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Migrar ou não migrar para o Windows 7 que será lançado em Outubro de 2009?

Por Iberê M. Campos equipe

A Microsoft anunciou em 29 de julho passado que completou o desenvolvimento do Windows 7, tendo liberado a produção industrial dos DVDs preparando o lançamento que ocorrerá mundialmente em Outubro próximo. Talvez os brasileiros tenham que esperar um pouco mais para ter a versão em português, mas o fato é que o Vista “já era” — longa vida ao Windows 7! E a pergunta que fica no ar é sempre a mesma: se o Vista foi um fiasco, na opinião de muita gente, será que devo migrar meus computadores para o Windows 7, sendo que ele não passa de um Vista repaginado? É isto o que vamos analisar.

A Microsoft já completou a última versão de seus novos sistemas operacionais para micros pessoais e servidores, o Windows 7 e o Windows Server 2008 R2. Os grandes fabricantes já os estão utilizando em suas novas linhas de computadores, e o público em geral terá acesso ao Windows 7 a partir de outubro próximo.

Sempre que a Microsoft lança um novo Windows a pergunta é sempre a mesma: mudar ou não mudar? A resposta não é fácil de obter, e depende do tipo de usuário. Deixando de lado a versão para servidores, analisemos quais são os grupos de usuários que precisarão fazer sua opção:
  1. Pessoas que precisam ou querem estar sempre com a última versão de tudo,
  2. Pessoas que atualmente usam Macintosh ou Linux,
  3. Aqueles que estão satisfeitos com o XP e não parecem ter interesse em mudanças,
  4. Quem experimentou e não gostou do Vista, mas pode estar curioso a respeito do Windows 7,
  5. Quem já está usando o Vista, e finalmente
  6. Todos os demais usuários de Windows.
Analisemos o que acontece em cada um destes públicos:

1. Pessoas que precisam ou querem estar sempre com a última versão de tudo
Se você for um profissional da área de sistemas ou adora ter novos brinquedinhos para se divertir, a resposta certamente será um sonoro “SIM, PORQUE NÃO?!?!?”. Se você gosta de explorar um novo sistema operacional e não se importa com os pequenos (ou grandes) problemas que certamente aparecerão na migração, você não tem nada a perder exceto aqueles aplicatvos e equipamentos antigos que tem usado até o presente momento. Certamente, este não é um grupo muito grande.

2. Pessoas que atualmente usam Macintosh ou Linux
Bem, neste caso... acho que eles simplesmente ignorarão o novo Windows ou pior, o acharão ridículo e patético, como sem foi. Nada a dizer para este grupo: se estão satisfeitos com seus Macs ou micros com Linux que continuem assim. O Windows 7 nada tem a oferecer para este pessoal que os faça mudar de idéia.

3. Aqueles que estão satisfeitos com o XP e não parecem ter interesse em mudanças
Se você NÃO tem equipamento suficiente para rodar o novo Windows 7, então poderá até pular este tópico, a não ser que esteja planejando fazer um upgrade ou comprar uma máquina nova. Pois então, quem TEM um micro à altura do Windows Vista e que, portanto, poderá também rodar o Windows 7 tranqüilamente, talvez se interesse por esta análise que mostramos a seguir:

O Windows XP é um excelente sistema operacional, até por isso é que a maior parte dos computadores (mais de 80%) rodam com ele. O suporte da Microsoft ao XP foi estendido até abril de 2014, portanto, nada existe existe que o force a migrar para o Windows 7 nos próximos tempos.

Aliás, cabe aqui uma consideração interessante. A Microsoft está fazendo de tudo para que seus consumidores se esqueçam do XP. Parece ilógico, pois a mesma empresa que criou o mais popular sistema operacional de todos os tempos não quer mais vendê-lo. É como se o McDonalds resolvesse não vender mais Big Macs ou se a Coca-Cola parasse de produzir refrigerantes... Entretanto, assim funciona o capitalismo, é a tal “da obsolescência programada”.

Além deste fator, ou seja, que as Microsoft deixou de considerar o XP como seu filho mais importante, existe a parte técnica do Windows 7. Em especial, o Windows 7 é que vai passar a receber o melhor suporte ao hardware e às novas medidas de segurança. Com isso, o XP começará a ficar mais e mais defasado nos próximos anos.

