[Revista PnP] Boletim nº 208 - Windows 8: as novidades justificam o upgrade?
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Boletim informativo nº 208 - 09/11/2012 Visite nosso site: www.thecnica.com
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Cada vez que a Microsoft lança um novo Windows esta pergunta precisa ser feita. No caso do Windows 8, entretanto, a questão é ainda mais pertinente e importante porque o novo sistema operacional da Microsoft trouxe mudanças radicais, não somente no núcleo do sistema mas também e principalmente na maneira como o usuário interage com o computador. Certo... Mas, se fizermos um balanço geral, será que o Windows 8 é melhor do que o Seven e o XP? É melhor migrar logo ou aguardar o Windows 9?

por Iberê M. Campos, editor da Revista PnP

As mudanças no Windows 8 começam a ficar visíveis pelas versões disponíveis. Ao contrário das 6 versões do Windows 7, agora existem apenas 3: Windows 8, Windows 8 Pro e Windows 8 RT. Esta última foi criada para tablets e smartphones construídos em cima de chips ARM, ao contrário das demais versões que funcionam com processadores Intel. O simples fato da Microsoft ter lançado uma versão específica para dispositivos móveis já demonstra o objetivo deste projeto, que é aumentar a participação do Windows num mercado dominado pela Apple e pelo Android do Google onde a Microsoft tem menos de 1% de participação. Neste sentido, o novo Windows abandonou vários pontos tradicionais para navegar em outras águas, onde a Microsoft claramente não tem a mesma desenvoltura e leveza de ação de seus concorrentes.

Tomemos como exemplo o caso do botão “Iniciar”, recurso clássico do Windows usado desde 1995 e que foi simplesmente retirado do Windows 8, sendo substituído pela interface denominada “Modern” baseada em retângulos coloridos contendo o ícone e/ou o nome do programa que ele aciona (vide imagem aqui do lado direito). A Microsoft demonstra assim seu ressentimento e inveja da loja de aplicativos da Apple, que contém centenas de milhares de pequenos aplicativos (“apps”) que é o objetivo da Microsoft com o Windows 8, ou seja, substituir os “programas” tradicionais por módulos menores e mais específicos (os citados “apps”) que possam ser baixados pela internet a partir de uma loja virtual. Claro que é possível criar um ícone na interface Modern que leve a um aplicativo típico do Windows, mas ao acionar este aplicativo entra-se num desktop parecido com o tradicional do Windows 8, mas sem o botão Iniciar.

Vê-se, portanto, que o Windows 8 tem “duas caras”: uma tradicional, mas sem o Iniciar, e a mais nova, caracterizada pela interface Modern. Para mudar de uma para a outra pressiona-se o “botão Windows” no teclado ou clica-se no canto inferior esquerdo. A interface Modern, portanto, é como se fosse uma ampliação do antigo botão Iniciar, ou melhor, o botão Iniciar cresceu e mudou de aparência e virou a interface modern, sem prejuízo do desktop tradicional do Windows.

Sem prejuízo? Não exatamente... O efeito Aero que surgiu no Vista e que dava um charme todo especial ao Vista e ao Windows 7 foi removido do Windows 8. Com isso, o desktop ficou com uma aparência tosca e mal acabada, típica das primeiras versões de Windows, pior até que a do Windows 98. Se compararmos o desktop do Windows 8 à tela do MacIntosh da Apple e até mesmo à interface elaborada do Windows 7 a percepção de coisa mais vagabunda e de precariedade salta aos olhos. Porque a Microsoft fez isso? Teria a esperança de que tudo o que existe de aplicativos para Windows atualmente seja reescrito e mude para o estilo Modern? Impossível obter boas respostas para essa troca do certo pelo incerto.

Outra mudança significativa no desktop foi a introdução do recurso denominado “Charms”, que é uma barra de tarefas universal para o Windows 8. A barra Charms pode ser acessada de qualquer lugar, e de diversas formas, seja na interface Modern ou no desktop. A primeira delas é clicar e arrastar no canto direito superior ou inferior da tela, bem no cantinho, ou então apertar Windows C no teclado. Isto fará com que surjam dois boxes na tela: um menor à esquerda, mostrando a data e hora, assim como o estado da bateria e da conexão de rede. O segundo box aparecerá na vertical direita, contendo cinco botões: Pesquisar, Compartilhar, Iniciar, Dispositivos e Configurações.

Vê-se, portanto, que o antigo botão Iniciar foi desdobrado em várias telas e que ocupam todo o espaço do monitor, claramente visando interfaces de tela pequena e com o recurso touchscreen. E os usuários que preferem ou precisam de um micro desktop, como ficam? Ora, têm diversas alternativas: podem decorar os novos atalhos para o teclado, ou então ficar “caçando” os pixels da tela que acionam os menus, ou então, o que será mais provável, usarão um dos inúmeros programas para Windows 8 que procuram, simplesmente, devolver ao usuário os recursos e a experiência satisfatória que podem obter com o Windows XP e, mais recentemente, com o Windows 7.

