreas de construção, pedreiras e carvoarias, onde o ar é extremamente carregado de partículas que compõe a poeira.

Um bom tempo para executar essa tarefa, levando em consideração que o computador está em uma residência ou escritório, seria de seis meses. Da mesma maneira que o excesso de poeira é prejudicial ao computador, a operação de retirar-limpar-encaixar as placas de expansão e memória com muita freqüência também é, já que pode desgastar excessivamente os contatos e ocasionar um mau-contato crônico. Quando chega nesse ponto a única solução é a troca do dispositivo defeituoso.

Para efetuar a limpeza recomenda-se usar e pincéis com cerdas anti-estáticas, que podem ser encontrados nas boas lojas de componentes para eletrônica e informática. No caso dos contatos das placas de expansão (vídeo, modem, rede, etc) podemos utilizar uma borracha macia ou álcool isopropílico em pedaços de algodão, ou um pano limpo e macio passado após a aplicação de produtos de limpeza específicos para a finalidade.

Outra opção é utilizar um aspirador de pó, tanto na opção de aspirar (sugar o pó) quanto na expirar (injetar ar). Se você utilizar a aspiração fará menos sujeira do que se injetar ar. Porém, a limpeza da placa não irá ficar tão boa. Se optar por injetar ar, faça isto num local aberto e não em uma sala fechada, para que o pó não fique acumulado na sala, principalmente se você tiver alergia a poeira.

Há também a opção de usar compressores de ar, mas existe uma agravante: o jato de ar do compressor possui pequenas gotículas de água que podem oxidar os contatos da placa-mãe. Mas isso só ocorrem em compressores que não recebem uma boa manutenção. Quando o compressor de ar está com esse problema, podemos observar uma gota de água no bico do compressor. Um teste relativamente eficiente é jogar um jato de ar na palma da mão ou em cima de uma folha de papel e verificar se há água em quantidade excessiva. O jato de ar dos compressores pode ser utilizado sem restrições na limpeza dos coolers e fontes de alimentação. Mas não utilize com muita pressão, em micros mais velhos a pressão do ar muito forte poderá até arrancar ou quebrar algum componente, danificando a placa.

Nas áreas litorâneas o mau contato é extremamente comum devido a grande quantidade de salitre e outros produtos químicos no ar, fruto da evaporação da água marinha. Nessas regiões, qualquer tipo de dispositivo eletromecânico não deve ficar sem proteção e mesmo assim sua vida útil é drasticamente reduzida. Você já reparou como os carros que circulam no litoral enferrujam bem mais do que aqueles que circulam em áreas mais elevadas? Pois é, com os computadores acontece a mesma coisa.

Conclusão

O mais recomendável é evitar que o mau contato apareça, mas se aparecer a correção é relativamente simples. Como o diagnóstico é difícil, prefira as medidas preventivas às corretivas. Mas não perca tempo tentando recuperar cabos com conectores velhos e oxidados, estes são itens relativamente baratos e o melhor mesmo é trocar.
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  • Cuidados ao manusear as peças dos computadores
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