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Windows versus Linux: mesmo Custo de Propriedade em países emergentes, segundo a Microsoft

Iberê M. Campos

O Linux pode ser mais barato num primeiro momento, mas Windows e Linux oferecem basicamente o mesmo Custo de Propriedade (“TCO”) ao longo do tempo, enquanto usados em um grande número de micros nas escolas dos países emergentes. Esta é a conclusão de um estudo publicado recentemente. Este estudo foi patrocinado pela Microsoft e feito pela empresa Vital Wave Consulting.

A análise feita pela Microsoft sobre o estudo chegou alguns dias após a empresa anunciar que o Peru tinha se tornado o primeiro país a receber um lote do One Laptop Per Child (OLPD), aquele notebook de 100 dólarew que tentaram implantar no Brasil. No caso do Peru, o OLPD não vem com Linux, mas com uma versão especialmente modificada do Windows XP.

Esta análise foi publicada no blog de James Utzschneider, Gerente Geral de Marketing e Comunicações, sob o título “The Real Problem With Windows AND Linux In Emerging Market Education”, ou seja, “O verdadeiro problema com Windows e Linux na educação nos mercados emergentes”.

Uma frase do blog:

“Devemos entender que o Linux tem a vantagem do custo inicial em relação ao Windows quanto se trata de instalar um grande número de Pcs nas escolas nos mercados emergentes. O estudo da Vital Wave indica que ambos os sistemas operacionais têm aproximadamente o mesmo TCO nestes cenários. Os sistemas Windows têm um preço mais alto de aquisição, mas isto acaba se diluindo pelos salários mais altos cobrados pelos especialistas em Linux em locais como China e América do Sul. Assim, em um período de 5 anos, o custo total de um sistema escolar para implantar e manter um grande números de máquinas Windows ou Linux torna-se basicamente o mesmo.”

Outra frase interessante:

“Para mim, o que chamou atenção neste trabalho não é o fato de que o Windows e Linux acabam resultando no mesmo TCO para colocar micros nas escolas nos países pobres, mas que o custo total para cada unidade é de US$ 2.700.”

Utzschneider diz que o custo de eletricidade, treinamento, reparos e problemas de infraestrutura levam a esta figura inaceitável. O estudo da Vital Wave oferece algumas soluções para ajudar a controlar este caos, incluindo o aumento da automação para instalação e manutenção com a introdução de servidores.

Há tempos a Microsoft vem focando em levar o Windows para PCs e para dispositivos móveis aos mercados emergentes. Recentemente Bill Laing, Vice President Corporativo do Windows Server e Solutions mencionou que as Microsoft estava avaliando a possibilidade de introduzir algum tipo de solução usando configurações do Windows Server feito especificamente para os países emergentes, a exemplo do que já acontece com o Windows Starter Edition. Nesta visão, poderíamos ter algo como o OSPS, ou seja, One Server Per School, algo como “Um Servidor Por Escola”, como já acontece com o OLPD.

Conteúdo do estudo

O estudo em questão tem 34 páginas (em inglês) e pode ser baixado aqui: Estudo patrocinado pela Microsoft e feito pela Vital Wave Consulting (750 KB)

O estudo fala sobre as vantagens e necessidades de aumentar a quantidade de computadores nas escolas dos países mais pobres e faz uma análise de quanto custa.

O Custo de Propriedade (TCO) foi avaliado levando em conta os seguintes fatores: • Custo inicial – Capital para aquisição e instalação dos equipamentos. • Custos recorrentes – Despesas que ocorrem ao longo da vida útil do equipamento. • Custos ocultos – Despesas não previstas ou avaliadas incorretamente durante a compra inicial.

No final, o estudo chega à conclusão (vide gráfico ao lado) de que o custo de propriedade de um micro escolar usado durante 5 anos fica em torno de 2 a 3 mil dólares, dependendo do tipo de micro, ou seja, dos mais simples aos mais poderosos. Mas para o que interessa a nós, da PnP, é o box da página 7, que tomamos a liberdade de traduzir e reproduzir aqui abaixo:

O sobrepreço do Linux: falta de qualificação profissional aumenta o custo do sistema operacional.

