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Windows Vista foi projetado para dificultar a pirataria. Será que conseguiu?

Na época de seu lançamento, a Microsoft prometia que o então novo Windows Vista ia oferecer efeitos gráficos espetaculares, desde que não fosse uma cópia pirata. Além disto, as cópias oficiais ofereceriam uma série de efeitos visuais como janelas translúcidas, mudanças animadas entre os programas abertos e os ícones animados que mostram uma representação gráfica do arquivo em questão, era o lançamento da interface Aero. Além deste incentivo, o Vista trazia um novo sistema de ativação da instalação, sem o que o sistema pararia de funcionar dentro de 30 dias. Mas será que isto foi o suficiente para acabar ou pelo menos diminuir a pirataria?

Antes que o Vista mostre seu lado circense, chamado de “Interface Aero”, ele faz uma checagem para verificar se o software foi adquirido legalmente. A idéia é que as cópias piratas não mostrassem a nova face do Windows.

A proteção representa mais uma tentativa da ofensiva anti-pirataria da Microsoft. No final de 2004, ainda com o XP, a empresa começou os testes anti-pirataria com o programa Windows Genuine Advantage, desenhado para verificar se uma cópia em particular do Windows é legítima. No começo era um programa opcional, mas agora a checagem anti-pirataria é obrigatória para muitos downloads disponíveis no site da Microsoft como, por exemplo, para instalar o Media Player 11 e as novas versões do Internet Explorer.

A empresa identificou no combate às cópias não-oficiais uma maneira de aumentar as vendas de Windows, mesmo levando em conta que ele já é usado em mais de 90% dos micros ao redor do mundo.

Mas não serão apenas os piratas que ficam fora dos efeitos gráficos do Vista. O display Aero também não está disponível para aqueles que compram a versão Home Basic e nem a Starter, as mais baratas. Mesmo aqueles com versões superiores (e mais caras) não verão o Aero se não tiverem memória suficiente, poder gráfico avançado ou tiver um chip gráfico que impeça a instalação de drivers apropriados para o Vista. Na prática, a interface Aero precisa de uma placa de vídeo com pelo menos 128 MB de memória RAM, compatível com WDDM e directX 9.

Além disto, para rodar bem o Vista o sistema precisa ter memória capaz de trabalhar ao menos em 2.100 MB/s (DDR-266). Micros com memória compartilhada podem trabalhar com o Aero, desde que tenham 1 GB de memória dual-channel e ao menos 1 GB de memória disponível para o sistema principal. Assim, sem dúvida que os velhos Pentium 3 e Athlons com memórias PC133 ficam de fora do Windows Vista e também do Windows 7.

Mas tudo isto pouco adiantou em termos de pirataria. Agora, mais de 2 anos após o lançamento, o Windows Vista pirata é coisa comum. Os piratas conseguiram passar totalmente incólumes pelas defesas criadas pela Microsoft, e hoje qualquer camelô “especializado” em software que está nas ruas das grandes cidades oferece cópias de Windows Vista que rodam sem problema algum o Aero e todas os recursos do Windows Vista.

Como é burlado o sistema de ativação do Windows Vista?

Existem várias formas de burlar o supostamente rigoroso sistema de ativação do Windows Vista. A princípio, é mais ou menos como foi feito com o Windows XP, ou seja, usa-se um número de série igual àqueles fornecidos para os grandes fabricantes de computadores. Por exemplo, um destes grandes fabricantes adquire, digamos, 100.000 licenças do Windows XP. Para não ter que ficar ativando cópia por cópia, colocando um serial para cada máquina, a Microsoft fornece um número de série que vale para as 100.000 máquinas. E a cópia do Windows XP também é especial, feita especialmente para este grande fabricante e para aquele número de série. O que acontece é que esta cópia e este número de série segue caminhos obscuros e acaba caindo na mão da população, que consegue ativar seu XP normalmente. Aliás, nem é preciso mais ativar, pois todas as cópias piratas que estão por aí já foram modificadas para instalar-se já ativadas automaticamente.

Ciente deste esquema, a Microsoft resolveu dificultar as coisas quando lançou o Vista. O esquema é bem parecido com o do XP, mas tem um complicador adicional: o Vista verifica através de uma espécie de assinatura na BIOS se aquele micro que está pedindo a ativação do Windows realmente foi feito por aquele grande fabricante de equipamentos que adquiriu aquele lote de licenças. Se o micro não for daquele modelo e daquele fabricante a ativação não é feita.

