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O Windows deveria ser banido dos concursos públicos em favor do Linux?

Questão colocada pelo leitor

Serei direto em minha colocação: nos concursos púbicos ainda se exige conhecimento de Windows nas provas. Sistemas proprietários não deveriam ser exigidos em concurso público, pois a grande massa da população não têm condições de pagar por um sistema proprietário, como o “RUInWindows”.

O pior desta exigência, na minha humilde opinião, é que isto acaba incentivando a tão propagada pirataria, ou seja, a “senvergonhice” das pessoas comprarem software pirata, instalá-lo em suas máquinas e depois sair por ai dizendo que o “Windows é bom , só uso Windows”. Escolas e repartições públicas deveriam ter apenas e tão somente sistema Linux e outros programas livres e gratuitos. Com isso acredito moralizar o país, dando exemplo e não incentivo a pirataria.

Voltando aos concursos: nas provas de informática deveria haver só Linux, o que diminuiria a pirataria e incentivaria os alunos à ética, moral e bons costumes, começando pela educação. Pensando nisto, pergunto: será que um aluno de classe baixa que, digamos ganhou um computador, fruto de doação, não tendo dinheiro para ter um sistema operacional proprietário, tendo instalando em sua máquina doada o Linux e que fosse prestar concurso público, tendo feito bem a prova, só zerando em informática (pois a mesma é sobre sistema operacional proprietário) poderia entrar na justiça? Poderia alegar que é de baixa renda e tem apenas conhecimento de sistema operacional Linux e não fez a prova de informática por ela ser sobre um sistema operacional prioritário, e que por isso zerou e foi eliminado, apenas por essa máteria? Ou ele teria que usar a segunda opção, de partir para pirataria? Então, que Brasil é esse?


Nossa respostaO leitor expressa sua indignação pelo fato dos concursos públicos exigirem conhecimento de Windows e não de Linux, sendo que o Windows é um sistema proprietário, ou seja, que não se sabe muito bem o que existe lá dentro e é pago, enquanto que o Linux é gratuito e, por lei, deveria ser usado em todas as repartições públicas.

Ocorre que a cultura do Windows é muito forte. O sistema é usado em cerca de 97% dos computadores em todo o mundo, saber como usá-lo tornou-se uma necessidade básica de todo cidadão produtivo. É como exigir que a pessoa saiba, por exemplo, como fazer um telefonema. Parece simples para quem sabe, mas experimente pegar um índio retirado lá dos sertões e o telefone vai parecer-lhe algo demoníaco e difícil de entender.

Além disto, cada repartição pública pode, dentro de certos limites, exigir o que acha importante para selecionar seus funcionários. Se foi aberta uma licitação pública para comprar computadores para uma determinada repartição, e estes computadores vieram com Windows e Office, é o conhecimento destes programas que passará a ser exigidos dos funcionários. Nada há de ilegal nisto, uma vez que a concorrência pública foi feita conforme manda a lei. Pode até ser imoral e indesejável exigir o Windows, mas é legal.

Quanto à pirataria, é uma questão complexa e mundial. Mesmo nos países desenvolvidos, que pagam bem mais barato pelo Windows e Office, a pirataria corre solta. Fabricantes como a Microsoft até combatem a pirataria, mas lá no fundo sabem ela os ajudou a conquistar a hegemonia (liderança) mundial no setor. Como se diz, tudo que existe tem um lado bom e um lado ruim...

Assim, apesar de nós também acharmos que uma repartição pública deveria utilizar apenas software livre e proprietário em suas instalações principais, até por uma questão de segurança, achamos difícil impedir que os órgãos públicos adotem o Windows e outros sistemas proprietários nos terminais e nas estações de trabalho. Seria como lutar contra a maré.


Publicado em 21/11/2009 às 00:00 hs


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NOSSOS LEITORES JÁ FIZERAM 1 COMENTÁRIO sobre este artigo:
De: Lfernando (em 27/11/2009 às 09:40 hs)
Tá de brincadeira?
Quantas pessoas você conhece, que utilizam Windows e possuem a licença?

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