Assim, para este grupo que usa o XP mas tem hardware para rodar o Vista, o que podemos dizer é que você poderá até rodar seu querido XP por mais algum tempo, mas logo precisará considerar seriamente a mudança para o Windows 7, goste dele ou não.

4. Quem experimentou e não gostou do Vista, mas está curioso a respeito do Windows 7
Para este grupo, devemos dizer que o Windows 7 é realmente um Vista revisitado mas... justiça seja feita: se o produto final estiver igual à versão de testes (“RC”), podemos afirmar que o Windows 7 é, na verdade, o que o Vista deveria ter sido desde o começo.

O Windows 7 parece ser mais leve e roda de maneira aceitável na maior parte dos micros antigos que não conseguem rodar o Vista. Os problemas de compatibilidade com aplicativos e dispositivos de hardware também foram resolvidos, de uma forma ou de outra. Analisaremos mais adiante as diferenças trazidas pelo Windows 7, mas por enquanto basta dizer para este grupo que o Windows 7 é bem-vindo, e que se você não gostou do Vista merece tentar ao menos a versão de testes do Windows 7 que pode ser baixada gratuitamente do site da Microsoft e, quem sabe, você vai se surpreender ao ver que o Vista parece um rascunho mal feito do Windows 7.

5. Quem já está usando o Vista
Provavelmente se está usando o Vista é porque está satisfeito com ele e provavelmente ficará ainda mais satisfeito com o Windows 7, que é mais ligeiro e compatível. Se você está usando o Vista contra sua vontade, porque comprou um micro com ele ou porque roda algum programa que só funciona no Vista, então a boa notícia é que o Vista “curou” muitos dos alegados problemas do Vista (vide adiante).

6. Todos os demais usuários de Windows
Este é o grupo mais numeroso. Muita gente desconhece qual é o Windows que está no micro que usa todos os dias, sabe apenas que “alguém” colocou “um Windows” lá e pronto. Aliás, muita gente confunde seu computador com o próprio Windows e vice-versa, é comum pessoas assim dizerem coisas como “o meu Windows está com problema” quando na verdade é o computador, o monitor ou a impressora que estão com defeito.

Mesmo para este grupo de gente mal informada, que geralmente fica indiferente ao seu sistema operacional, começou a reclamar dos problemas do Vista como lentidão, aplicativos e equipamentos que não funcionam com ele, sem falar d+as rígidas medidas de segurança que obrigam a clicar duas ou três vezes para iniciar um programa qualquer. Assim, para este grupo, o importante é que o sistema operacional “desapareça”. O importante para eles é que o micro funcione e, também para este grupo, a boa notícia é que o Windows 7 caminhou bastante nesta direção, de ser um sistema operacional eficiente e que funciona de maneira transparente sem ficar no caminho do usuário a cada coisa que ele queira fazer.

Mudanças trazidas pelo Windows 7 que o tornam melhor do que o Vista e o XP

Este tópico serve também para aqueles que experimentaram e não gostaram do Vista, mas que estão ao menos interessados na nova versão de Windows.

Algumas razões fundamentais contribuíram para a má imagem que o Windows Vista ganhou. A Microsoft parece ter que escutado as queixas e, desta vez, está fazendo tudo certo com o Windows 7 tornando-o uma boa opção de mudança tanto para usuários atuais tanto do XP quanto do Vista. Detalhemos alguns aspectos sobre esta mudança.

O primeiro deles é que tudo indica que A Microsoft construiu o Windows 7 sem pensar no Vista. O plano original do Windows 7 foi traçado em 2007 quando o Vista ainda nem havia sido lançado. A idéia era lançar o Vista como parte do então chamado “Windows 6”, que era o nome coletivo para o conjunto do Vista e com o Server 2008. Entenda-se que o “Windows 5” consiste no Windows 2000, XP e Server 2003.

