[Revista PnP] Windows 10 Redstone 5 de outubro de 2018: o que traz de novo e o que significa para nosso futuro 
Login: 
Senha:   
Fazer cadastro conosco

Home   Edições impressas  
Edições digitais   DVDs e pendrives  
Dicas técnicas   Como comprar  
Quer colaborar?   Sugira uma matéria  
Boletins   Como é feita a Revista PnP?  
Fale conosco   Serviços ao cliente  
Erratas   Sobre a Revista PnP...  
Perguntas mais frequentes (FAQ)  
Cursos e eventos  
Google

Você está aqui: Indeterminado
Artigo

Windows 10 Redstone 5 de outubro de 2018: o que traz de novo e o que significa para nosso futuro

Por Iberê M. Campos e equipe

Depois de três anos de atualizações a cada 6 meses, o Windows 10 continua a receber novos recursos, a retirar outros e modificar aqueles que já existem. No momento em que este texto foi produzido, acabava de ser lançada a atualização “Redstone 5”, também chamada de build 1809 ou versão 17763, de 02/10/2018. A build 1809 incorporou as atualizações anteriores e trouxe diversas melhorias na usabilidade. Vejamos o que mudou, o que isto impacta na vida dos técnicos de informática e dos usuários de Windows, e o que está para acontecer no futuro breve.

Se você quer usar o novo Windows 10, a Thecnica Sistemas oferece a versão mais recente em DVD ou pendrive, devidamente testada, sem vírus e pronta para uso, veja aqui

A Microsoft adora copiar inovações trazidas por outras empresas. Parece que morre de medo de ficar para trás no quesito inovação. Vive imitando coisas da Google e da Apple, e talvez tenha acontecido o mesmo em relação ao Ubuntu Linux. Desde que surgiu, a Canonical, desenvolvedora do Ubuntu, trabalha com atualizações semestrais do seu principal produto, o Ubuntu Linux. E o que acontece com o Windows 10? Vejamos o histórico de atualizações para ver qual é a semelhança:

  • O Windows 10 original foi posto a venda em 29/07/2015. Tratava-se da versão 1507 (“build number” 10240) apelidada de “Threshold 1”.
  • A primeira grande atualização (“update”) foi a 1511, oficializada em 12/11/2015 sob o codinome “Threshold 2” e “build number” 10586.
  • A edição de primeiro aniversário (“1st anniversary”) saiu em 02/08/2016, sob codinome “Redstone 1”, com “build number” 14393 e versão 1607. Esta foi a terceira grande atualização do Windows 10 e a primeira das grandes atualizações a saírem sob o codinome “Redstone”.
  • Em 11/04/2017 foi lançada a atualização “Creators Update”, também chamada de “Redstone 2” (versão 15063 ou build 1703) que trouxe todas as atualizações anteriores e novos recursos.
  • Em 17/10/2017 foi lançada a atualização “Fall Creators Update” (também chamada de “Redstone 3”, versão 16299 ou build 1709) que incorporou as atualizações anteriores, além de incorporar novos recursos e um novo instalador.
  • Em 10/04/2018 foi lançada a atualização “Redstone 4” (versão 17134 e build 1803) que incorporou as atualizações anteriores e trouxe melhoramentos importantes em termos de segurança e estabilidade.
  • Em 02/10/2018 foi lançada a atualização “Redstone 5” (versão 17763 e build 1809) que incorporou as atualizações anteriores e trouxe outras inovações.

Colocando-se estas informações numa tabela teríamos o seguinte:

VersãoCodinomeBuildLançamentoTempo desde a última atualização
10240Threshold 1150729/07/2015
10586Threshold 2151112/11/20153 meses e 14 dias
14393Redstone 1160702/08/20168 meses e 20 dias
15063Redstone 2170311/04/20178 meses e 9 dias
16299Redstone 3170917/10/20176 meses e 6 dias
17134Redstone 4180310/04/20185 meses e 24 dias
17763Redstone 5180902/10/20185 meses e 22 dias

O tempo médio entre uma versão e outra foi, portanto, de 38 meses e 3 dias. Em outras palavras, passaram-se 3 anos e 65 dias entre a atualização 1809 e a versão inicial, resultando na média de 193 meses entre uma e outra versão, ou seja, 6 meses e 13 dias. Vê-se portanto que, apesar dos atrasos e antecipações entre uma versão e outra, a empresa parece empenhada em manter a média de 6 meses entre uma grande atualização e a outra. Quando alguma delas atrasou, o atraso foi compensado no lançamento seguinte.

Mediante esta análise, algumas perguntas ficam no ar a respeito do porquê disto tudo. Onde a Microsoft pretende chegar? Será que isto afeta a nós, usuários e técnicos de informática? Será que isto está vindo para o nosso bem, ou não é nada isto?

