[Revista PnP] Boletim nº 85 - Micros confortáveis: mais que luxo, uma obrigação
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Boletim informativo nº 85 - 03/12/08
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Tem muito montador e fabricante de micro por aí esquecendo que o usuário gosta – e precisa – de conforto para utilizar seu micro. E tome fontes ruidosas, coolers que parecem um jato decolando e monitores pequenos e pouco brilhantes, sem falar dos teclados péssimos e mouses que foram feitos para usuários com dedos duros. Estamos falando do conforto ao usar um computador, item que depende de vários fatores que procuraremos demonstar a seguir.

Micros confortáveis: mais que luxo, uma obrigação.

Hoje a maioria das pessoas fica o dia inteiro na frente de um micro, no trabalho, e quando chega em casa vai continuar na frente de um outro micro lendo seus e-mails, pagando contas e batendo papo pelo MSN. Por isto, precisam de micros cujo conforto seja, pelo menos, aceitável.

A percepção de conforto muda de usuário para usuário. Por exemplo, um jogador inveterado quer o máximo de FPS e qualquer ciclo de processamento que possa conseguir a mais que seus adversários. Pode ser a diferença entre “morrer” e “viver” nos jogos. Para este jogador não importa que o micro faça um barulhão, desde que o processador esteja trabalhando no máximo, pouco importa se o teclado ou o mouse sejam macios, quer mais é que eles sejam duros e resistentes o suficiente para aguentar horas a fio de maus tratos.

Para um usuário “normal”, entretanto, todos os sentidos precisam estar satisfeitos com o micro para estar confortável, de maneira que consiga utilizar o equipamento horas a fio com o mínimo de cansaço físico e mental.

Pensando nisto tudo, selecionamos abaixo alguns pontos importantes que o montador ou fabricante de micros deveria ficar atento, para ter usuários mais satisfeitos com o equipamento e, portanto, com o profissional ou com a marca. Acompanhe:

Fios soltos e espaço — Este é um dos principais pontos que irrita muita gente e que as faz pensar seriamente em comprar um notebook. Neste ponto, há pouco a fazer em relação aos micros de mesa, que precisam pelo menos de dois cabos de força, o cabo de sinal do monitor, do teclado e do mouse. Cinco fios ao todo, sem falar do fone de ouvido, microfone, pendrive e câmera digital. Qual seria a saída para diminuir esta fiozarada? Mouse e teclado sem fio já ajudariam, e alguns fabricantes embutem o micro dentro do gabinete do monitor, diminuindo ao máximo a quantidade de fios externos.

Acesso aos drivers e conectores — Já que existem tantos fios, é preciso escolher um gabinete que permita fácil acesso aos conectores. Por exemplo, gabinetes torre onde as saídas USB frontais ficam muito em baixo são péssimos, pois sempre poderá haver alguma coisa na mesa, encostado no gabinete, que vai dificultar o acesso. Outro erro grave: botões para ligar e desligar muito salientes e próximos à mão do operador, que pode apertá-los sem querer. Outro problema sério: tampas que evitam o acesso direto aos leitores de disco, que o usuário precisa abrir antes de colocar um DVD. O ideal é que o gabinete concentre na parte superior tudo o que o usuário precisar manipular.

Barulho — Este é o ponto principal que leva desconforto ao operador. Já houve tempo em que o cooler do processador fazia um barulho infernal, no tempo dos primeiros Pentium 4 e Athlons. Nos processadores modernos o cooler deixou seu posto de rei do barulho para os ventiladores das fontes de alimentação vagabundas. Vale aqui aquele ditado popular: “cachorro que ladra não morde”. Excesso de ruído nas fontes denotam pouco capricho no projeto e fabricação, porque o ventilador é vagabundo e precisa trabalhar a toda capacidade para refrigerar os componentes que igualmente estão trabalhando no limite. Pelo lado oposto, fontes de alimentação de boa qualidade emitem pouco ruído, até porque são dimensionadas com folga e utilizam componentes de melhor qualidade. Nada mais irritante que aquele barulho de turbina zunindo em nossos ouvidos horas a fio. Você percebe que o ruído está incomodando quando desliga o micro e fica “aquele” silêncio gostoso...

