[Revista PnP] Boletim nº 222 - Conheça o Goobuntu, o desktop Ubuntu Linux usado internamente pelo Google
   
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Boletim informativo nº 222 - 13/12/2013

Prezado

Em palestra proferida em dezembro de 2013 durante a LinuxCon, conferência técnica anual da Fundação Linux, Thomas Bushnell revelou como o Linux é usado em larga escala dentro dos sistemas do Google. Thomas Bushnell é o líder do grupo técnico que gerencia e distribui o Linux para os computadores desktops corporativos do Google. Publicamos aqui os principais pontos da conferência, para mostrar a importância que o Linux ganhou no mundo corporativo, dado o peso que o Google tem na vida de todos. Acompanhe:

Conheça o Goobuntu, o desktop Ubuntu Linux usado internamente pelo Google

por Iberê M. Campos, editor da Revista PnP

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iPhone desmontado

Durante mais de 10 anos ouvimos dizer que o Linux poderia um dia dominar o mercado de sistemas operacionais. Mas isto não nos parecia ser coisa factível, dada a ampla dominação que o Windows manteve durante décadas. Mas hoje, quando os dispositivos portáteis como os tablets e smartphones já respondem pela maioria dos acessos à internet, nota-se que o Android dominou a cena, seguido de perto pelo iOS da Apple, usado nos iPhones e iPads. Bem, o Android é derivado do Linux e o iOS também foi construído a partir do Unix, que foi o “pai” do Linux e do Android. Finalmente podemos, portanto, dizer que os sistemas baseados em Linux/Unix dominaram o mercado. Afinal de contas, o Android e o iOS são uma espécie de irmãos.

Entretanto, o Linux ainda não dominou o ambiente corporativo, onde os micros com Windows continua sendo a maior parte, notadamente pelo onipresente Microsoft Office, que virou o padrão de arquivos e de requisito básico para contratação de funcionários. Mas o Google, como bom defensor das tecnologias livres e abertas que sempre foi, vem dando o exemplo de como o Linux pode ser uma ótima solução também no mundo corporativo, ao adotar o Ubuntu Linux como o sistema operacional padrão não só em seus micros desktop mas também nos servidores.

A maioria das pessoas do mundo Linux sabe que o Google usa Linux em seus computadores, e que no caso dos micros de mesa a distribuição usada pelo Google foi apelidada de “Goobuntu”, junção de Google com Ubuntu. Mas quase ninguém fora do Google sabia exatamente o que estava nele ou que papéis o Ubuntu Linux desempenhava no campus do Google, pelo menos até 29 de agosto, quando Thomas Bushnell, o líder técnico do grupo que gerencia e distribui Linux para desktops corporativos do Google, revelou o exato papel que o Goobuntu desempenha na empresa e como isto é feito.

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A primeira pergunta que pode nos vir à mente é se nós, pobres mortais, também podemos utilizar o Goobuntu. A resposta pode ser SIM ou NÃO, porque segundo Bushnell “o Goobuntu é simplesmente uma pele bem fina colocada sobre o padrão do Ubuntu.” Detalhando mais, é o seguinte: o Google usa a versão LTS do Ubuntu, abreviação de Long Term Support (Suporte de Longa Duração), e não a versão normal, que sai a cada 6 meses. Isso significa que se você baixar uma cópia da última versão do Ubuntu (que no momento, é a 12.04.3) você estaria, para fins mais práticos, executando o Goobuntu praticamente igual ao que o Google usa internamente.

Mas porque o Google usa as versões LTS, e não a versão mais nova disponibilizada pela Canonical, empresa que desenvolve o Ubuntu? É simples, ocorre que a versão LTS é atualizada a cada dois anos, dando tempo para implantar o sistema e esperar que os usuários se adaptem a ele. Fora isto, o Google costuma atualizar e substituir o hardware de seus computadores também a cada 2 anos, aproximadamente, sendo que então este cronograma está adequado para a empresa.

