[Revista PnP] Boletim nº 90 - Windows 7: melhor esperar por ele ou usar o Vista já?
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Boletim informativo nº 90 - 12/01/09
Prezado(a)

O Windows 7 (“Windows Seven”) foi lançado para testes logo no início de 2009. Trata-se da primeira versão pública do sucessor do Vista.
O Windows Seven vem sendo desenvolvido em ritmo acelerado pela Microsoft,desesperada para apagar a má imagem deixada pelo Vista tanto entre os usuários como junto aos fabricantes de equipamentos.
A empresa quer fazer tudo certo desta vez, e está atenta às sugestões e críticas de todo mundo, ao contrário do que aconteceu com o Vista, numa radical mudança de estratégia. Neste contexto, a pergunta que muita gente está se fazendo é:

Windows 7: melhor esperar por ele ou usar o Vista já?

A Microsoft aproveitou para lançar a versão de testes do Windows 7 na mesma época em que acontecia o CES, Consumer Electronics Show, renomada feira nos EUA onde são feitos diversos lançamentos na área de equipamentos eletrônicos voltados ao consumidor final. Foram disponibilizados 2,5 milhões de downloads do Windows 7, que sobrecarregaram os servidores da empresa e se esgotaram rapidamente.

As cópias de teste podem ser instaladas livremente, em quantos micros você quiser, mas todas deixarão de funcionar em agosto de 2009 e não devem ser usadas em ambientes de produção, ficando bem claro que é apenas uma versão beta, só para efeito de teste de usabilidade e compatibilidade com hardware e aplicativos. Cada instalação precisa ser “ativada”, mostrando que a empresa aprendeu algumas lições em relação à pirataria. Existe a opção de realizar uma instalação limpa ou fazer upgrade numa instalação existente de Windows, seja ela de 32 ou 64 bits.

Em termos técnicos, podemos dizer que o Windows 7 Beta 1 mantêm o mesmo núcleo do Vista. A aparência e forma de usar são bem parecidas, tanto que muita gente está achando que o Windows 7 seria, na verdade, o Service Pack 2 para o Vista, só que a Microsoft estaria decidida a enterrar de vez o Vista e iniciar “vida nova” com o Windows 7.

O fato é que o Windows 7 é mais compacto, ao menos por enquanto. Tem melhorias na interface e no funcionamento em rede. Inclui avanços como o suporte a monitores multi-toque, uma barra de tarefas redesenhada e botões móveis. E a boa nova é que ele não sofrerá com as incompatibilidades com hardware e software que atormentaram os primeiros usuários do Vista, uma vez que o Seven herda a mesma estrutura do Vista, e este último já está bem depurado e integrado ao que há hoje no mercado. Em termos gerais, o Windows 7 é uma versão interessante e necessária, mas nada de revolucionário.

A versão de testes liberada é completa, mesmo sendo designada como “Beta 1”. A idéia da Microsoft é fazer tudo no tempo certo agora, e parece estar levando a sério o que os testadores têm a dizer. Praticamente todas as telas tem o link “Send feedback” (mandar retorno) no topo e, por padrão, o que o usuário vai fazendo é mandado para o Programa de Melhoria da Experiência do Usuário, departamento que fará a interligação entre as equipes de desenvolvimento e os testadores. Este envio pode ser desativado, se o usuário assim o desejar.

A Microsoft está apostando que no futuro dos PCs e outros dispositivos computadorizados estarão as telas sensíveis ao toque. Você já reparou no programa “Fantástico”, da rede Globo, onde os apresentadores mexem em uma enorme tela de computador para chamar as diversas atrações e vídeos? Pois é, o Windows 7 estará pronto para este e todos os tipos de interface sensíveis ao toque, nos PCs de mesa, nos laptops, nos celulares e em todo tipo de dispositivo onde ele rodará.

