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Windows 8: porque a falta do botão Iniciar é irrelevante

Por Iberê M. Campos equipe


A ausência do botão Iniciar no Windows 8 parece surpreender e confundir a maioria dos novos usuários, despertando reações que vão da aceitação à rejeição, passando pelo ceticismo. A ausência de um item tão tradicional pode fazer parecer que a Microsoft perdeu o rumo mas não é nada disso: na realidade, o antigo botão “Iniciar” foi ampliado, ganhou novas funções e uma grande importância, inclusive com um novo design que foi denominado “Modern” (antigo “Metro”) e que permite rodar toda uma nova classe de aplicativos. Será, então, que a falta do botão “Iniciar” é uma coisa boa, ruim ou, simplesmente, uma nova forma de se fazer as coisas?

Todo produto novo recebe manifestações variadas à medida que as pessoas o vão conhecendo, mas temos notado que muitas das opiniões a respeito do Windows 8 começam por criticar a nova interface Metro que entrou em substituição ao “botão Iniciar”, que vem acompanhando o Windows nos últimos 17 anos, desde o lançamento do Windows 95.

Esta mudança na interface com certeza é uma aposta ousada da Microsoft. Mas alguma coisa precisaria ser feita para tornar o Windows mais amigável para as interfaces sensíveis ao toque, como aquelas usadas nos smartphones e nos tablets. Ao mesmo tempo, o núcleo do sistema precisava ser aliviado de um peso morto que veio se acumulando nos 26 anos de desenvolvimento do programa e que fazia com que cada nova versão precisasse de hardware cada vez mais poderoso e consumidor de energia, o que significa menor vida útil da bateria dos dispositivos portáteis. Esse “peso morto” vinha em forma de rotinas de programação, códigos de programa que faziam parte dos arquivos do Windows mas que não eram mais utilizados ou então eram rotinas que faziam referência a outras rotinas e assim por diante. No Windows 8, a Microsoft vem fazendo um grande esforço no sentido de agilizar o funcionamento interno do programa, e o resultado é que o Windows 8 roda sensivelmente mais rápido que seus antecessores.

As alterações na interface e no núcleo do sistema resultaram num produto híbrido, destinado a fazer a transição entre os aplicativos legados, compatíveis com a arquitetura X86 das versões anteriores do Windows, e uma nova classe de aplicativos, desenvolvidos para a nova interface Modern e que, provavelmente, vai poder rodar em outro hardware que não o da Intel. Aqui, como “outro hardware”, leia-se “arquitetura ARM”, que é usada não apenas nos aparelhos da arqui-rival Apple mas também no grande vendedor de dispositivos móveis do momento, que é a Samsung.

A interface tradicional do Windows 7 e anteriores, mostrando o botão Iniciar no canto inferior esquerdo.
Como parte desta mudança de estratégia a Microsoft optou por expandir o botão Iniciar, transformando-o em toda uma nova interface com o usuário e dando a ela a capacidade de rodar os novos aplicativos. Assim, as duas interfaces continuarão rodando lado a lado, sendo que para alternar entre a interface desktop antiga e a Modern nova basta apertar o botão “Windows” no teclado ou então, se for uma tela sensível ao toque, basta tocar no canto inferior esquerdo. O menu Start da inteface Modern serve para a navegação rápida. Com um clique abre-se uma lista dos programas mais usados, e a nova caixa de busca procura rapidamente entre programas e arquivos em todo o sistema. Pode-se também criar atalhos para qualquer aplicativo, tal como se faz no ambiente desktop, e parece ser esta a idéia da Microsoft, ou seja, tornar o desktop dispensável, de maneira que todo mundo um dia passe a usar apenas a interface Modern.

Porém existe mais do que a questão dos atalhos dos programas. A interface Modern roda em tela cheia, sem a possibilidade de sobrepor janelas ou de redimensionar seu tamanho, tal como vem sendo feito no Windows desde que surgiu, dando inclusive nome ao produto. As pessoas que não gostam da interface Modern dizem que ela esconde a multitarefa porque bloqueia a visão do desktop, o que parece ser um bom argumento mas só até pensarmos um pouco na realidade dos fatos. Quando se inicia algum programa, seja na interface modern ou no desktop, é uma tarefa que não leva mais do que alguns segundos: basta abrir o menu, selecionar o ícone e clicar nele. Se você for um usuário avançado, que faz atividades longas, complexas ou tediosas, poderá criar atalhos de teclado para seus programas favoritos. Então, o que é que você poderia fazer no destkop que é tão importante assim que ele precise ficar aberto o tempo todo?

