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O final do Windows XP também será o fim de muito do que entendíamos como informática. Mas existe saída!

A descontinuidade do Windows XP, que não receberá mais qualquer atualização, também significa que muito do que entendíamos como tecnologia de informática foi descontinuado também, e que precisaremos nos adaptar aos novos tempos.

Em abril de 2014 o Windows XP não terá mais qualquer tipo de suporte pela Microsoft. Nada mais de atualizações ou sequer consertos de segurança. Isto significa que, depois de mais de 12 anos, quando foi posto a venda pela primeira vez, o reinado do Windows XP finalmente chegou ao fim. O XP foi o mais popular sistema operacional da Microsoft e da história da informática. Só no início de 2014 ele deixou o posto de sistema operacional mais usado em favor do Windows 7, mas mesmo assim o XP ainda está rodando por aí em aproximadamente 1/4 dos computadores em todo o mundo.

Os 12 anos de vida do XP são o equivalente a centenas de anos quando se fala de tecnologia, de forma que podemos até encarar o XP como um dinossauro digital que ainda está andando pelo planeta Terra. Muitos estão chorando pelo seu fim, outros estão chiando e reclamando à medida que precisam atualizar seus sistemas operacionais. Outros, ainda, estão xingando a Microsoft, porque terão que pagar por novos softwares e também por suporte técnico para fazerem a migração.

Mas a morte do XP será mais do que uma dor de cabeça passageira para a Tecnologia da Informação: ela também faz parte de mudanças profundas que estão ocorrendo em todo o cenário da tecnologia.

À medida em que estamos assindo o XP indo para o museu, também estamos dizendo adeus para algumas das certezas absolutas que tivemos durante décadas: que o PC é o hardware padrão para o usuário médio, e que o Windows é o sistema operacional mais usado e popular. Estas duas premissas acompanharam toda a vida do XP, mas deixaram de ser verdadeiras.

O declínio do PC continua: ele já foi ultrapassado em número de vendas pelos tablets e smartphones entre os consumidores domésticos, e vem caindo bastante também no meio corporativo. Isto porque hoje os computadores existem em outros formatos que não o do PC tradicional, e novos sistemas operacionais estão conquistando a dominância do mercado também. No caso dos tablets e smartphones, ainda há uma disputa ferrenha pelo domínio, entre o Android para as massas, e o iOS para o mercado de usuários mais sofisticados.

Claro, o Windows ainda estará por aí e continuará sendo uma presença forte, principalmente dentro das empresas, mas seu domínio estará sendo cada vez mais questionado. O Upgrade do XP para o Windows 8.x ainda é um grande passo para a maioria dos usuários, porque precisarão trocar o hardware e muitos softwares. A mudança é tão grande que muitos estão se perguntando se não é a hora de mudar para uma outra plataforma, diferente dos PCs, como os iPads ou Chromebooks, o portátil da Google que faz tudo pela internet.

Isto tudo junto significa que estaremos entrando numa era de computação fragmentada, com muitos dispositivos, sistemas operacionais e ecossistemas concorrentes. Nem o Android e muito menos o iOS são monolíticos: existem muitas versões de Android em uso, e as unidades antigas do iPhone e iPad da Apple (com apenas alguns anos) não conseguem rodar as versões recentes do iOS. Os aparelhos deixaram de ser consertáveis e melhoráveis, hoje eles são usados como vieram de fábrica e quando apresentam defeito ou precisam ser melhorados frequentemente acabam mesmo é indo para o lixo ou para algum usuário com menos recursos financeiros, até que finalmente acabem mesmo é indo para a sucata. O conserto ou o upgrade são caros, difíceis de serem feitos.

Os ecossistemas competidores acabaram levando a uma profusão de lojas de aplicativos e de sistemas operacionais. Isto acaba sendo um pesadelo para os desenvolvedores de software, para os fabricantes e também para os usuários. Cada fabricante busca conquistar e fidelizar seus clientes, para vender não apenas o hardware mas também todo um estilo de vida e toda uma família de aplicativos para facilitar a vida de seus usuários. É como uma cidadela murada, quem está fora tem dificuldade para entrar, e quem está dentro tem dificuldades para sair.

O Windows, claro, também é uma cidadela murada, onde os entusiastas do Linux e do Mac tentaram entrar ou combater durante décadas, sem qualquer sucesso até recentemente, mas para a maioria das pessoas esta cidadela era tão grande que tornava difícil ver os muros e os portões...

Note-se que este movimento que está ocorrendo não é necessariamente mau ou perigoso. É simplesmente algo diferente, uma situação nova à qual teremos que nos adaptar. Não é provável que vejamos uma plataforma tão dominante quanto o Windows foi. O Android está indo bem, mas provavelmente nunca será o sistema operacional que servirá para tudo e para todos.

O lado ruim é a incerteza e a fragmentação, pelo menos por algum tempo. Mas também virá todo um mundo novo, mais complicado e mais excitante, com melhores aparelhos, mais opções e mais oportunidades.

ATENÇÃO:



Publicado em 06/04/2014 às 00:00 hs


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