Profissionais de TI treinados são raros em muitos países em desenvolvimento. Isto é verdadeiro especialmente para quem procura técnicos treinados no sistema operacional Linux. Esta raridade acaba se traduzindo em maiores salários. Os dados disponíveis sobre os custos de empregar profissionais treinados em Linux e em Microsoft indicam que tanto nos países emergentes quanto nos desenvolvidos os profissionais especializados em Linux recebem os salários mais altos. As pesquisas salariais feitas nos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália pela payscale.com e pela IT Jobs Watch mostram que os profissionais certificados em Linux ganham entre 10 a 20% mais do que seus parceiros especializados em Microsoft. O site da Red Hat Linux na Índia, inclusive, enfatiza o fato de que os profissionais certificados em Red Hat ganham até 30% a mais do que seus parceriso certificados em Windows.

A International Telecommunications Union e a UNESCO notam que existe falta de profissionais treinados em Linux e/ou com familiaridade com o Linux. Esta falta está inibindo ou retardando o uso produtivo do Linux nos países em desenvolvimento.

Em suma...

A briga Linux versus Windows está longe de acabar. Apesar da sedução oferecida pelo Windows, o Linux avança a passos firmes. Quem começa a usar o Linux em suas empresas ou organizações dificilmente o abandona, abrindo uma excelente oportunidade profissional para a juventude brasileira. Os planos do governo Lula em enfatizar o uso do Linux aparentemente foram um fracasso, hoje nos concursos públicos só se exige conhecimento do sistema Office da Microsoft, só alguns órgãos exigem algum (pouco) conhecimento do Linux. Nas empresas brasileiras, entretanto, o Linux é uma realidade concreta e oferece um excelente campo de trabalho.

Publicado em 21/10/2008 às 00:00 hs


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NOSSOS LEITORES JÁ FIZERAM 4 COMENTÁRIOS sobre este artigo:
De: mguima (em 26/10/2008 às 15:19 hs)
Estudo patrocinado pela Microsoft?
Muito me admira essa atidude da PnP de dar relevo a uma “notícia” que se origina em um estudo bancado pela própria Microsoft. Ainda que tenha sido realizado por uma entidade “independente”, é claro que desde a origem esse estudo foi concebido de modo que desse esse resultado. Se fosse para confirmar que o Linux sai mais barato, alguém acha que a Microsoft iria colocar dinheiro no projeto?
De: mguima (em 26/10/2008 às 15:26 hs)
Melhor pagar a um funcionário local
A Microsoft concluiu que o TCO do Linux e do Windows são equivalentes. Discutível. Mesmo que seja verdade, é muito melhor, do ponto de vista de um país pobre ou emergente, gastar com o salário de um especialista local em Linux (gerando emprego e movimentando a economia, pois esse especialista vai gastar seu salário no próprio país), do que gastar o mesmo dinheiro com licenças do Windows. Afinal, mesmo que a Microsoft pague alguns impostos no país, a parte principal do lucro da subsidiária local da Microsoft será enviada aos EUA (perda de divisas para o país). Lá, a matriz vai usar esse lucro ou para financiar novas práticas monopolistas (comprar concorrentes que ameacem a MS, por exemplo), ou então vai distribuir o lucro aos seus acionistas americanos. Por esse ponto de vista, até mesmo se o TCO do Linux fosse um pouquinho maior, seria justificável.
De: imcampos (em 26/10/2008 às 17:44 hs)
Aí é que está a incoerência do estudo
Conforme ressalta o leitor mguima, é esta mesma a incoerência do estudo, por isto é que publicamos. Segundo o resultado do próprio estudo, patrocinado pela Microsoft, o custo de propriedade é equivalente e, para o que interessa aos leitores, existe muito mais mercado para profissionais em Linux do que em Windows.
De: Flávio Oliveira FD (em 12/01/2009 às 23:55 hs)
Ótimo comentário
Sou Técnico em Informática = estou no ramo a 6 anos. Ótimo documentário!!!

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