O que pode parecer à primeira vista é que o Windows 10 foi lançado prematuramente, para atender as demandas do mercado, por isso é que a cada 6 meses, aproximadamente, precisa sair uma grande atualização que, além das correções normais a todo software, traz sempre alguma novidade em termos de usabilidade.

O que achamos é que a Microsoft está acelerando a implantação de um sonho de longa data, que é tratar o Windows como um serviço, pago mensalmente ou anualmente, ao invés de ser um produto, que compramos e podemos usar para o resto da vida, se quisermos. Para entender esse nosso ponto de vista, vejamos primeiro o que mudou na versão que foi lançada agora, a 1809 ou RedStone 5, de outubro de 2018.

Mudanças na versão Redstone 5 de outubro de 2018

A maioria das mudanças trazidas na versão Redstone 4 vêm na identidade visual e na usabilidade. Entre as inúmeras modificações, podemos citar estas:

  • Continua a mudança para o novo estilo de controles (chamado de “Modern”) nas telas onde aparecem as configurações, mas o Painel de Controle continua existindo.
  • Da mesma forma, o novo design (chamado de “Fluent”) continua a ser aplicado a cada elemento do Windows que já existia antes.
  • Um novo tema para o Explorador de Arquivos
  • A Ferramenta de Captura não será mais desenvolvida e será substituída. Em compensação, o botão Print Screen agora pode agora ser configurado para abrir o Screen Sketch e uma nova ação “Captura de tela” foi adicionada ao Centro de Ações.
  • A Timeline (linha do tempo) agora apresenta um fundo desfocado e design atualizado.
  • Agora, o conteúdo copiado pode ser visto em uma nova experiência da área de transferência, acessada com o comando WIN + V, que também pode ser sincronizada entre dispositivos.
  • Agora existem três modos diferentes que você pode selecionar quando projeta sua tela sem fio, esses modos são de jogo, produtividade e modos de vídeo.
  • Para usuários que fazem uso do Modo Tablet em dispositivos com telas sensíveis ao toque, o teclado Swift Keys é habilitado por padrão para tornar a digitação mais ágil.
  • A assistente Cortana foi atualizada e agora oferece uma experiência de pesquisa mais integrada ao Windows e à Web.
  • O Microsoft Edge traz novidades como menus redesenhados, mais controle sobre a reprodução automática de mídia em sites, melhorias nas ferramentas de aprendizagem e mais:
  • Usuários que preferem organizar o menu Iniciar com diferentes pastas agora podem renomeá-las para deixá-lo ainda mais organizado.
  • Para os gamers, a Barra de Jogo agora é um aplicativo e ganhou um novo layout, com novos controles de áudio.
  • Na parte de segurança, a Central de Segurança do Windows Defender foi rebatizada como Segurança do Windows e a área Ameaças atuais exibe todas as ameaças que requerem a atenção do usuário:
  • O Acesso a pastas controladas pode impedir que ransomware e outros malwares destrutivos alterem os arquivos pessoais do usuário. Um problema deste recurso é que muitas vezes ele bloqueava alterações a partir de aplicativos legítimos, mas a Microsoft ouviu o feedback dos usuários e tornou mais fácil oferecer permissões para os aplicativos bloqueados.
  • O Windows agora também requer que os softwares antivírus de terceiros sejam executados como processos protegidos. Antivírus que ainda não implementaram isso não serão reconhecidos pela interface da Segurança do Windows e por causa disso o Windows Defender continuará habilitado.
  • Para sistemas com suporte para o recurso Windows Defender Application Guard (Guarda de Aplicativo do Windows Defender), uma das novidades no Windows 10 October 2018 Update é a nova área de “navegação Isolada”. Nela os usuários podem ativar/desativar rapidamente este recurso e alterar suas configurações, caso ele esteja habilitado.
  • Existem mais algumas dezenas de inovações, em especial para os ambientes corporativos. Todas elas vão mais menos na mesma linha, ou seja, aumentando os recursos de usabilidade, aumentando a segurança e procurando importunar o mínimo possível durante as atualizações que são feitas regularmente todos os meses, com intervalos de poucos dias entre elas. Uma relação mais completa das atualizações pode ser encontrada (em português) nesta página e outra, mais completa ainda, pode ser encontrada (em inglês) nesta outra página.

O que significam estas atualizações?

Quando vemos uma lista de atualizações como esta, a pergunta que fica no ar é a seguinte:

-- “Você se sentiria tentado a mudar de Windows, depois que visse uma lista de novos recursos como esta?”

Para a grande maioria dos usuários domésticos, a resposta provavelmente seria “NÃO”.

Para uma maioria ainda maior de usuários corporativos, a resposta certamente seria um “NÃO” ainda mais sonoro.

Esta opinião é baseada no fato de que cada uma desta atualizações de Windows é como se fosse uma nova versão. Um novo Windows. Só que a Microsoft optou por chamá-las todas pelo mesmo nome de “Windows 10“. Temos, portanto, o Windows 10 build 1511 ao invés de Windows 11, o Windows 10 build 1607 ao invés de Windows 12 e assim por diante.

