[Revista PnP] Boletim nº 209 - As empresas de tecnologia que estão se perdendo. O que tem a ver com os técnicos de informática?
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O mundo está mudando. Produtos e serviços que foram revolucionários em seu tempo deram lugar a novas alternativas que parecem atender melhor às necessidades atuais. Empresas que souberam se adaptar, como Apple e Samsung, estão sendo amplamente bem sucedidas hoje. Por outro lado, empresas que foram incapazes de se reestruturar fecharam as portas, foram compradas pelos antigos competidores ou foram forçadas a diminuir suas operações numa tentativa de sobreviver. Selecionei alguns comentários feitos em renomados sites internacionais a respeito de como algumas empresas famosas estão se saindo e como estão se movimentando para tentar manter seu lugar no mundo dos negócios. Algumas poderão até ser surpresa para alguns, acompanhe:

As empresas de tecnologia que estão se perdendo.
O que isso tem a ver com os técnicos de informática?

por Iberê M. Campos, editor da Revista PnP

Todos os tipos de consumidores, sejam eles pessoas físicas ou corporativas, estão procurando por coisas diferentes do que se usava há apenas alguns poucos anos. Em vários casos, as empresas de tecnologia que já foram poderosas parecem não estar entendendo o que o consumidor médio está precisando ou o que poderiam fazer para reverter a queda que estão sofrendo.

• YAHOO - O Yahoo já foi o grande mecanismo de busca na internet, e seu email gratuito era tão bom e famoso quanto o Hotmail e, posteriormente, o Gmail do Google. Claro que isso se refletia em lucros e prestígio, mas no momento a empresa está tendo cada mais dificuldade para se manter ativa e lucrativa. O mecanismo de busca, que foi o principal produto, agora é movido pelo Bing da Microsoft, enquanto que sua divisão de publicidade representa apenas uma pequena parcela do tamanho que assumiu no Google. A não ser que a diretoria do Yahoo, recentemente empossada, consiga fazer alguma coisa fantástica, a empresa vai ter que lutar para que consiga, simplesmente, sobreviver.

• CISCO - A Cisco foi uma empresa inovadora e uma das criadoras da tecnologia de rede e internet que temos hoje, ao inventar os roteadores. No entanto, sempre procurou focar-se no mercado profissional, onde agora encontra forte concorrência, e não consegue fixar-se no mercado dos consumidores menores, domésticos. A empresa já vendeu gravadores de vídeo, câmeras de vídeo para a televisão e muitos outros tipos de equipamentos. Agora, a Cisco está tendo que recuar e focar-se no seu negócio principal, que são as redes e sistemas de comunicação. Mas parece ser duvidoso se a empresa vai conseguir manter sua posição de liderança num mercado tão competitivo e acostumado a comprar equipamentos cada vez mais baratos.

• SONY - A Sony foi uma das empresas mais inovadoras que já apareceram nos últimos 60 anos, com produtos como os sistemas de gravação de vídeo, as fitas cassete, o Walkman e muitas outras coisas. No entanto, nos últimos anos a empresa tem atravessado muitas dificuldades. A empresa viu sua divisão de HDTV (TV de alta definição) praticamente falir, sua divisão de dispositivos móveis (smartphones) perdeu o rumo e muitos de seus executivos foram trocados, quando a gerência passou para as mãos do novo presidente, Kazuo Hirai, que afirma que melhores tempos estão chegando, graças às demissões em massa de funcionários, aos cortes de custo e a uma nova estratégia de marketing focada em dispositivos móveis, imagem digital e jogos. Será que isto vai mesmo funcionar? Só o tempo dirá, mas enquanto isso os técnicos procuram evitar os produtos da Sony, porque são difíceis de reparara, e os consumidores não se encantam com os produtos da marca, porque são mais caros e com menos recursos do que os concorrentes.

• PANASONIC - A Panasonic segue um rumo parecido com o da Sony, ambas vítimas do gigantismo e da falta de adaptação aos novos tempos. Atualmente a Panasonic tem 88 divisões, metade das quais não conseguiu atingir uma margem de lucro de 5%, e onde 20% das quais estão dando prejuízo. No futuro próxiomo a empresa pretende demitir e cortar definitivamente os postos de trabalho de mais de 10.000 funcionários, além dos 36.000 que já deixaram a empresa em 2011. Analistas internacionais especializados no setor dizem que isso vem acontecendo porque os setores que fabricam produtos voltados ao consumidor estão indo bem, enquanto que os produtos e serviços voltados às empresas, que trabalham com uma margem de lucro maior, acabaram sendo ignoradas. Com isso, a empresa está em sérias dificuldades e tem futuro incerto.

