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O que verificar ao escolher componentes para computadores

Uma das horas mais importantes na montagem de um PC é a da compra dos componentes. Pode parecer fácil ir a uma loja e escolher as peças, mas é preciso tomar alguns cuidados para não levar gato por lebre. O mesmo cuidado deve ser tomado quando se compra um micro pronto numa loja, ou seja: todos os componentes devem ser verificados, um a um, para estar certo de estar fazendo um bom negócio e adquirindo algo que possa ser usado nos próximos anos, sem risco de tornar-se obsoleto ou de não atender ao que se espera dele.

Já é sabido de todos que o mercado de PCs divide-se entre os micros “de marca”, ou seja, aqueles produzidos integralmente por alguma indústria de renome, e os micros “montados”, que podem até ter sido produzidos por uma indústria mas que, em geral, são feitos por pequenas empresas que agregam componentes de diversas procedências e produzem um PC personalizado.

Até pelas próprias características do mercado, é difícil dizer com precisão qual é a participação dos micros montados no mercado Brasileiro mas as estimativas apontam para alguma coisa entre 60 a 70%, ou seja, de cada 3 micros usados no Brasil 2 foram montados a partir de componentes adquiridos separadamente por algum integrador — que pode ser você mesmo, querendo apenas montar um computador para seu uso.

Para os desavisados pode parecer simples ir até uma loja de componentes, escolher as peças e colocar tudo junto. Mas há alguns cuidados básicos a tomar, sem os quais você pode sair prejudicado por gastar mais, ter um produto inferior ou por ter dificuldades na hora de resolver um defeito durante o período de garantia.

Cuidados na especificação e escolha

Para cada tipo de peça há uma série de cuidados específicos, acompanhe:

• Processador – Deve ser primeira escolha, até porque é ele que define o “caráter” do micro. Não há muitas opções em termos de fabricante, você precisará ficar com a AMD ou Intel. Os processadores da AMD (Phenom, Athlon, Duron e Sempron) são as melhores opções em termos de custo-benefício, oferecendo boa performance por um preço bem inferior ao seu equivalente da Intel (i7, Core, Centrino, Pentium e Celeron). Entretanto, a maioria dos compradores atualmente preferem a Intel por sua renomada estabilidade e confiabilidade. Sempre que possível prefira os modelos completos, ou seja, o Dual Core ao invés do Celeron e Athlon ao invés do Duron ou Sempron. Esta dica é válida porque os modelos simplificados possuem menos memória cache interna e outros recursos importantes, resultando em performance é inferior ao modelo completo principalmente em atividade que precisam de boa performance matemática — como games ou desenho por computador.

• Cooler – Companheiro inseparável dos processadores, é fundamental para garantir a estabilidade e durabilidade do computador, sem falar que coolers vagabundos são muito, muito barulhentos. Se estiver em dúvida, opte por comprar processadores “box”, pois estes já trazem um cooler do mesmo fabricante do processador. Estes modelos custam de 10 a 20% a mais, em compensação você terá a certeza de que o cooler será de boa qualidade e estará perfeitamente casado com o processador. Caso adquira o cooler separado procure marcas de renome, como Zalman, Coolermaster e Akasa, e atente para o nível de ruído. Opte por modelos que tenham ventoinhas grandes e de baixa rotação, a não ser que você realmente não se importe com o barulho excessivo gerado pelos coolers inferiores. Apesar destes serem baratos — cerca de US$ 12 — são menos eficientes e bem mais barulhentos do que os modelos topo de linha -- que podem custar até US$ 60.

• Placa-mãe – Também chamada de “Mother-board” (MB). Junto com o processador, vai definir a classe do computador, se um modelo básico ou topo de linha. Existem dois tipos básicos de placa-mãe: as “on-board” e as “off-board”. As on-board trazem não apenas os ítens básicos mas também placa de rede, modem e saída de vídeo. Apesar de serem mais baratas, as placas on-board sobrecarregam o processador central e a performance do micro fica comprometida. Se o que deseja é performance — principalmente de vídeo — será preciso ficar com as placas off-board, isto é, com o mínimo de componentes integrados, apesar que a maioria das placas off-board atuais trazem ao menos som e adaptador de rede. Mas não se iluda: uma placa de vídeo off-board baratinha será tão ruim quanto ou até pior que as placas de vídeo on-board existentes nas boas placas-mãe. Para perceber realmente a diferença na performance, geralmente é preciso adquirir uma placa de vídeo que custa tanto quanto ou até mais caro que a próprio placa-mãe.