Digo que é como se fosse um novo Windows porque cada uma destas “builds” é muito mais do que uma simples atualização. Elas se comportam exatamente como novas versões de Windows, criando até a pasta “win.old” no HD quando se faz a atualização por uma mídia ao invés de baixar pelo WindowsUpdate. A cada nova “build”, dispositivos podem deixar de funcionar, aplicativos podem não ser mais compatíveis e o modo de se fazer as coisas pode mudar.

Em outras palavras, a cada 6 meses, em média, precisamos enfrentar todos os problemas que tínhamos quando mudou de Windows XP para Vista, de Vista para o Windows 7 depois para o Windows 8, para o Windows 8.1 e, mais recentemente, para o próprio Windows 10.

Só que com um inconveniente: antes desta nova política da Microsoft, iniciada no Windows 10, tínhamos que lidar com estes problemas a cada quatro ou cinco aos, enquanto que, agora, temos que nos entender com as novas versões, aproximadamente, a cada 6 meses. Não é à toa que muitos usuários domésticos impedem as atualizações automáticas pelo Windows Update, e também não é por acaso que muitas empresas estão odiando esta política.

Imagine uma empresa, com milhares de computadores rodando Windows 10. A cada seis meses o suporte técnico vai precisar cuidar da atualização de todo este parque instalado, resolver incompatibilidades de drivers e de softwares, enquanto precisa se desdobrar para resolver dúvidas dos usuários a respeito de como fazer as coisas que faziam antes da atualização.

Pelo lado dos usuários domésticos, é comum a reclamação de que seus computadores ficam mais tempo sendo atualizados do que usados realmente. Quanto menos se usa um computador, menos usável ele será porque, quando chegar a hora de ser usado, ele vai ficar horas (ou até dias) baixando e instalado as últimas atualizações do Windows 10 antes que fique pronto para uso. Isto é fácil de constatar ao observar o que acontece nos computadores que ficam em casas de campo ou de praia, ou então nos notebooks que são segundas máquinas para seus donos. Quando estes micros precisarem entrar em ação, só poderão fazê-lo imediatamente se desligarmos as atualizações automáticas do Windows 10. Caso contrário, quando precisarem entrar em ação não conseguirão porque precisarão fazer as inúmeras atualizações.

Sistemas com data para morrer

Certamente, a Microsoft está ciente destes incômodos todos. Os próprios programadores e testadores da empresa devem estar sendo pressionados a manter este ciclo constante de lançamento de novas versões o que, por sua vez, deve custar uma fortuna para a empresa.

Porque é então que a empresa implementou e vem mantendo este sistema? É fácil de entender, quando se sabe que a Microsoft tem um sonho, acalentado já há algumas décadas, de “alugar” ao invés de “vender” softwares.

Quando a empresa vende um Windows, Office ou qualquer outro software, recebe uma vez pelo produto e depois os compradores podem usufruir pelo resto de suas vidas daquilo que compraram. E isto vai acontecer, a não ser que a empresa crie um obstáculo intransponível, que efetivamente condene aquele produto a ser descartado.

Isto aconteceu, por exemplo, com o Windows XP. Esta versão foi um enorme sucesso, chegou a estar instalado em nada menos que 90% dos computadores do mundo todo, e qualquer software que se prezasse tinha que ser compatível com o Windows XP. Ele era rápido, amigável, fácil de usar, bonito e estável... O que mais se pode exigir de um sistema operacional?

Pois é, os usuários podiam estar muito felizes com o XP, mas a Microsoft não. Ninguém trocava o XP, ou seja, ninguém comprava novos Windows, e a empresa tinha que se contentar com a venda das licenças que acompanhavam os micros novos. Para o resto do mundo, que usavam computadores montados pelos técnicos, o sistema operacional mais comum era o XP pirateado, pelo que a empresa nada recebia, mas que precisava manter através de atualizações constantes.

A empresa tentou forçar a mudança oferecendo um produto mais bonito e atraente, que foi o Windows Vista. Mas cometeu muitos erros, lançando um produto mal testado, incompleto, com tantos erros e incompatibilidades que gerou um movimento de “downgrade”. Foi algo nunca visto na história da informática até então, onde os usuários preferiam trocar o sistema mais novo pelo antigo, em busca de mais velocidade e compatibilidade.

Diante do desastre do Windows 8, cabeças rolaram dentro da empresa e implantou-se rapidamente um novo sistema de desenvolvimento, com base em versões lançadas quase que diariamente e que eram testadas por uma comunidade formada por milhares de usuários, que contribuíram ativamente enviando sugestões e relatórios de erros. Desta vez a Microsoft fez tudo certinho, escutou as críticas e ficou atenta aos erros e incompatibilidades, e todo esse trabalho resultou no Windows 7, a versão mais bem sucedida depois do Windows XP.