Uma das coisas mais chatas do Vista foi repensada no Windows 7. Estamos falando do Controle de Conta do Usuário (UAC, em inglês) que exige diversas confirmações para fazer coisas tão simples quanto abrir um arquivo ou rodar um programa. A idéia do Windows 7 é interferir menos no que o usuário estiver fazendo, e o UAC deve entrar em ação apenas quando o usuário está querendo instalar um programa ou fazer mudanças em algum aspecto do próprio sistema. No Vista o UAC pode ser desativado, mas começa a aparecer um aviso na barra de tarefas avisando que o sistema não está seguro... realmente, em nossa opinião, o UAC é um dos principais fatores que tornam o Vista “chato” de usar. Na nova versão de Windows o UAC é configurado no Painel de Controle mediante um controle deslizante que vai de “Sempre notificar” até “Nunca notificar”. Certamente não vai eliminar a chatice do UAC, mas pelo menos vai dar ao usuário mais opções além do “Sim” e “Não”.

Outra área onde o Windows 7 muda em relação ao Vista é nas notificações que aparecem no canto direito inferior da tela. O novo sistema permite um amplo controle sobre que avisos um programa pode gerar. A própria área de ícones foi aliviada, agora só se vê alguns botões, e o restante fica oculto só aparecendo quando se clica num ícone feito para isto. Existe um novo recurso, o Action Center (“centro de ação”), que assume as funções da antiga Central de Segurança, com novas funções como atualizações, backup e o UAC.

A Microsoft também modificou outra coisa que gera confusão no Vista. Trata-se do botão para desligar o sistema que, no Vista, coloca o computador em modo de espera e não desliga o micro, como seria de se esperar. A idéia é fazer o micro reinicializar mais depressa, mas isto não é claro e nem desejável para a maior parte dos usuários. Por isto, quando se clica no botão de “Desligar” do Windows 7 é isto mesmo o que o Windows faz. Parece óbvio, não é mesmo? Só que, no Vista, a Microsoft parecia pensar diferente.

Uma das coisas que mais estão preocupando os desenvolvedores do novo Windows é a conectividade. Ele “fala” muito melhor com todo tipo de dispositivo, desde aqueles conectados à rede local quanto os remotos como celulares, impressoras bluetooth, televisores, redes wireless e tudo o mais. A idéia é fazer com que o usuário tenha uma experiência positiva com o Windows 7, independentemente de qual perfil de consumidor ele seja. Trata-se de um aperfeiçoamento natural de todos os sistemas operacionais, visto que hoje se pode fazer computação não apenas nos Pcs, mas em uma infinidade de dispositivos.

Apesar da suposta redução no tamanho do sistema, não é isto o que transpareceu nos primeiros testes feitos por renomados colunistas internacionais especializados em informática. Em um destes testes, feito num micro baseado no Pentium D de 3GHz e 1GB RAM, a performance do Windows 7 foi boa mas precisou de 450 MB de RAM só para rodar o sistema. O mesmo colunista verificou que o Mac OS X Leopard necessita de um valor quase igual, 446MB, enquanto que o Windows XP na mesma máquina se contenta com apenas 95MB de RAM para entrar em ação. No mesmo teste, uma instalação nova de XP SP3 necessitou de 2,7GB de espaço em disco, o Vista 32 bits gastou 23,4GB e o Windows 7 usou 25,9GB. E deve-se notar que a versão beta do Windows 7 vem com muito menos programas que o que já acompanham o Vista e o XP, ou seja, existem sérias dúvidas se a Microsoft vai conseguir evitar o inchamento de seus programas que a acompanham na última década.

Em suma, a versão “Seven” é um Windows Vista mais leve e que procura corrigir as falhas apontadas pelos usuários. É como se o Vista fosse uma versão de testes, enquanto que o Windows 7 seria a versão acabada. Com data de lançamento prevista para o início de 2010, a pergunta que fica no ar é a mesma pela qual começamos este texto: vale a pena esperar pelo Windows 7, ou é melhor continuar usando o Vista? Para responder, precisamos analisar melhor o contexto em que o Windows 7 chegará.

Vista ou Windows 7? 32 ou 64 bits?

Não é novidade que o Windows Vista foi lançado meio às pressas e deixou no ar a nítida impressão de serviço inacabado. O primeiro Service Pack para ele, assim como as numerosas atualizações que continuam a serem feitas através do Windows Update, tornaram o Vista um sistema operacional digno do nome. Apesar de algumas chatices, como o já citado UAC, ele é um sistema operacional moderno e atende ao que se espera dos micros atuais.