• Memória – Funciona em conjunto com a placa-mãe, com a qual deve ser compatível. Atualmente, ainda se encontra no mercado de usados modelos antigos de MB que utilizam as memórias do tipo “SDRAM”, mas os modelos um pouco mais recentes usam memórias do tipo “DDR”, bem mais rápidas e que são encontradas nos tipos 333, 400, 433, 466 e 500. As placas novas usam memórias do tipo DDR2 e DDR3. As A grosso modo, estes números que medem a performance das memórias se referem à freqüência em que a memória trabalha em relação ao clock principal da MB e que resultam em suas taxas de transferência de dados pelas quais também são denominadas, respectivamente, de PC2700, PC 3200, PC3500, PC3700, PC4000 e assim em diante. Por exemplo, a DDR333 (PC2700) transfere até 2700 MB/s de e para sua controladora. Por isto, deve-se comprar a memória DDR/DDR2/DDR3 com o número mais alto que seu orçamento permitir e que seja compatível com a MB escolhida.

• Placa de vídeo – Atualmente, a grande diferença entre as MB “on-board” e “off-board” é exatamente o adaptador de vídeo. As placas on-board trazem saídas de vídeo que atenderão perfeitamente às atividades básicas como edição de textos, acesso à Internet, pequenos jogos e edição de música. Mas se o objetivo do micro for para os jogos mais modernos, para edição de vídeo ou para desenho por computador a saída de vídeo deverá obrigatoriamente ser feita por uma BOA placa de vídeo. De nada adianta comprar uma placa de vídeo extra mas de baixa qualidade, provavelmente a que virá on-board será tão boa ou melhor do que os modelos avulsos “baratinhos”. As estrelas do mercado brasileiro são os adaptadores que usam componentes da Nvidia ou da ATI. Evite os modelos mais antigos — consulte o site dos fabricantes — e dê preferência total para os modelos “box”, isto é, que vêm numa embalagem adequada contendo manuais, programas e acessórios. Mas prepare-se: uma placa de vídeo razoável não custa menos do que US$ 100 — o mesmo preço de uma placa-mãe “on-board” inteira. — e os modelos avançados chegam a custa mais de US$ 700.

• Placa de som – A maioria das MBs atuais trazem som on-board, algumas até com sofisticados sistemas multicanal (5.1 até 7.1). Se o som é importante para você, para reprodução de games e DVD, opte por MBs que tenham um som de qualidade ou então adquira uma placa separada. As melhores encontradas facilmente no Brasil são as da Sound Blaster, mas há uma infinidade de fabricantes menores como a Genius e algumas genéricas. Se optar por um modelo de segunda linha, veja bem se há um bom suporte a drivers e se a saída é do tipo necessário ao seu uso, isto é, dois canais (estéreo), 5..1, 6.1 ou 7.1.

• Hard disk – A maioria dos HDs disponíveis atualmente são de boa qualidade. Mas evite os modelos de 5.400 rpm — que têm performance sofríveis e são antigos — e compre o de maior capacidade que seu orçamento permitir. Por exemplo, a diferença entre um modelo de 250 GB e um de 500 GB pode ser de apenas 20%, mas a capacidade será 100% maior. Escolha modelos de fabricantes idôneos como Samsung e Seagate, e tome cuidado para não comprar uma unidade “refurbished”, isto é, que já deu defeito, foi consertada e voltou para o mercado.

• Leitor/gravador de DVD – Indispensável nos micros, para instalar os programas e também para copiar e gravar músicas e filmes. Dê total preferência à modelos de grandes fabricantes como LG, Pioneer e Creative, fuja dos modelos “genéricos” ou de obscuros fabricantes orientais. Prefira modelos capazes de gravar DVDs na velocidade de ao menos 16X. Modelos mais lentos que isto devem ser antigos e/ou de fabricantes não muito recomendáveis.