Mesmo com o Windows 7 mostrando ser interessante, muitos usuários, no entanto, preferiam ficar com o Windows XP. Porque ele era mais leve e rodava bem nos micros mais antigos ou por problemas de compatibilidade.

Vendo que não conseguiria extinguir “por bem” o predomínio do XP, a empresa resolveu “pesar a mão” e fazer valer o seu próprio “ciclo de vida” dos produtos, de 10 anos depois de cada lançamento. Quando passou este tempo, foi retirado todo e qualquer suporte do XP, deixando seus usuários a ver navios. Ficaram totalmente à mercê dos malandros que pululam na internet, e que conhecem muito bem as falhas de todos os sistemas, e que viram de uma hora para outra uma multidão de computadores desprotegidos para serem atacados. Virou risco de vida usar o Windows XP, e seus usuários se viram forçados a mudar para um sistema mais seguro.

Mas qual sistema? O Windows 7, versão mais nova na ocasião, era muito pesado para as máquinas que rodavam o Windows XP, freqüentemente com processadores de um único núcleo e no máximo 1 GB de memória RAM. O que se viu foi que os usuários de XP se dividiram em três grupos:

  • Um deles simplesmente foi canibalizando e sucateando seus equipamentos,
  • O segundo grupo encontrou no Linux um substituto á altura, pelo menos para fazer tarefas típicas de escritório como surfar na Web e usar um pacote similar ao Office (como o OpenOffice ou o LibreOffice).
  • O terceiro grupo teve que trocar não só o Windows mas também o computador como um todo.

Todos esses, contudo, tiveram que reformular sua vida de informática, atualizando programas e resolvendo as incompatibilidades que sempre aparecem, modificando seu modo de usar os sistemas e encarando todos os aspectos típicos da migração de sistemas.

O “golpe” da Microsoft deve ter dado certo, porque logo em seguida foi extinto o Windows Server 2003, um marco na história da empresa, com milhões de empresas ao redor do mundo que montaram seus sistemas em cima desta versão. Estas empresas não tiveram outra saída a não ser encarar outra migração em massa, logicamente que a um custo muito maior do que aquele tido pelos usuários domésticos.

Daí em diante o ciclo de vida dos produtos da Microsoft vem sendo seguido à risca, ou seja, todo mundo que compra um micro com Windows ou que compra uma versão avulsa já sabe até que data poderá usar aquele produto. Acabou-se aquela história de comprar um software e usar até quando quiséssemos. Agora eles têm data marcada para morrer. E para a gente ter que mudar na marra.

A próxima vítima anunciada desta “morte” prematura de sistemas operacionais será o Windows 7. O fim do suporte, isto é, o final do produto, está marcado para 14/01/2020. É como a empresa informa, nesta página:

“A Microsoft comprometeu-se a oferecer 10 anos de suporte de produto para o Windows 7 quando ele foi lançado em 22 de outubro de 2009. Quando esse período de 10 anos terminar, Microsoft descontinuará o suporte ao Windows 7 para que possamos concentrar nossos investimentos no suporte a tecnologias mais recentes e ótimas experiências novas. O dia do fim do suporte específico para o Windows 7 será 14 de janeiro de 2020. Depois disso, a assistência técnica e as atualizações automáticas que ajudam a proteger seu computador não serão mais disponibilizadas para o produto. A Microsoft recomenda expressamente que você mude para o Windows 10 em algum momento antes de janeiro de 2020 para evitar uma situação em que precise de serviço ou suporte que não está mais disponível.”

O sistema de “Software como serviço”

Analisando-se esta situação, significa que cada versão de Windows que compramos funcionará a contento, em média, durante seis anos. Isto porque, se a comprarmos logo no lançamento, teremos o prazo total de vida do produto (10 anos) para usá-lo. Se a comprarmos próximo do final da vida do produto, teríamos pouco tempo para usá-lo, ou seja aproximadamente 1 ano, porque depois disto a Microsoft já oferece um upgrade gratuito para a próxima versão.

O valor do software, portanto, corresponde a um “aluguel” do software, o pagamento por um tempo de uso pré-determinado. Este é um velho sonho da Microsoft, ou seja, de alugar seus produtos ao invés de vendê-los como produto, conforme já dissemos. E ela está conseguindo atingir seu objetivo, visto que já conseguiu diminuir o tempo do “aluguel” para algo como seis anos.

O ciclo de grandes lançamentos do Windows 10, de duas grandes versões por ano (1 a cada seis meses), sinaliza que a empresa vai reduzir gradualmente o tempo de vida dos produtos e o prazo pelo qual podemos utilizar as licenças. É algo similar ao que já ocorre com o Office 360, que pode ser alugado mediante pagamentos mensais ou anuais. Seria um duro golpe na pirataria, pois é mais fácil piratear um software que roda localmente do que algo que roda parte na “nuvem” e parte local, como é o caso do Office 360.