Parece ser um esquema muito seguro, não é mesmo? Pois é, só parece. Os piratas logo descobriram um jeito de fazer qualquer computador fingir que é, digamos, um micro da Dell ou da Asus.

Um método mais complicado consiste em regravar a BIOS do micro colocando nela uma assinatura digital para que o micro pareça ser algum modelo conhecido de um grande fabricante. Usa-se o número de série daquele fabricante, instala-se uma licença digital para aquela série e pronto, Windows Vista ativado!

Com o tempo, os piratas desenvolveram um método mais simples, que não precisa alterar o BIOS. Trata-se de um pequeno programa que é carregado logo na inicialização e que nada mais é do que um BIOS falso. Quando o sistema faz alguma solicitação para o BIOS, este programa intercepta o pedido e encaminha ou não para o BIOS. Quando a solicitação for para ler a assinatura digital do fabricante, o programa mesmo é que responde que o micro é um determinado modelo de um grande fabricante. E assim repete-se o mesmo esquema, ou seja, o número de série é daquele fabricante mesmo, e o resultado é o mesmo: Windows Vista ativado, para desespero da Microsoft.

Como será a ativação do Windows 7

A julgar pelas cópias de teste, o Windows 7 (“Seven”) usará o mesmo esquema de ativação do Vista, isto é, um número de série específico, uma licença digital e a checagem do BIOS do micro. Certamente a Microsoft deve refinar mais este método, deixando-o mais “esperto”, mas ao que tudo indica já teria vazado uma cópia de Windows 7 de um grande fabricante e os piratas já teriam desenvolvido um esquema de ativação “genérica” semelhante ao do Vista.

Ainda é impossível saber ao certo, mas parece que já existem versões do Windows 7 pirateadas e com este crack. Por enquanto são apenas para a versão em inglês e provavelmente devem estar cheios de spywares e trojans, por isso é altamente arriscado tentar experimentar uma cópia destas, sem falar que é ilegal e pode colocar o usuário em sérios apuros com a polícia e a justiça.

Certamente que é direito da Microsoft cobrar por seus produtos, afinal foram investidos muitos bilhões de dólares no desenvolvimento e suporte do Windows. O que sempre discordamos é do alto preço cobrado. Freqüentemente, um pacote contendo o Windows mais um Office oficial custará mais caro do que o próprio computador, o que é um claro incentivo à pirataria. A Microsoft parece que vai aliviar um pouco os termos da licença, oferecendo caixas com o Windows que permitem sua instalação em 3 ou mais máquinas, só esperamos que estes pacotes não custe igualmente 3 ou mais vezes o preço de uma licença única.

Existe muita informação sobre este assunto na Revista PnP nº 3 e na Revista PnP nº 8.

Publicado em 18/04/2006 às 00:00 hs, atualizado em 19/08/2009 às 00:00 hs


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NOSSOS LEITORES JÁ FIZERAM 2 COMENTÁRIOS sobre este artigo:
De: r_oliveira (em 07/12/2007 às 17:48 hs)
Dificultar não é impedir
A Microsoft está tentando aumentar seus lucros, mas porque é que não abaixa o preço????? Com isto, todo mundo poderia ter seu Windows oficial, sem problema algum. Como eles fazem justamente o contrário, ou seja, aumentam o preço a cada lançamento, a conseqüência é que os camelôs estão com a corda toda, vendendo por 10 Reais um Windows Vista, devidamente pirateado, apesar de tudo o que a Microsoft fez para dificultar as cópias ilegais do Vista.
De: mama99 (em 20/08/2009 às 19:18 hs)
Linux subiria de 10% para 30% ? Q tal um modelo ?
Se considerarmos que o mercado atualmente se divide em:
90% = Windows originais + pirateados
10% = Linux
Se considerarmos que os usuarios do Windows se dividem assim:
40% = Nao-Piratas (Compram PCs novos dos top20 ou instalam Win legitimo)
60% = Piratas (Compram PCs novos com Win pirateado ou instalam Win pirata)
Se considerarmos que com o Win7 os Piratas se reposicionem assim:
40% = Piratas que vao continuar no XP pirata (ou conseguir usar Win7 pirata)
30% = Piratas que vao desistir de ser piratas e vao comprar um PC novo com Win7
30% = Piratas que vao desistir do Windows (nao querem continuar no XP mas nao querem comprar um PC novo)
Entao a distribuicao do OS ficaria assim:
52% = W7(top20)
17% = XP(pirata)
31% = Linux

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