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É melhor ser empregado ou ter o próprio negócio de informática ?

Questão colocada pelo leitor


Eu os acompanho deste a edição 5 da PnP e vejo que vocês dão muita dicas técnicas e profissionais. Gosto disto porque sou técnico em informática e eletrônica, atualmente faço graduação em Telecom, trabalho em uma assistência técnica em informática e minha vontade sempre foi em ter meu próprio negócio.

Pois bem, sem enrolar muito, minha questão é saber se ainda vale apena abrir uma assistência técnica em informática, visto que há uma enxurrada de profissionais que fazem curso de um mês em um cursinho qualquer que formatam um PC e instalam por 15 reais.

Idealizo uma assistência com loja, a principio tudo muito pequeno mas que possa crescer bastante com tempo. Peço um conselho se devo investir nesse meu sonho ou se é melhor investir na minha carreira profissional, como faço no momento. Ficarei muito grato se tiver a colaboração de vocês.


Nossa respostaEsta é uma pergunta difícil de responder, e uma resposta que envolve muita responsabilidade também, visto que diz respeito à do leitor e também de sua família. Uma palavra ou entendimento errado pode levar a pessoa a caminhos dos quais possa arrepender-se futuramente.

Em todo caso, vamos procurar ajudar dizendo que nada neste mundo é perfeito, tudo tem seu lado bom e seu lado ruim. O dilema de trabalhar empregado ou ter seu próprio negócio não foge à esta regra, ambas as situações têm seus prós e contras, tanto assim que muitos profissionais trabalham empregados mas mantêm paralelamente seu próprio negócio, tentando obter o melhor dos dois mundos.

Assim, devemos analisar este caso por dois aspectos principais: o retorno financeiro e a satisfação pessoal. Ambos precisam ser satisfatórios, caso contrário a pessoa sentir-se-á infeliz. O ideal, portanto, é trabalhar em algo que nos forneça satisfação pessoal, mas que renda o suficiente para vivermos com segurança e conforto.

Neste ponto, são grandes as chances da pessoa que trabalha empregada ser forçada a ficar em um ambiente ruim e submetida a chefes carrascos, ganhando menos do que acha que deveria ganhar e fazendo mais do que acha justo, sentido-se um explorado. Claro que há excelentes locais para se trabalhar, em especial nas empresas públicas e nas multinacionais (brasileiras ou não) mas sempre se corre o risco de arrumar um emprego ruim ou que não traga satisfação alguma. Neste aspecto o trabalhar por conta tem suas vantagens, pois se uma vizinhança ficou inóspita a pessoa sempre pode mudar-se para outro bairro ou cidade. Mas isto não a livra de ter que lidar com clientes chatos, mau pagadores ou inconvenientes, que ligam para a casa da gente de madrugada pedindo um atendimento urgente. São os ossos do ofício.

Quanto à remuneração, quem trabalha empregado provavelmente vai começar ganhando mais do que aqueles que abrem seu próprio negócio, desde que arrumem emprego, claro. À medida que o tempo passa, “provavelmente” quem trabalha por conta vai começar a ganhar mais. Só que existe uma diferença: o empregado pode ganhar menos, mas ganha certo. Tem aposentadoria, férias, décimo-terceiro salário, fundo de garantia, serviço médico, vale-transporte e outras regalias. Quem trabalha por conta vai ter necessariamente que ganhar mais, para compensar estas regalias todas e também para poder oferecer estas regalias aos seus empregados, que serão necessários quando o negócio começar a prosperar.

Devemos citar também o fato de que os que trabalham como empregados estão com uma bomba-relógio nas mãos, que vai estourar depois dos quarenta anos. Esta é uma idade crítica, quando a pessoa tem enormes dificuldades de achar emprego caso tenha sido demitida do emprego anterior, seja lá por que motivo. Num Brasil que valoriza o salário dos mais jovens, que ganham menos e não fazem tantos questionamentos, um quarentão ou cinquentão tem muito mais chances de ficar desempregado do que um jovem. Enquanto isto, alguém que trabalha por conta própria vai ter a chance de construir algo para seu futuro, isto é, quando chegar nos quarenta anos poderá ter consolidado sua empresa, enquanto que um empregado terá praticamente que começar a vida de novo, caso não consiga fazer carreira na empresa em que trabalha.

Existem muitos outros aspectos desta dualidade “trabalhar empregado versus trabalhar por conta”, e todos eles vêm sendo discutidos na seção “Exercício profissional” da Revista PnP. Aconselhamos que os leitores consultem estes artigos para conhecerem melhor o ramo e poder fazer uma opção que, como dissemos, lhes forneça a melhor remuneração possível, mas sem descuidar da satisfação pessoal e de seus objetivos de vida.

A única coisa que podemos afirmar, com toda certeza, é que a única coisa constante em informática é a mudança. Tudo muda a todo instante, é preciso vontade de estudar, de aprender, pesquisar e estar sempre à frente dos acontecimentos. E isto vale tanto para quem trabalha por conta quanto para aqueles que são empregados. Até mesmo no serviço público esta condição é válida, pois o funcionário que não evoluir acaba perdendo as melhores promoções e pode até permanecer no emprego e aposentar-se, mas com um salário bem abaixo do que poderia ter conseguido se tivesse se desdobrado em aprender e ser mais produtivo para seu empregados. Em outras palavras, em informática a pessoa precisa ser ligada nas novas tendências, não ter preguiça e ser empreendedora. O empreendedorismo é necessário qualquer que seja a opção, neste mundo tão competitivo em que vivemos.

Quanto aos profissionais que “cobram 15 reais para formatar um micro”... bem, vivemos num país de livre iniciativa, cada um cobra o preço que achar melhor (ou que puder cobrar...). Existem bons e maus profissionais em todas as áreas, cabe a cada um de nós escolher seus fornecedores, de forma que fiquem dentro do nosso orçamento e que atendam nossas necessidades. É óbvio que um profissional que cobra muito abaixo da média do mercado tem alguma coisa errada. Ou é um péssimo profissional, que já foi rechaçado por outros clientes, ou então não sabe fazer preço e, neste caso, não continuará no mercado por muito tempo. O problema é que para cada um que sai, entram outros tantos para tentar a sorte, assim sempre vai haver bons e maus profissionais, disponíveis para quem estiver apto a escolher os melhores e mais convenientes. Não há o que fazer quanto a isto, a não procurar fazer o melhor serviço possível e cobrar um preço mais justo possível. E divulgar isto aos quatro cantos, quanto mais gente souber que você trabalha assim, maiores as chances do profissional ir formando uma clientela que o valorize e pague o quanto vale. Mas isto depende mais do profissional do que do mercado propriamente dito, este é muito grande e nele há lugar para todo tipo de oferta, para tender a todas as necessidades de cliente. Se este quer alguém baratinho, vai achar. Agora, se precisa de um bom profissional, também existem, felizmente, mas só que custam um pouco mais caro.


Publicado em 21/01/2010 às 00:00 hs


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