Entretanto, ocorre que estamos num ponto de mudança, passando da computação em 32 bits para a de 64 bits. A imensidão de memória RAM que se pode usar nos sistemas de 64 bits (acima de 4 GB) levará a um novo patamar no uso e desenvolvimento de softwares, que são mais do que nunca necessários inclusive para a sobrevivência do próprio PC. O computador pessoal está seriamente ameaçado pela chamada “computação em nuvem”, onde os programas e os arquivos do usuário não ficam mais armazenados no micro local, mas em algum servidor localizado em algum lugar do globo terrestre (por enquanto).

Na computação em nuvem, não importa que tipo de hardware e de sistema operacional estejamos usando, desde que consiga rodar um browser. A Microsoft e toda a indústria especializada nos PCs não deseja perder seu reinado, e para tanto a computação em 64 bits é parte importante na estratégia de oferecer novos valores aos usuários de computador.

Quando o Windows 7 chegar ao mercado, daqui a um ou dois anos, já terá se tornado comum os micros terem mais de 4 GB de memória RAM. Isto vai se somar ao fato de que todos os processadores existentes de uns 5 anos para cá já rodam nativamente em 64 bits, resultado no seguinte: a próxima etapa na computação pessoal será, indiscutivelmente, os sistemas que funcionam em 64 bits. E, neste panorama, o Windows Vista 64 já um produto maduro. Roda muito bem, suavemente e sem tropeços, conforme mostramos no artigo publicado na Revista PnP nº 11 que, por sinal, está nas bancas de todo o Brasil.

Se a Microsoft não ficar muito atenta poderá perder o bonde da história. Talvez fosse melhor investir em “arredondar” o Windows Vista de 32 bits, ao invés de gastar tanto esforço para desenvolver um “novo” Windows que, possivelmente, já estará ultrapassado em suas funções básicas na ocasião de seu lançamento, quando o que estará valendo mesmo é a habilidade em rodar novos e estimulantes programas feitos para sistemas de 64 bits. Aparentemente o Windows 7 de 32 bits será um natimorto, a ser usado apenas em computadores muito baratos, antigos, ou em dispositivos portáteis.

Respondendo nossa pergunta inicial: no momento, se você está adquirindo um novo computador, compre-o com pelo menos 4 GB de memória RAM, uma boa placa de vídeo, um grande disco rígido e utilize o Vista 64 bits. Se vai continuar usando o micro onde você já está rodando o XP, talvez seja melhor ficar com o XP mesmo e, quando for comprar um novo micro, nos próximos 1 ou 2 anos, então vai precisar utilizar o Vista ou o então recém lançado Windows 7. O Vista já está maduro em sua versão SP1, e o Windows 7, quando sair, será apenas uma continuação do Vista, ou seja, a transição para o Seven será muito menos abrupta do que está sendo para migrar do XP para o Vista.

• Versão de testes - Se você deseja baixar a versão de testes do Windows 7, use este link. Os primeiros 2,5 milhões de downloads liberados pela empresa provavelmente já se esgotaram, mas você pode baixar via torrent ou programa de compartilhamento, e usar este link para obter seu número de série e ativar o produto. Mas prepare-se, são 2,5 GB de download!
Atenção: Você só conseguirá baixar usando o Internet Explorer, não funcionou com o Firefox.

• Leia este artigo na íntegra no site da Thecnica Sistemas (contém a explicação do porquê da versão ser a 7):
Windows 7: melhor esperar por ele ou usar o Vista já?

• Veja também estes artigos sobre Windows já publicados na Revista PnP:
Edição nº 11 - Windows XP e Vista 64 bits
Edição nº 9 - Entendendo o Windows Server 2003
Edição nº 8 - Lidando com o Windows Vista SP1
Edição nº 8 - Como ficou o Windows XP com o SP3
Edição nº 4 - Instalação profissional do Windows XP e Vista
Edição nº 3 - Lidando com o Windows Vista e colocando em rede
Edição nº 1 - O Windows Vista e o mercado de Informática

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