A Adobe também está seguindo o mesmo caminho, tentando acabar com as versões em caixa (“box”) e tentando forçar os usuários a alugar os programas para poder usá-los. Se for assim, daqui a pouco teremos mais uma conta para pagar todos os meses. Assim como pagamos as nossas contas de luz, água, celular, telefone e TV a cabo, teríamos também que pagar mensalmente para cada uma das grandes empresas de informática usar os programas de computador que necessitamos para nossas atividades.

Será que isto vai dar certo? Provavelmente “sim”, para aplicativos mais profissionais e especializados, mas certamente “não” para os demais usuários. Estes podem achar na concorrência tudo o que precisam, até mesmo nos aplicativos para dispositivos móveis (“apps”), ou então em algum aplicativo gratuito e open source para Linux ou, para quem pode pagar e aprecia, nas soluções da Apple. A Microsoft ficaria relegado a um segundo plano, longe da hegemonia de mercado que já teve nos tempos áureos dos Windows 2000 e XP.

Justamente por isso, a empresa vem há anos reforçando sua presença em outros mercados. Tentou concorrer no mercado de smartphones com a compra da linha de smartphones da Nokia e o desenvolvimento do Windows Phone, mas a iniciativa foi um fiasco. A empresa saiu fora deste mercado de fininho e não quer nem ouvir falar no assunto. Tirou o Windows Phone de linha (mas não oficialmente) e vendeu para um grupo chinês os direitos de fabricação de smartphones com a marca Nokia.

A idéia de alugar softwares ao invés de vender já é antiga. É o sistema chamado de “SaS”, ou seja, “Software As a Service”. Neste caso, o desenvolvimento e manutenção contínua de um programa é tratado como um fornecimento de serviço, ao invés de ser uma venda de produto. Com isto, a empresa desenvolvedora ganha um fluxo constante de dinheiro para investir no desenvolvimento, ao mesmo tempo em que o usuário também ganha, por estar sempre com a versão mais moderna, segura e eficiente do produto. O único problema é ter que pagar mais uma conta mensal ou anual...

Será que vale a pena? Tomemos o caso do MS-Office, a segunda maior fonte de renda da Microsoft depois do Windows. Uma versão MS-Office Professional 2016 em caixa custa em torno dos R$ 500, mas o usuário pode usar o software durante quanto tempo quiser. Mesmo depois do final do suporte, o produto vai continuar funcionando, mesmo com as inevitáveis falhas de segurança. Este texto mesmo, que você está lendo, foi escrito propositalmente num MS-Office 2007, só para demonstrar nosso ponto de vista.

Se for assim, então, porque é que alguém pagaria R$ 300 por ano só para usar o Office 360? É óbvio que, com o tempo, a empresa vai ajustar estes preços e, principalmente, vai deixar de vender as versões em caixa. Mas, enquanto isto, vejo como distante a possibilidade de alguém pagar os preços pedidos pela empresa para que usemos seus programas.

Posso dar como exemplo o caso da minha dissertação de mestrado, um documento com mais de 500 páginas, cheio de notas de rodapé, referências cruzadas, índices, tabelas e figuras. Tudo tem que estar rigorosamente certo, só que várias vezes, durante os três anos que demorei para fazer o trabalho, foram feitas várias atualizações no Office 2010 que usei para fazer o trabalho. Várias destas atualizações causaram mudanças na diagramação. Coisa sutil, realmente, só que as referências internas do trabalho mudaram e tive que revisar página por página novamente, a cada mudança.

Outro problema que tive com as atualizações foi que algumas funções que funcionavam bem deixavam de funcionar, mudavam de lugar ou o funcionavam de modo diferente. Chegou num ponto tal em que fui forçado a separar um micro só para fazer este trabalho, sem internet e sem fazer atualizações no Windows ou no Office, para conseguir terminar o trabalho e gerar o PDF que precisava entregar na escola. Com efeito, para trabalhos sérios e longos, o Office fica longe de ser desejável, ao meu ver, com tantas atualizações que a empresa vem fazendo só para forçar a implantação seu sistema de SaS.

O mesmo vem acontecendo com o Windows 10. A cada seis meses, em média, precisamos nos entender com uma nova atualização que pode tornar inutilizável algum equipamento ou aplicativo que usamos e que precisamos para nossas funções. Será que vale a pena isto tudo? Ou é melhor procurar soluções em outros lugares? Até que ponto o Windows é assim tão bom, que compense termos que prestar tanta atenção nele, e pagarmos a mais por isso? Vejamos.

Sabendo de tudo isto, o que fazer?