• SHARP - Quem tem mais de 40 anos certamente se lembra das TVs da marca Sharp, que estavam presentes na maioria dos lares brasileiros. Mas isso ficou no passado, pois a filial brasileira era uma sociedade entre a matriz japonesa e um investidor brasileiros, e foi fechada pelos herdeiros desse investidor que fundou a sede brasileira, depois que esse faleceu. A nível mundial a Sharp é outra das grandes empresas japonesas de tecnologia que está em dificuldades por não ter conseguido acompanhar as mudanças que ocorreram no mercado, na tecnologia e nos consumidores. De acordo com fontes da própria empresa, a maioria dos seus núcleos de negócio, incluindo aqueles na área de saúde e de imagem, estão dando prejuízo e podem ser encerrados. A tradicional área de fabricação de televisores foi deixada às próprias custas, e está operando com margem negativa de muitos milhões. E o pior é que não parece haver solução à vista, veremos o que o futuro reserva à essa tradicional empresa, que já fez parte da vida de muitos brasileiros. O que parece ter dado uma sobreviva à empresa, ao menos para um de seus departamentos, é o interesse da Apple em ter a Sharp como fornecedora de telas sensíveis ao toque para seus aparelhos, uma vez que a briga judicial com a Samsung pode resultar em dificuldades para manter sua linha de produção, uma vez que a Samsung é a maior fornecedora da Apple de vários componentes críticos, além das telas LCD. Segundo rumores, a Apple teria investido 2 bilhões de dólares na Sharp, para manter operando a linha de produção de telas. As TVs da Sharp são vendidas com a marca Aquos, e ainda aparecem aqui no Brasil, mas em quantidades cada vez menores.

• MOTOROLA - A Motorola estava em dificuldades financeiras, e se não fosse pelo fato da empresa ter sido adquirida pelo Google pela “bagatela” de 12,5 bilhões de dólares ninguém saberia dizer ao certo se a empresa teria conseguido sobreviver. O que motivou o Google a comprar uma empresa deficitária, aparentemente, foi o portfólio de patentes detidos pela Motorola, que serão muito úteis para lutar com a Apple em suas investidas monopolistas. A Motorola continua desenvolvendo produtos de boa qualidade e com belos desenhos, mas sua máquina de marketing não está achando uma forma de atrair a atenção dos consumidores atuais. Ainda falta alguma coisa para que a dupla Motorola-Google consiga achar o caminho para competir com a Samsung no mercado de smartphones com Android. Enquanto isso não acontece, o Google precisará continuar injetando dinheiro na Motorola para manter os negócios em andamento.

• RIM - A Research In Motion tinha tudo para dominar o mercado de smartphones, até porque foi a primeira a lançar algo neste sentido, com sua famosa linha Blackberry. No entanto, depois de 2007, quando o iPhone foi lançado, as coisas mudaram drasticamente. Atualmente, os produtos da RIM vêm sendo ignorados pelos consumidores porque ainda utilizam teclados físicos na maioria dos modelos, com telas pequenas e poucos aplicativos devido ao sistema operacional utilizado, que não recebeu melhorias o suficiente para poder competir com o iOS da Apple e o Android do Google. Se este quadro não mudar com o BlackBerry 10, a empresa vai ficar numa situação financeira delicada

• NOKIA - A Nokia já foi o maior fabricante de telefones celulares, por uma confortável margem em relação aos demais fabricantes. Agora, entretanto, a Samsung assumiu esta liderança. Segundo dados do instituto IDC, em meados de 2012 a Samsung tinha 25% do mercado mundial, restando 17% para a Nokia e 6% para a Apple. No lucrativo mercado dos Smartphones, celulares mais sofisticados, a situação é parecida, ou seja, Samsung lidera mas o que predomina mesmo são os smartphones com o sistema operacional Android, do Google, usado não apenas pela Samsung mas também por outros fabricantes. De acordo com o mesmo IDC, em setembro de 2012 as vendas mundiais ficaram com 68,1% para o Android e 16,9% para o iOS da Apple, restando 4,8% para a RIM e 3,5% para o Windows Phone.