Nesta ocasião, os estrategistas da Microsoft certamente perceberam que poderiam ganhar um bom dinheiro com o Vista, que poderia saciar temporariamente a sede dos usuários por uma nova versão de Windows, depois de 5 anos sem novidades desde o lançamento do XP. Assim, a Microsoft poderia gastar os próximos 4 ou 5 anos desenvolvendo alguma coisa conhecida em 2007 apenas como “Windows 7”, que seria ainda um novo e melhor Windows mas que seria lançado apenas em 2011 ou 2012.

Ao invés de seguir este plano original, a empresa completou alguma coisa chamada de “Windows 7” muito antes, considerando-se como tal a data de maio de 2009, quando apareceu o Windows 7 RC (“Release candidate”, ou candidato a lançamento). Então, o que é que aconteceu, porque fizeram o Windows 7 tão rapidamente?

É difícil saber ao certo, mas se lermos nas entrelinhas as entrevistas dos dirigentes e dos comunicados oficiais da empresa pode-se perceber alguma mensagem contida mas não dita. São coisas como “olha, na verdade não queríamos dizer isto e aquilo, o Vista era apenas uma experiência nova, nós mandamos embora todo mundo que teve contato com o desenvolvimento do Vista, nós escutamos suas queixas e agora estamos aqui com o novo Windows 7” ou “olha, afinal de contas, o Windows 7 está aí para limpar o gosto amargo do Vista na boca dos nossos consumidores”.

Segundo o que se percebe das falas da Microsoft, a idéia é que o Windows 7 seja percebido como um sistema operacional completamente novo, algo como o “Windows que deu certo” e que atende às queixas e necessidades dos consumidores. É importante ter em mente, contudo, que para fazer o Windows 7 a Microsoft não jogou o Vista fora e começou do zero. Ao invés disto, simplesmente continuaram trabalhando no Vista, melhorando-o de várias maneiras, com algumas alterações profundas e muitas superficiais.

Por isso é que costumamos dizer que o Windows 7 é apenas o Vista repaginado mas, devemos dizer, ele é bem melhor, ao menos pelo que pudemos notar trabalhando nos últimos meses com o Windows 7. Só esperamos que a versão oficial de lançamento seja igual à versão RC, para não passarmos por mentirosos...

De qualquer forma, sendo o Windows 7 um novo sistema ou simplesmente uma nova versão do Vista, o fato é que mesmo o Vista tem qualidades que passaram despercebidas, analisemos isto:

As qualidades do Vista (e também do Windows 7...)

Examinemos friamente os motivos pelos quais o Vista acabou execrado pelos consumidores. Faremos isso porque algumas destas queixas também se aplicam ao novo Windows 7, e assim requerem sua atenção caso esteja considerando migrar para o novo Windows. Você verá que a má impressão que muitos ainda têm do Vista não mais se justifica e muito menos pode ser ser estendida ao novo Windows 7, acompanhe:

Queixa nº 1
O Vista roda mais lentamente quando comparado ao XP


Sim, isto é verdade. Mas, também, é verdade que o XP roda muuuuito mais lento quando comparado ao Windows 98. Quem é dessa época vai se lembrar das queixas de que o “XP é muito lento” que se ouvia em 2001, quando o XP foi lançado. Por isso é que se diz que “se o Vista está lento, então é porque sua máquina não é adequada”.

Quando a Microsoft lançou o Vista em janeiro de 2007 o micro médio existente na época não tinha hardware compatível e nem com a potência suficiente para rodar adequadamente o novo sistema, mesmo que tivessem o selo de compatibilidade com o Vista (“Vista capable”). Hoje em dia, é até fácil achar um micro custando pouco mais de R$ 1.000 e que roda o Vista confortavelmente. A mesma situação já aconteceu como XP em 2001, que só 2 ou 3 anos depois de seu lançamento foi adotado em larga escala pois o hardware tinha se modificado e passou a ser totalmente compatível com ele.

Certo, mas onde o Windows 7 entra nisto tudo? De novo, o Windows 7 é apenas o Vista melhorado, assim você não deve achar que vai rodar o Windows 7 num computador com cinco anos de idade e ficar espantado com sua performance. Ele até roda, ao contrário do Vista, mas é claro que ficará mais lento que o XP.