Ao que me parece, o sistema operacional mais usado no mundo inteiro continua sendo o Windows pirateado. Já se foi o tempo em que a grande maioria dos PCS eram montados pelos técnicos ou em pequenas oficinas. Hoje em dia a maioria dos computadores é feito por alguma grande empresa, como Dell, HP ou Lenovo. Claro que ainda existem muitos milhões de computadores “sem marca” sendo produzidos em todo canto, e estes certamente não receberão um Windows oficial, comprado na loja da esquina. Eles farão uso de um Windows pirateado e “ativado” por métodos “alternativos”. É difícil achar pesquisas a respeito do “grey Market” (mercado cinza), que é como se chama no jargão internacional este comércio de PCs sem marca, porque não existem estudos e pesquisas a esse respeito. Mas posso afirmar, sem medo de errar, que eles são pelo menos 20% do mercado global. Segundo pesquisa feita no final de 2018 pela renomada empresa IDC (vide aqui) as vendas no quarto trimestre de 2018 atingiram a marca de 68 milhões de unidades mundialmente, das quais 14 milhões são marcas de pequenas indústrias ou de montadores autônomos (algo como 22% do mercado).

Mesmo entre os que compraram computadores de marca e que, portanto, vieram com algum Windows oficializado, é comum a troca do sistema operacional por outro, mais moderno ou com mais funções, e esta versão, geralmente, é do tipo “genérico”. Como se trata de um mercado subterrâneo, é impossível precisar exatamente quantas cópias piratas de Windows existem por aí. A única coisa certa é que elas estão na casa das dezenas de milhões de unidades. É este quinhão que a Microsoft pretende diminuir, implantando seu sistema de “Software as a Service”.

Durante este processo, o que nos resta fazer, como usuários e como técnicos? Pouca coisa, a não ser continuar atualizando nossos Windows continuamente, em nome da segurança e, claro, dos novos recursos. Entre tanta coisa cosmética e desprezível, sempre pode surgir alguma mudança realmente útil. Mas, neste processo de atualização semestral, precisaremos estar sempre lidando com as incompatibilidades. A cada atualização que é feita pelo WindowsUpdate podemos enfrentar problemas com aquele aplicativo que estamos utilizando há anos, ou com algum e equipamento cujo hardware não é mais suportado. Tudo em nome da segurança... Se não fosse por ela, eu mesmo estaria no grupo daqueles que desliga o WindowsUpdate para poder trabalhar sossegado com meu computador.

Veja também o artigo Lançada nova versão do Windows 10: Creators Update (build 15063) sobre a versão Build 15063, denominada “Creator Update”, que atualiza muitos dos conceitos mostrados aqui.

O Windows está mostrado discutido em profundidade na Revista PnP nº 34 nos artigos “Instalação profissional do Windows 10”. Sugerimos a leitura deste artigo para um melhor entendimento e análise do que o Windows 10 representa para os técnicos e seus clientes.





Publicado em 13/10/2018 às 09:38 hs


Enviar para amigo Assinar newsletter Entre em contato
Enviar para amigo Assinar newsletter Entre em contato

Nenhum comentário até o momento.

Seja o primeiro a comentar este artigo!

Login:
Senha:
  • Se você já se cadastrou no site, basta fornecer seu nome e senha.
  • Caso ainda não tenha se cadastrado basta clicar aqui.