A Samsung disputa com a Apple o mercado de smartphones, mas vem levando grande vantagem. Segundo o IDE, no segundo trimestre de 2012 a Samsung vendeu 50,2 milhões de smartphones, quase o dobro dos 26 milhões de iPhones vendidos pela Apple, sendo que estas duas companias, juntas, são responsáveis por metade dos smartphones vendidos no mesmo período. A nova linha Lumia da Nokia, equipada com o Windows 8, tem a ingrata missão de mudar esse quadro, mas por enquanto não parece que a dupla Nokia-Microsoft vá conseguir mudar o predomínio da Apple e Samsung no mercado de Smartphones. Na verdade, o que se questiona no mercado, é se a Nokia vai conseguir continuar sobrevivendo, o que não deixa de ser uma injustiça com uma empresa que já foi tão importante.

• MICROSOFT - Muita gente vai estranhar de ver a Microsoft nesta lista de empresas com problemas, até porque ela continua gerando bilhões de dólares de lucro a cada mês. No entanto, exceto pelo Office, Windows e o console de jogos Xbox 360, é difícil imaginar outro segmento onde a empresa esteja interagindo positivamente com seus consumidores. Sintomas desta falta de sintonia são a sua pequena presença na linha de tablets, sua plataforma de smartphones vem conseguindo pouco sucesso, mesmo com o Windows 8, e vem sempre brigando com o Google pelo mercado de busca e de publicidade, mas sem conseguir avançar grande coisa. Quando será que a Microsoft vai finalmente entender que ela precisa encarar com firmeza a necessidade de entender o que querem seus clientes, nos inúmeros mercados em que ela compete? A impressão que eu tenho é que a empresa se perdeu dentro de seu próprio gigantismo, com inúmeras equipes e muitas divisões, o que sempre resulta em falta de coordenação e em dificuldades para detectar necessidades e implantar inovações, coisa que a Apple não tinha na época de Steve Jobs mas que poderá vir a ter no futuro próximo, quando as idéias geniais de Jobs deixarão de existir e uma equipe precisará fazer o que ele fazia sozinho.

E o que eu tenho a ver com isso?

Depois de falarmos de bilhões de dólares, você pode estar se perguntando o que isso tudo tem a ver consigo. Você provavelmente não é acionista de nenhuma destas empresas, portanto não vai lucrar nem perder coisa alguma se elas forem bem ou mal sucedidas. No entanto, todas estas empresas têm alcance mundial e uma enorme influência em tudo o que fazemos. Além disso, você provavelmente já tem em sua frente algum aparelho ou programa que foi criado usado várias tecnologias desenvolvidas por essas empresas. Como se não bastasse esta influência direta, existem as influências indiretas que podem ser ainda maiores.

Repare que a maior parte destas empresas tem a ver com informática e internet e sofreram diretamente a mudança que vem ocorrendo e que pode ser simbolizada pelo lançamento do iPhone em 2007. Não foi a Apple que inventou o smartphone com tela sensível ao toque dispensando o teclado, mas certamente foi a Apple que criou um aparelho cativante e que reuniu em si todas as tendências e desejos dos consumidores para a época que estava então se iniciando. A maioria das empresas aqui citadas não tinha percebido isto ou demorou a responder, e agora precisam correr atrás dos prejuízos.

No caso específico dos técnicos de informática, todas essas mudanças afetam diretamente seu dia-a-dia e modo de ação. O PC com Windows está deixando de ser o principal dispositivo de acesso à internet, em favor de aparelhos que não se monta em casa, mas se compra pronto e que são de difícil manutenção. Fora isso, o desenvolvimento de softwares está sofrendo uma dramática revolução, indo de aplicativos pesados e multifunção que rodam localmente, como Photoshop e CorelDRAW, para uma infinidade de pequenos softwares que rodam on-line e que fazem apenas um número restrito de funções especializadas.

O Windows, que ainda continua e continuará sendo por anos o sistema operacional mais usado, está pela primeira vez tendo concorrência série, com o predomínio do Android e iOS nos celulares e tablets, além de estarem começando a serem projetados para computadores de mesa e notebooks. A reação da empresa veio com o lançamento do Windows 8 e do tablet chamado Surface, além de uma grande mudança em todo o ecosistema da Microsoft compreendendo Hotmail, Outlook, Skydrive e Bing. Se essa reação vai conseguir impedir o declínio da Microsoft, ainda é cedo para saber. É claro que a empresa ainda tem muito dinheiro em caixa e continua ganhando bilhões de dólares por mês, mas do jeito que as coisas mudam rapidamente no mundo atual não se espante se você precisar começar rapidamente a aprender a lidar com Android, MacOS ou iOS, deixando o Windows só para alguns especialistas, numa total reversão do que ocorre hoje em dia.

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