Uma das perguntas que foram feitas a Bushnell é porque escolheram o Ubuntu, ao invés de utilizar Apple MacIntosh ou PCs com Windows? A resposta: “Bem, você pode executar o que bem desejar. Os funcionários do Google são convidados a utilizar as ferramentas que funcionem melhor para eles [...] Se o Gmail não quer trabalhar para eles eles podem usar Pine (um cliente de e-mail do início do Unix, baseado em caracteres) se isso for melhor. As pessoas não são obrigadas a usar o Ubuntu, mas o uso Goobuntu é incentivado e todas as nossas ferramentas de desenvolvimento são para Ubuntu.”

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Foi perguntado por que escolheram o Ubuntu ao invés de outras distribuições Linux famosas como Fedora ou openSUSE. Ele respondeu que “escolhemos o Debian (que é a origem do Ubuntu) porque os pacotes de instalação APT estão anos-luz à frente dos instaladores RPM (sistema da Red Hat e SUSE). E por que o Ubuntu sobre as outras distribuições Linux baseadas em Debian? “Porque a cadência de lançamento é incrível e a Canonical (controladora do Ubuntu) oferece um bom suporte.”

A dúvida então recaiu sobre o ambiente de trabalho utilizado. A questão é pertinente porque o Ubuntu adotou como interface padrão aquela denominada “Unity”, que parece uma junção do desktop do Mac com o do Windows 7. Perguntarm se todos os funcionários estavam obrigados a utilizar o Unity, desktop popular mas controversa do Ubuntu. A resposta foi que “Não. Alguns usam GNOME, alguns usam o KDE, outros usam o X-Window e X-Term. Alguns querem Unity porque os faz lembrar do Mac. Vemos amantes do Mac mudar para o Unity. Não há nenhuma interface Goobuntu padrão e obrigatória”.

Com certeza, a opção do Google pelo Ubuntu tem muito peso. Significa “dezenas de milhares de usuários Goobuntu. Isto inclui designers gráficos, engenheiros, gerentes e vendedores. É uma comunidade muito diversificada. Alguns, como Ken Thompson, ajudaram a criar o Unix e alguns não sabem nada sobre computadores, exceto como usar os seus aplicativos”.

O Google tem requisitos de segurança muito rigorosos. Como Bushnell observa, “o Google é um alvo. Todo mundo quer nos invadir”. Assim, alguns programas que fazem parte da distribuição Ubuntu são banidos por serem considerados como potenciais riscos de segurança. Isto inclui qualquer programa “que chama de casa para um servidor externo. Por isso o Google usa sua própria solução proprietária de autenticação de usuários da rede interna, por isso é que o Google está elevando o estado da arte em termos de autenticação de rede, porque temos uma meta de segurança de alto nível”.

Juntando tudo o que foi dito, ou seja, a necessidade de segurança topo de linha, a necessidade de PCs com alta performance e flexibilidade para atender às necessidades tanto dos gênios desenvolvedores assim como aos representantes de vendas recém-contratados, e não é à toa que o Google adotou o Ubuntu como o seu sistema operacional para micros desktop. Citando Bushnell: “seríamos tolos se usássemos qualquer outra coisa que não fosse o Linux”. É claro que faltou dizer que, em especial para o Google, o Linux é um software gratuito e altamente modificável, de forma a atender às necessidades da empresa. Mesmo considerando os milhões de dólares que o Google deve pagar para a Canonical desenvolver e manter o Ubuntu, muito provavelmente deve gastar menos do que se tivesse que pagar à Apple e à Microsoft para utilizar seus sistemas operacionais. De mais a mais, estas duas empresas são as principais competidoras da Google, e ficaria fácil demais para estas empresas embutir em seus sistemas operacionais pequenos detalhes que permitiram espionar toda a operação do Google, o que nem de longe seria admissível...

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