Entretanto, mais rápido em que, exatamente? Os testes feitos com todos os requisitos técnicos por entidades internacionais apontam diferenças de performance mínimas entre o Windows 7 e o Vista SP2. Entretanto, o fato é que o Windows 7 “parece” rodar mais rápido, e é isto o que interessa aos que detestaram o Vista porque ele era lento. Só que você não verá estes testes tão cedo por aí, porque a Microsoft proibiu, na licença de uso temporário do Windows 7, que fossem divulgados publicamente os números dos testes comparativos sem sua aprovação prévia, mas sempre resta a possibilidade de você fazer seus próprios testes usando programas de teste de performance.

Podemos resumir a questão da velocidade do Windows 7 dizendo que (1) o Windows 7 parece rodar na mesma velocidade que o Vista SP2, e que (2) o hardware disponível em 2009 está muito mais calibrado para rodar o Vista do que estava em 2007. Frente a isto, o argumento de que o “Vista roda muito lento” não se aplica mais nem ao próprio Vista e nem ao Windows 7. Tenha em mente, também, que o Windows 7 vai rodar mais lento que o XP nos micros antigos.

Queixa nº 2
É difícil achar drivers de hardware para o Vista


A Microsoft projetou o núcleo do Vista para ser mais seguro que o XP. Isto foi feito devido aos dias negros do Windows que aconteceram em 2003, no tempo do devastador vírus “Blaster”, quando todos os consumidores se encheram com as contínuas falhas de segurança do Windows e se desiludiram fortemente com a Microsoft. A empresa reagiu rapidamente, lançando o Service Pack 2 para o XP, que o mudou completamente, ao mesmo tempo em que mudou a política de projeto para o que acabaria sendo o Vista e no Windows 7.

Só que a busca da segurança implica, necessariamente, em mais desconforto para os usuários. Quem é que não se incomoda de ser revistado quando vai entrar para assistir um show de música ou a uma festa? Só que ninguém reclama pois sabe que, no final das contas, aquilo é para sua própria segurança. A questão toda é calibrar esta segurança, de forma que não se torne tão desagradável que as pessoas comecem a preferir se arriscar com a insegurança a passar “por esse tipo de coisa”.

Em relação aos drivers do Vista ocorreu coisa similar, Mudanças no kernel (núcleo) do Windows, feitas em nome da segurança e estabilidade, levaram necessariamente à mudanças nos drivers, tornando obsoleto o que existia antes. E isto é algo que sempre acontece quando se muda o sistema operacional, é preciso que o mercado reaja produzindo componentes compatíveis com o novo sistema. Obviamente, ninguém gosta de jogar fora uma impressora “que está funcionando perfeitamente”, mas é o preço que se paga para ter mais segurança e confiabilidade no conjunto como um todo.

E deve ser dito que hoje a situação é completamente diferente de dois anos atrás, quando saiu o Vista. O problema com os drivers do Vista (e do Windows 7) diminuíram significativamente e hoje todo o hardware que se encontra a venda oferece drivers para as versões de 32 e 64 bits do Vista. E se por acaso você encontrar algum fabricante de equipamentos que ainda não fornece drivers para o Vista para os equipamentos que vendeu nos últimos 5 anos, simplesmente lembre-se disto na hora de repor seu equipamento, evitando essas marcas que não têm respeito pelo consumidor.

Pois bem, no que esta questão dos drivers afeta o Windows 7? A Microsoft informa que “se é um driver para Vista, então também é um driver para Windows 7”. Certamente que isto é um alívio, mas também pode-se ler de outra forma: “se você não gostou do jeito que o Vista rodou, também não vai gostar do Windows 7”. Se o Windows 7 se sair bem no mercado, como todas as previsões assim o indicam, então todo e qualquer fabricante vai se apressar em melhorar ou lançar drivers compatíveis com ele até mesmo para equipamentos que foram esquecidos com o Vista.