Conclusões preliminares

Ainda estamos avaliando e testando o Windows 8, para escrever o artigo a ser publicado na Revista PnP nº 26. Não temos, portanto, uma opinião formada e definitiva a respeito do novo sistema operacional da Microsoft, mas algumas coisas estão aparecendo em nossas análises as quais gostaríamos de compartilhar com o leitor, acompanhe o raciocínio:

Entenda-se que o Windows 8 é um produto híbrido, com uma interface dupla que visa atender dispositivos tão diferentes quando um smartphone (com tela de 2 ou 3 polegadas) e um PC de mesa, com telas que vão de 20 a 32 polegadas, coisa de 10 vezes a mais em dimensão linear ou 100 vezes a mais em termos de área. Mas, ao que nos parece no momento, ele não atende bem nem a um nem a outro ambiente. Felizmente existem diversos complementos para ele que permitem diminuir bastante as inconveniências, conforme explicaremos na Revista PnP nº 26.

O menu Charms no desktop é difícil de acessar usando um mouse, especialmente com os monitores de alta resolução usados nos micros de mesa atuais em Full HD (1080 pixesl de resolução vertical). Pode-se contornar a situação pressionando-se a tecla Windows-C, mas isto será um inconveniente caso estejamos fazendo alguma operação intensiva com o mouse pois requer tirar a mão do mouse, pousar no teclado, digitar o comando e depois retornar para o mouse. Não seria mais simples a Microsoft ter criado um ícone mais fácil de clicar no desktop? Ou melhor, para que retirar o botão “Iniciar”, que poderia cumprir essa missão com muito mais desenvoltura e que, ainda por cima, é um recurso já profundamente enraizado na mente dos usuários de Windows?

Este é um pequeno exemplo das incoerências e falhas que notamos no Windows 8, e devemos nos confessar surpresos pelo fato de uma das maiores empresas de software do planeta (se não for a maior) ter cometidos erros de estratégia tão gritantes. A impressão que nos vem é que faltou um coordenador central, um “Steve Jobs” versão Microsoft, uma pessoa com poder de decisão, visão e com bom senso que analisasse o produto neste tipo de experiência básica que um usuário tem ao utilizar o produto e que resolvesse estas coisas. Ao contrário disso, o que sentimos foi que o Windows 8 é o resultado do trabalho de equipes diversas competentes e dedicadas, mas sem uma boa coordenação central, resultando numa colcha de retalhos cujas “costuras” atrapalham e irritam o usuário. Sendo mais crítico ainda, fica parecendo que o Windows 8 foi feito pela mesma equipe (ruim) que produziu o Windows Vista e o Windows Me, enquanto que o Windows 8 foi feito pela equipe que produziu o Windows XP, não por acaso o mais bem sucedido sistema operacional da história e que ainda controla 50% dos PCs do mundo todo. Seria a “praga das versões pares” do Windows? Se for assim, teremos que aguardar pelo Windows 9...

Fora estes inconvenientes o Windows 8 tem também seus pontos fortes, como o histórico de arquivos, o gerenciador de tarefas, o suporte melhor a multi-monitores e a maior agilidade geral, em especial na inicialização. Mas será que isso basta para decidir-mos para fazer uma atualização para o Windows 8?

Em computadores novos não vemos como ficar afastado do novo Windows, porque os micros “de fábrica” já virão com ele, e os micros montados deverão ser usados com ele também até para tirar melhor proveito do hardware, uma vez que o Windows 8 foi otimizado para isso.... Mas ainda tem muito mais, veja a seguir:

Leia em nosso site a versão completa deste artigo, para mais informações e conclusões.
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Versão 3.01 do DVD de Service Packs e Utilitários

DVD de Service Packs da Thecnica Sistemas Novíssima versão do nosso tradicional DVD. A edição 3 passa a vir em mídia de 8.5 GB, contendo quase 7 GB de programas e utilitários. O espaço adicional em relação aos 4.7 GB anteriores permitiu colocar novidades como o MSN 2012 FULL, AVG 2013 FULL, AVIRA 13 FULL, SP1 para Office 2010, SP2 para Windows Server 2008 e Windows Vista (32 e 64 bits) e SP1 para Windows Server 2008 R2.
Fora feitas 20 mudanças em relação à versão 3, para deixar este DVD ainda mais completo para quem lida na bancada. Destacamos também o AVast 7 e o AIDA64 2.5 Extreme Edition Portable, além dos novos Firefox 16 e do Java Runtime, sem falar das demais atualizações.
Este DVD é um grande auxiliar para quem faz manutenções em campo.
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  • AVG 2013 - Pacote full completo para 32 e 64 bits (não precisa de downloads adicionais)
  • Service Pack 3 para Office 2007 - Pacote completo para 32 e 64 bits (não precisa de downloads adicionais)
  • Service Pack 1 para Windows 7 - Pacote completo para 32 e 64 bits (não precisa de downloads adicionais)
  • Windows Live (MSN) - Versões 2012 e 2009 em versão FULL (não precisa de downloads adicionais)
  • Internet Explorer 9 - Versão final 32 e 64 bits, sem downloads adicionais
  • Além de todos os demais aplicativos, que foram atualizados para as versões mais recentes sempre que necessário
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