Excesso ou falta de luzes — As luzes são um dos fatores que nos cativam nos aparelhos eletrônicos, e os computadores não fogem à regra. Os gabinetes devem ter ao menos duas luzes, a de “power on”, indicando que o micro está ligado, e a que mostra o funcionamento do disco rígido. Só que existem micros que pecam tanto pela falta quanto pelo excesso de luzes. Em alguns, as luzes de power on e do HD são muito fracas, só ficando visíveis em determinado ângulo de visão. Em compensação, existem gabinetes que parecem uma vitrine de shopping center com luzes de todos os tipos, dentro e fora do gabinete. Este tipo de parafernália luminosa pode até agradar a alguns e num primeiro contato, mas no dia-a-dia este excesso de iluminação e de efeitos só serve para aumentar o estresse do operador. Nosso conselho é ficar no meio, ou seja, nada de muitas luzes, mas as que forem necessárias devem cumprir seu papel, e nada mais.

Teclado confortável — Item fundamental para o conforto do usuário. É no teclado que ele tem um contato físico com o micro. O ideal é que as teclas sejam macias e precisas e, ao mesmo tempo, sem falhas. Deve-se evitar teclados que empenam facilmente, de tão vagabundos que são, e também aqueles cujas teclas são duras ou imprecisas. O usuário bate um “a” e recebe um “aaa”, coisa horrível... Teclados ruins são baratos, e bons teclados são caros. Mas você pode encontrar teclados bastante aceitáveis por preços só um pouco acima da média.

Mouse eficiente — É o mesmo caso do teclado, ou seja, o mouse é um ponto no qual o usuário interage fisicamente com o computador. O desejável é ter um mouse preciso, onde o usuário consiga ir rapidamente de um ponto ao outro da tela, mas também consiga clicar nos locais com precisão de até um pixel. E nada de botões duros, eles devem ser macios e silenciosos. É chato trabalhar com um mouse que fica o tempo todo fazendo “clec-clec-clec”... Existem mouses de todo preço, a questão é achar um que seja aceitável e não estoure o orçamento. Sim, eles existem, basta procurar.

Monitores de vídeo de boa qualidade e tamanho adequado — Os monitores estão o tempo todo bem à frente do operador, e estão entre os maiores indicadores da qualidade de um micro. Mesmo micros que não são lá tão velozes ficam parecendo muito melhores do que são quando o monitor é bom — estão aí os MacIntosh, que não me deixam mentir. Os Macs geralmente fazem as coisas mais lentamente do que os PCs de mesma configuração, mas o design do conjunto e os excelentes monitores da Apple fazem tudo ficar mais “cor-de-rosa” (que me desculpem os Macmaníacos). Portanto, nada de monitores widescreen de 17 polegadas, que parecem muito menores do que um monitor convencional do mesmo tamanho. Se for partir para monitores widescreen, o tamanho mínimo a ser considerado 19 polegadas, mas o ideal mesmo é de 22 para frente. Monitores CRT (convencionais) de 17” são bastante aceitáveis, mas nada de economizar no monitor. É melhor comprar uma placa de vídeo e um processador mais baratinhos, e investir no monitor. O usuário agradece.

Mesa, cadeira e local de instalação — Este é um item que muita gente se esquece que existe. Os desavisados gastam milhares de reais num computador, e o colocam no chão ou pendurado em uma estante qualquer, ligado num benjamin com várias outras conexões todas penduradas, uma verdadeira teia de aranha de fios. Computador, monitor, impressora, caixas de som, abajur, telefone sem fio e outras traquitandas compartilhando uma tomada e, naturalmente SEM fio terra. Um conjunto de mesa e cadeira adequadas, na altura correta, ajudam na postura e conseqüentemente na diminuição do cansaço do operador. As ligações elétricas bem feitas e o aterramento contribuem para a estabilidade e a confiabilidade do micro. Nada mais desagradável que um micro que trava ou resseta a toda hora.

Em resumo, é o seguinte: o computador é cada vez mais o centro da vida de muita gente. Parece que “tudo” está lá. Como você ou seu cliente provavelmente ficarão várias horas do dia na frente do micro, procure averiguar cada um dos detalhes que citamos aqui. Podemos garantir que a sensação que o usuário terá do micro e, conseqüentemente, do trabalho prestado pelos profissionais que lidaram com o micro será totalmente diferente. É horrível trabalhar com micros barulhentos onde o teclado é ruim, o mouse é “vago” e o monitor pequeníssimo. Vamos dar um upgrade na vida dos usuários!

• Leia este artigo na íntegra no site da Thecnica Sistemas:
Micros confortáveis: mais que luxo, uma obrigação

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