Além disso, é preciso reconhecer que a Microsoft melhorou muito a tarefa de buscar drivers automaticamente no Vista e no Windows 7. Antigamente, quando se pedia para o Vista procurar um driver na internet ele dificilmente achava, enquanto que hoje é quase certo que ele encontrará e instalará sozinho o que necessita. Também é preciso dizer que, ao menos na versão RC, o Windows 7 se instalou muito mais facilmente em relação aos drivers, inclusive nas mesmas máquinas que não rodavam o Vista por falta ou compatibilidade do hardware, ou seja, a Microsoft fez alguma coisa de muito interessante em termos de compatibilidade com os micros existentes. Em nossa experiência, temos vários micros aqui na PnP onde o Vista nem se instalava ou rodava muito lento, e estes micros hoje estão todos rodando o Windows 7 com relativo conforto. Ponto para o Windows 7.

Queixa nº 3
O Vista tem incompatibilidade com certos aplicativos.


Esta é outra queixa que somos forçados a dizer que é verdadeira, e afeta dois grupos em especial: centros de ensino e grandes empresas. Os centros de ensino (escolas, etc.) tendem a rodar aplicativos bem antigos, até mesmo baseados em DOS. As grandes organizações costumam ter grandes equipes de programação e dependem muito de aplicativos feitos em casa, algumas das quais estão completamente fora das especificações do Windows há muitos anos, por vários motivos.

Este é um assunto delicado, pois ninguém gosta de ouvir coisas como “Ei, jogue fora todo este monte de programas antigos que você está rodando”, particularmente se é com estas “antiguidades” que a empresa está se organizando e trabalhando muito bem, obrigado. Como é que a Microsoft chega e pede para esquecer tudo isto e começar vida nova com seu novo Windows?

Na verdade, esta é uma situação que vem se arrastando há anos e que uma hora precisará ser resolvida. A Microsoft estabeleceu as normas para escrever programas bem comportados para o Windows 32 bits já em 1992. Então, porque é que os programadores demoraram tanto para seguir estas regras? Programas antigos mas que seguiram estas regras podem ser executados sem problemas tanto no Vista como no Windows 7.

Existem vários motivos pelos quais os programadores ignoraram as então novas regras. Entre eles estão a necessidade de reexaminar seus programas, de comprar e aprender a usar novas linguagens de programação e, também, a preguiça de mudar algo que estava funcionando. Mesmo empresas grandes, como a Adobe, deixaram de seguir à risca as normas da Microsoft para desenvolver programas para o Windows 32 bits, que são os que mais se usa hoje em dia, nesta época de migração para os sistemas de 64 bits.

Novamente, as regras para 32 bits visavam melhorar a segurança e confiabilidade do sistema, e cumpriram esta meta. Quem é desta época deve lembrar-se das constantes travadas que existiam no Windows 98, e que tanto irritavam seus usuários. Então, este é um defeito que praticamente desapareceu nos novos sistemas, usando o Windows Vista com hardware e software compatíveis com ele, em especial na versão para 64 bits. Ponto para a Microsoft e culpa dos fabricantes e usuários preguiçosos, que não atualizaram seus equipamentos e sistemas.

É certo que a atualização não é obrigatória. Quem não deseja modernizar-se poderá continuar usando seus sistemas antigos, até chegar uma hora em que a migração será obrigatória, por um motivo ou por outro. Mas não poderão queixar-se de que não foram avisados, pois tiveram desde 1992 para fazê-lo, e agora estão entrando em ação novas demandas, para adaptar os sistemas para os 64 bits. E nem o Vista nem o novo Windows 7 têm culpa de coisa alguma nesse processo.

A Microsoft mostrou que está ciente desta situação toda e apresentou uma novidade no Windows 7 que tenta dar uma sobrevida aos programas antigos. Assim, aqueles que relutam em desfazer-se de seu passado podem manter seus “museus” em funcionamento rodando no novo “Windows XP Mode” (XPM) do Windows 7. É uma máquina virtual que roda uma cópia totalmente licenciada do Windows XP SP3, construída dentro do sistema do Windows 7. Pode ser uma saída para quem não pode ou não quer livrar-se de programas antigos, pena que só estará disponível nas versões mais caras do Windows 7.

Queixa nº 4
O sistema de ativação do Vista é chato e inconveniente.


Ninguém discorda disto, ao menos entre os que usam cópias oficiais do Vista. Quem usa cópias piratas não tem este problema, pois os sistemas de “ativação” alternativas do Vista “genérico” simplesmente ignoram este sistema fingindo ser máquinas de fabricantes renomados como Asus e HP e que ficam isentas de ter que se explicar para a Microsoft sempre que mudam alguma coisa em seus micros, sob pena do Vista parar de funcionar.