Outra vantagem do Windows 8 é que foi melhorada substancialmente a possibilidade de utilizar vários monitores simultaneamente. Se você roda algum programa que é tão importante que precisará ficar de olho nele o tempo todo, poderá utilizar o desktop ou a interface Modern em um segundo monitor, para chamar algum programa adicional. Fora isso, os azulejos da Modern podem mostrar dados dinâmicos como, por exemplo, clima, mercado de ações, calendário e coisas assim. Por isso, é de se esperar que os fabricantes de programas lancem mão desta possibilidade para mostrar nestas áreas o que está ocorrendo com seu aplicativo, algo mais ou menos assim: um programa de renderização de vídeo, tarefa que pode levar horas, utiliza-se do ícone de seu programa na interface Modern para informar ao usuário do andamento da tarefa e para mostrar alguma mensagem importante que requeira a atenção do mesmo.

Mesmo que você não use os live tiles, o fato da Modern rodar em tela cheia também pode ajudar, porque torna mais fácil e rápido achar o programa em execução que você deseja. O menu Iniciar da interface Modern oferece suporte para até 100 aplicativos, sendo que pelo menos 84 podem ser vistos simultaneamente num monitor de resolução Full HD, com 1080 pixels de resolução vertical. E, a qualquer momento, pode-se acionar a lista de programas em execução para localizar algum programa específico.

No Windows 8 o antigo botão Iniciar foi ampliado e ganhou uma nova interface, capaz inclusive de rodar toda uma nova classe de aplicativos.
Como se pode deduzir desta breve explicação, a Microsoft pode não ter feito um Windows perfeito, mas ele tem suas vantagens e mostra claramente o caminho que a empresa está seguindo no desenvolvimento de seus softwares. Como parte de sua estratégia de marketing, a empresa colocou todos seus esforços para promover a interface Modern (antiga Metro) e sua facilidade de uso em dispositivos móveis com tela sensível ao toque, e isso foi feito de tal forma que muitas pessoas pensam que o Windows 8 é a interface Modern e vice-versa. Mas isto não é verdade, pode-se evitar a interface Modern completamente e utilizar-se o Windows 8 exatamente da mesma forma que se fazia até o Windows 7. Afinal de contas, o Windows 8 é essencialmente uma versão refinada do Windows 7, da mesma forma que o Windows 7 é uma versão melhorada do Windows Vista.

Para o bem ou para o mal, o Windows é o sistema operacional mais usado no mundo, tendo se tornado parte da vida diária de bilhões de pessoas, e o Windows 8 tem a missão de transportar este predomínio para o mundo dos tablets e smartphones. Qualidades para isso ele tem, resta saber se a Microsoft e seus parceiros comerciais (como a Nokia, por exemplo) conseguirão tirar proveito disso e convencer o mercado e os usuários destas qualidades, em especial da possibilidade de permitir que os usuários de dispositivos móveis permaneçam dentro de um mesmo ambiente lógico e visual tanto em seu smartphone no lazer como num grande computador corporativo, passando pelo tablet usado nas horas de folga, com total compatibilidade de aplicativos e arquivos, assim como a possibilidade de sincronizar seus dados entre diversos aplicativos e de fazer logon em seu sistema independentemente de onde estiver e de que dispositivo estiver usando para tal. A Apple já vem entregando boa parte destas tarefas, e apesar da interface Modern do Windows ser claramente um trabalho em desenvolvimento, o Windows 8 representa uma melhora substancial em relação ao Windows 7 pela sua capacidade de amoldar-se a telas touch-screen como as usadas não só em tablets e smartphones mas em pontos de auto-atendimento e em painéis de máquinas de todo tipo. Felizmente, pelo menos até o momento, os usuários de desktop ainda não foram esquecidos, mas terão que se adaptar um pouco para entender e internalizar os novos recursos do Windows 8.

Este assunto está explicado em detalhes,
junto ao teste completo do Windows 8
presente na Revista PnP nº 26


Publicado em 16/11/2012 às 00:00 hs


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