• Fonte de alimentação e Gabinete – Agora que você já escolheu todos os itens principais é preciso escolher a fonte de alimentação com cuidado, pois o consumo de energia dos processadores atuais é alto e uma fonte de segunda linha ou com capacidade insuficiente pode tornar o computador instável. A capacidade indicada pelos fabricantes geralmente é irreal, ou seja, um modelo de “400W” dificilmente fornecerá mais do que uns 300W, a não ser que seja de um fabricante idôneo o que, infelizmente, não é o tipo de produto mais encontrado no Brasil. Em nosso mercado, é comum adquirir a fonte junto com o gabinete diminuindo as opções. Assim, escolha um gabinete que tenha o design mais ao seu gosto e que tenha um a fonte de alimentação de ao menos 400W nominais, deverá ser o suficiente para as placas e processadores mais vendidos por aqui. Mas se for um micro topo de linha você precisará optar por gabinetes especiais, fornecidos sem as fontes que precisarão ser escolhidas entre os modelos renomados e que têm potência de 500W ou mais – e o preço, evidentemente, será MUITO mais alto do que um modelo genérico.

• Modem – Os modems convencionais cairam em desuso devido à proliferação de conexões de banda larga, cada vez mais acessíveis. Em todo caso, se você optou por uma placa-mãe on-board ela provavelmente virá com suporte para modem, caso contrário ela terá um slot do tipo “AMR” onde poderá ser usado um modem deste padrão. Seja lá como for, sempre resta a opção de adquirir um modem PCI – para uso interno – ou um modem serial-- para uso externo ao gabinete. Os modems para acesso à Internet em banda larga geralmente são externos, por isto você não precisará se preocupar com eles durante a montagem de seu micro. Os modems convencionais, apesar de obsoletos, ainda são usados em locais onde não existe banda larga ou onde a conexão de banda larga fica períodos sem funcionar.

• Placa de rede – São usadas para conexão à rede local ou à um modem de acesso em banda larga à Internet. As MBs atuais costumam trazer uma placa de rede incorporada, geralmente de 10/100 Mbps sendo que alguns modelos têm adaptadores de 10/100/1000 Mbps. Algumas MBs trazem inclusive DUAS placas de rede, para uso em servidores e roteadores. Assim, este é um item com o qual você dificilmente precisará se preocupar.

• Floppy disk – Cada vez menos usado, o acionador de disquetes pode até ser dispensado visto que os DVDs e os pendrives o substituem com vantagens. Entretanto, consumidores mais tradicionais poderão exigir uma unidade destas, e sua compra não apresenta dificuldade alguma. Até mesmo unidades “genéricas” funcionam bem e o preço é bastante acessível, cerca de US$ 10.

• Mouse – Dê preferência aos modelos com sensor ótico, que substituíram os tradicionais mouses mecânicos (“de bolinha”). Apesar de um pouco mais caros, os óticos são mais precisos, não falham e duram bastante, além de serem mais agradáveis de usar. Há dois tipos de conexão: USB e PS-2. Algumas placas-mãe mais modernas não trazem mais conectores para teclado mini-DIN e nem para mouses PS-2, nestes casos deve-se optar por teclados e mouses USB.

• Teclado – A maioria dos teclados atuais são ruins. Pode parecer estranho, mas o fato é que os modelos atuais são baratinhos — e ordinários. Quem digita bastante ao computador sabe do que estamos falando. Dentre as opções disponíveis, procure um teclado que tenha as teclas mais suaves, precisas, montado em uma caixa forte e que não se deforme facilmente, pois as deformações podem comprometer o funcionamento. Se quiser incrementar, existem teclados com acessórios como controlador de multimídia, calculadora e mouse rollerball, sem falar dos ditos “ergonômicos” que têm um design diferenciado visando o conforto durante a digitação. Existem teclados com conectores mini-DIN e USB, certifique-se de que a placa-mãe que está adquirindo tenha um conector adequado e compatível com seu teclado.

Feitas as escolhas dos componentes, é só comprar as peças e montar seu micro. se estiver comprando um micro pronto, procure levantar as características acima e averiguar se estão dentro do que você precisa, e bom proveito com seu novo computador!

ARTIGOS SOBRE MONTAGEM DE MICROS DA REVISTA PnP
Na Revista PnP nº 11 começamos uma série especial de artigos sobre a montagem de computadores. Na edição 11 trouxemos os dois primeiros artigos da série:
1 — Comprar ou montar: esta é a questão (publicado na edição 11)
2 — Escolhendo e comprando os componentes (publicado na edição 11)

Na Revista PnP nº 12 estão os demais artigos, numerados de 3 a 7:
3 — Cuidados ao manusear as peças dos computadores
4 — Montagem passo-a-passo
5 — Configuração do BIOS
6 — Fazendo os primeiros testes
7 — Particionamento do HD e instalação do Windows


Publicado em 28/09/2009 às 00:00 hs


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