TEMOS MAIS 0 ARTIGOS SOBRE :
Windows 8.1 finalmente será o sucessor do Windows 7
O que muda na Build 17134 do Windows 10 e o que virá depois
Características do Windows 10 Versão Fall Creators Update (Redstone 3, build 1710)
Lançada nova versão do Windows 10: Creators Update (build 15063)
Windows 10: as idéias por trás do projeto e o que vem por aí
Mudança no registro permite ao Windows XP continuar atualizando pelo Windows Update
O final do Windows XP também será o fim de muito do que entendíamos como informática. Mas existe saída!
Precisa reformatar quando aumenta a memória RAM de um PC?
12 enganos que a Microsoft cometeu com o Windows 8
Não consegue instalar o Windows 7 num notebook, mas o Windows XP instala normalmente
Trocou processador e placa-mãe e agora o Windows não inicializa
Trocou Windows 7 64 pelo de 32 bits e agora ficou sem som. O que fazer?
Trocou o Windows 8 pelo Windows 7 num notebook e agora não consegue instalar drivers
Instalador do Windows diz que não existe HD disponível no PC
Notebook trava ao tentar instalar o Windows
Como voltar o Windows para o disco C: e não em outra letra qualquer?
Windows 8: porque a falta do botão Iniciar é irrelevante
Windows 8: as novidades justificam o upgrade? O que mudou?
Será que um vídeo-aula vai ajudar na montagem de servidor com Windows Server 2008?
Windows não inicializa e dá mensagem de “TFGHT is compressed”
Micro está muito lento com o Windows 7, mesmo tendo hardware compatível
Problemas com monitor de 14“ de um micro Dell com o Windows 7
Micro está travando, retirou vírus mas continuou travando
Windows fica com o cursor de setinha a maior parte do tempo
Erros de tela azul logo depois da instalação do Windows XP
Vírus está travando o PC. Será mesmo isso?
Dual boot com XP e Seven. É possível e tem alguma vantagem?
Lentidão quando instala Windows num micro socket 462
Instalar Windows em HD externo. Será possível?
Som do Windows 7 não funciona em placa-mãe antiga Asus A8V-X ?
Teria alguma vantagem deixar o pagefile.sys do Windows numa partição em separado?
Micro com dual boot reconhece uma das partições apenas no Windows XP
Dificuldades para reinstalar Windows Starter em netbook
Micro trava ao término da instalação do Windows 7
Será pirataria se eu instalar um outro Windows num micro que veio com Windows de fábrica?
Quer mudar a versão do Windows 7 aproveitando o número de série original. Será possível?
Atualização de Windows Starter para Ultimate: se é viável ou interessante, e como fazer
Como rodar o Windows XP com Vmware Player no Windows 7 64 bits?
Windows não carrega e fica só no papel de parede
Será que o Windows 7 é realmente melhor do que o XP para um micro com Atom?
Formatou o HD com o Windows 98 e agora não consegue instalar o XP
Formatou o micro com XP e agora não encontra os drivers
Limpeza no registro do Windows: será que é mesmo necessário?
Transferência dos dados do Outlook Express do XP para o Windows 7
Windows XP não instala em HD de 500 GB da Samsung
Placa-mãe não liga mais depois de falha ao atualizar BIOS
Regularização de licenças do Windows XP. Deve o técnico “legalizar” um Windows pirata?
Reinstalou Windows em notebook e agora ele fica ressetando sozinho
Compartilhamento de arquivos com o Windows 7 Starter
Segurança para fazer transações bancárias pela internet, usando micro ou smartphone. Será possível?
Transformar Windows 7 de 64 bits em 32 bits. Como fazer?
Será mesmo necessário instalar Windows 7 de 32 bits num micro que veio com 64 bits?
Seria possível colocar Windows XP num netbook com HD flash de 2 GB da Positivo?
Windows 7 Starter pode entrar em rede e compartilhar pastas? Com quantos usuários?
Windows XP não permite que se instale o Windows 7 por cima?
Qual é o melhor Windows para instalar num determinado computador? Será que o mais novo é o melhor?
Como fazer uma instalação genérica de Windows e demais aplicativos para agilizar as manutenções
Liberado o Service Pack 1 para Windows 7 e Windows Server 2008 versão final
Apenas um dos usuários de uma máquina Windows não consegue fazer logon
Como lidar com um micro dominado pelos vírus, num atendimento em campo
Erro no Windows: “arquivo ksuser.dll não encontrado”
Erro ao retornar da hibernação (ou modo suspenso) do Windows 7
Windows “genérico” é tão seguro quanto o original ?
Problemas de ativação do Windows 7 num notebook onde foi feita reinstalação do sistema original
Instalar dois antivírus no mesmo micro aumenta ou diminui a segurança?
Windows 7 não reconhece dispositivo wireless ou periférico antigo, do tempo do XP
Remover vírus a partir do próprio computador infectado
Windows pirateado deixa a internet lenta? Ou seria outra coisa?
Porque o Windows 7 tem baixo Índice de Desempenho, mesmo quando está rodando bem?
Porque o Windows 7 fica processando sem parar, acessando o HD a todo instante?
Erro de tela azul com a mensagem BAD_POOL_HEADER ao ligar micro com Windows 7
Instalar muitos programas deixa o computador lento? E se eu desinstalar, fica mais rápido?
Micro ficou louco e abre janelas sem parar
Melhor caminho para regularizar Windows XP e Office piratas
Restaurando os PCs ao que eram antes: Deep Freeze, Windows SteadyState e Comodo Time Machine
8 razões para abandonar de vez seu Windows XP antigo e “cansado”
Partição do Windows XP foi danificada pelo fdisk do Windows 98
Como instalar o Windows 7 de 32 bits com sucesso num processador Celeron 2.66?
Quando é preciso desfragmentar o HD num micro Windows?
O que é melhor para rodar o XP no Windows 7: VirtualPC, XP Mode, Vmware ou VirtualBox?
Os novos recursos de usabilidade do Windows 7 acabam nos viciando...
Problema com pasta criptografada do Windows XP
Micro original com Office pirata passa a ser considerado pirata também?
Porque o Windows 98 não instala no Microsoft Virtual PC 2007 ?
Instalação nova do Windows 7 não permite acesso aos arquivos antigos do usuário
Dúvidas na instalação de drivers e sistema operacional em notebook
Windows 7 é lançado oficialmente, e deve marcar época
Instalando o Windows em netbooks e micros sem leitor de DVD, usando um pendrive
Trocar o Linux pelo Windows XP num micro Positivo Sim+
Windows XP executa chkdsk toda vez que o micro é ligado
Mudando o Windows 7 de inglês (ou outra língua) para português (adicionando suporte multilíngue)
Atualizou para o MSN 2009 e a lista de contatos sumiu
Windows XP saiu de linha. E agora, como é que eu fico?
Antivirus para Windows Server
Windows dá erro de “a unidade não está pronta”
Como usar dois monitores ou vários mouses e teclados no Windows
Como atualizar o Windows 98
CheckDisk e DiskDoctor não funcionam. Porque isto acontece, e o que fazer?
Como descobrir porque o micro trava?
Configurar a aba de Inicialização do MSCONFIG
Migrar ou não migrar para o Windows 7 que será lançado em Outubro de 2009?
Lançado o SP2 para Windows Vista e Server 2008
Qual é o melhor antivírus gratuito?
Como criar senhas fortes e colocá-las a salvo
Windows 7, primeiras (e boas) impressões
Por que o Windows 7 é a sétima versão, e não a oitava?
Melhor esperar pelo Windows 7, mudar para o Vista já ou continuar com o XP?
Participação de mercado do Windows caiu abaixo dos 90%
Participação de mercado do Windows caiu abaixo dos 90%
5 coisas que a Microsoft deveria levar em conta ao fazer o Windows 7, sucessor do Vista
Windows Vista 64 conquistou a preferência dos usuários e ganha mercado
Instalação do Windows apresenta conflito de hardware na controladora IDE
Tela Azul de erro do Windows
Impressoras comerciais são fundamentais nas lojas
O que provocou o apagão da internet em 2 de julho de 2008?
Qual é o melhor Windows para rodar numa rede?
Windows XP saiu de linha: se precisa dele, pegue um enquanto pode
Como poderia a Microsoft mudar a imagem ruim do Vista?
Microsoft lança o SP3 para o Windows XP
Leds ficam piscando depois que trocou o switch da rede
Microsoft revela detalhes sobre a ativação do Vista
Windows atualizado é vital para proteger contra vírus e bandidos da Internet
Micro com Windows Vista: será que é a hora de comprar, ou é melhor esperar pelo Windows 7 ?
Windows 98 pede arquivo msnp32.dll ao inicializar
Será que os novos MacIntosh rodam Windows também?
Micro com Windows XP se desliga sozinho
Modo de segurança do Windows 98 em dual boot
Vantagens e desvantagens de usar modem ADSL com conector USB
É possível limitar o acesso à Internet pelo ICS?
Estações 98 não acessam internet
2 redes e uma mesma conexão à internet
Como monitorar arquivos acessados via rede
Disco de boot para rede
Restringindo o acesso de alguns usuários à Internet
Ligando impressora em rede direto no switch, sem passar por outro micro
Windows 2000 em micro PCChips
100% de segurança contra invasões pela internet
Problemas com uma impressora matricial Epson na rede
Clientes da rede rede com Windows NT recebem aviso de que o domínio não existe
Micros do mesmo Grupo de Trabalho não aparecem numa rede Windows
Impressão em DOS fica lenta na rede
Como permitir acesso somente a alguns sites, sem usar proxy ou firewall?
Problemas para instalar o XP: ao reiniciar, a tela fica com riscos verdes
Como fazer uma ligação de switch a switch ou de hub a hub
Windows Vista foi projetado para dificultar a pirataria. Será que conseguiu?
Será possível obter 100% de segurança contra invasões pela internet?
Informática nos países de regime socialista
Microsoft termina suporte ao Windows 98
Microsoft consegue patente sofre o sistema FAT
Limpe seu HD após fazer o update do Windows