Quando o XP foi lançado, muita gente reclamou que a ativação do produto (sim, ela existia!) era chata mas hoje, passados 8 anos... quem se lembra dela? É quase tão fácil burlar o sistema de proteção contra cópia do XP quanto do Vista. É o tipo da coisa que só incomoda mesmo a quem é honesto, tendo comprado legalmente sua cópia do sistema operacional. Os “bandidos” de plantão, os “pirateiros”, nem se importam com isso pois suas cópias rodam sem problema algum...

De qualquer forma, apesar desta injustiça a Microsoft está no seu legítimo direito de exigir que seus consumidores demonstrem que adquiriram legalmente sua cópia de Windows e, mesmo que não fosse direito da empresa receber pelo seu trabalho eles continuarão a colocar mais e mais restrições, pelo simples fato de que eles “podem” fazer isso. E ponto final. (alguém falou “Apple” ou “Linux”?)

Queixa nº 5
O sistema de controle de acesso do usuário (UAC) é chato e inconveniente.


Aqui também somos obrigados a concordar. A Microsoft radicalizou na questão da segurança com o UAC, tornando necessário o usuário dar 2, 3 ou até quatro “ÖK” para fazer coisas simples como abrir um programa ou copiar um arquivo. Claro que se pode desligar o UAC, mas aí fica a toda hora aparecendo uma mensagem dizendo que o sistema está inseguro... é como se diz popularmente, “a gente pula da frigideira para o fogo”.

Esta questão também foi resolvida no Windows 7, onde o UAC tem quatro graduações, do mais exigente até um mais liberal. Neste último caso, a segurança fica parecendo estar no mesmo nível de “chatice” existente no XP e que parece não aborrecer a ninguém.

Em resumo...

Ao que tudo indica, o Windows 7 veio para ficar. Esqueça o Vista, viva o Windows 7!

O Vista SP2 é “quase” tão bom quanto o Windows 7, mas no uso diário o novo Windows 7 tem um “algo mais” que o faz parecer mais rápido e eficiente. A Microsoft mudou muita coisa internamente: deve ter mudado até a equipe que desenvolveu o Vista, alterou sua estratégia de marketing e de comunicação com o consumidor, e o resultado está aí: acho que o Windows 7 será um sucesso e vai enterrar definitivamente o XP e o Vista ao mesmo tempo em uma vala comum. Mas só o tempo dirá se estou certo...

Publicado em 31/07/2009 às 00:00 hs


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NOSSOS LEITORES JÁ FIZERAM 2 COMENTÁRIOS sobre este artigo:
De: mpeters (em 31/07/2009 às 21:00 hs)
Windows 7
Trabalho com manutenção de micros há muitos anos, passei por quase todos os S.O. da Microsoft lançados a partir de 1990. Até agora todos apresentaram problemas, mas sempre existem versões mais estáveis e mais queridas como: Windows 3.11, Windows 98SE e Windows XP SP2. Venho testando o Windows 7 desde a liberação do primeiro beta, o que tenho sentido é que este deve ser um novo sucesso pois é mais rápido e mais compatível que o Vista. Relembrando o passado, vem a minha mente o Windows Me, um 98SE "melhorado" (ou piorado). Agora a história foi outra, um sistema totalmente novo foi lançado, no caso o Vista, e a aceitação não foi nada boa. Então estão lançando o Windows 7, (o Me do Vista). Acredito que desta vez vai dar certo.
De: Wagner (em 02/08/2009 às 19:51 hs)
Windows 7
Desde q foi disponibilizado o primeiro preview, e ate o RC atual, sinceramente nada percebi q venha de verdade trazer quiasquer mudança siginificativa e nada que me faça mudar do XP para o Seven,seja em minha casa ou no parque da instituição em q trabalho. Faço de eco das palavaras de um Ceo da Intel, q veio o Seven nada acrescenta e que justifique uma mudança. Glorias ao MAC-OS, força para o Linux e Vida Eterna ao XP. Wagner Silva.

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