 

SEJA VOCÊ TAMBÉM UM COLABORADOR!

Colabore com nosso site, contribua para o desenvolvimento da informática e, de quebra, aumente seu currículo e promova sua empresa!
É simples:
  • Se você é uma pessoa física e deseja colaborar com notícias, artigos e sugestões, veja a seção Quero colaborar
  • Caso tenha uma empresa do setor e quer divulgá-la junto aos nossos visitantes, veja a seção Anuncie
  • Caso sua empresa faça Assessoria de Imprensa para um ou mais clientes, você pode mandar os releases para nossos repórteres e teremos a maior satisfação divulgar as notícias neste espaço.
  • Se você é um órgão de imprensa, contate-nos em imprensa@luzes.org e conheça as várias maneiras para interagir com nosso site e nossos visitantes.

Tel (11) 3483-9868
Fax (11) 2368-4666
Email: leitor@revistapnp.com.br
  • Por favor entre em contato para qualquer dúvida, imprecisão do conteúdo ou informação indevidamente divulgada.
  • Os artigos e demais informações assinadas são de integral responsabilidade de seus autores.
  • O conteúdo deste site está protegido pelo Acordo Internacional da Creative Commons.
  • Os produtos e serviços de terceiros aqui divulgados são de inteira responsabilidade de seus anunciantes.
  • Nosso nome, logomarca e demais sinalizações estão protegidas na forma da lei.