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Melhor esperar pelo Windows 7, mudar para o Vista já ou continuar com o XP?

Por Iberê M. Campos equipe

A Microsoft anunciou com estardalhaço que a última versão de teste do Windows 7 está disponível. Aparentemente, o sucessor do Vista veio para apagar a imagem ruim deixada pelo Vista, mas existe muita mais coisas acontecendo e que podem ameaçar ainda mais a gigante do software do que os tropeços do Vista.

Ninguém em sã consciência poderia fazer uma previsão de falência iminente da Microsoft. Ela não vai para nenhum lugar ruim, muito pelo contrário, pois tem uma enorme base instalada de clientes e algo como 20 bilhões de dólares (isto mesmo) guardados debaixo do colchão, “só para uma emergência”. Mesmo que a firma do Windows parasse de fazer novos produtos imediatamente, ainda sobreviveria mais de uma década só das taxas de licença e dos contratos de suporte técnico a partir dos softwares atuais.

Apesar do cenário favorável, o papel da Microsoft como centro do universo da tecnologia da informação está sendo cada vez mais questionado. O primeiro culpado por esta situação impensável até algum tempo atrás é a falta de foco e o segundo, é um par de tendências do mercado que a empresa não está sabendo se posicionar adequadamente para conseguir explorá-las.

Que tendências são estas? Estas aqui:
1 - A migração dos aplicativos para rodarem direto num browser, e
2 – A crescente popularidade dos smartphones.

As coisas mudam...

O interessante é que a Microsoft esteve de olho nas duas tendências acima há uns 10 anos, e até se posicionou para tirar vantagem da então futura situação. A empresa antecipou a importância do browser como a próxima grande plataforma de aplicativos e é justamente por isto que atirou chumbo grosso destruindo a Netscape, que dominava o mercado de browsers na ocasião, quando deixava o Internet Explorer num longínquo segundo lugar.

A Microsoft também anteviu o potencial do desenvolvimento dos smartphones e sua crescente influência na computação pessoal. Foi por isto que desenvolveu o Windows CE, que depois se transformou no Windows Mobile. No início da presente década Bill gates até nos forneceu uma visão do futuro onde um smartphone poderia ser o computador principal das pessoas, de maneira que pudesse ser ligado via wireless a um teclado comum, mouse e monitor quando a pessoa se sentasse para trabalhar – uma visão que estará se materializando nos próximos anos por outros fabricantes que não a Microsoft.

O problema é que a empresa anteviu tudo isto com muita competência, mas inexplicavelmente acabou se distraindo com outras iniciativas ambiciosas como o Xbox e o Live Search. O resultado é que, hoje, a Microsoft não está posicionada em nenhum destes mercados, e aparentemente nada está prestes a sair dos laboratórios da empresa nos próximos anos que venha mudar o rumo.

Quando falamos de aplicativos rodando através do browser, não estamos nos referindo exatamente à computação em nuvem, até porque atualmente existem aplicativos de todos os tipos que utilizam o browser como plataforma para interagir com os usuários. Este fato torna o sistema operacional cada vez menos significativo, pois os usuários podem rodar um browser também com um sistema operacional concorrente do Windows como o Mac OS e o Ubuntu Linux.

Claro que o Internet Explorer ainda é o browser mais utilizado, apesar do crescimento contínuo do Firefox, Safari e Chrome. E é fácil entender o porquê disto: nos últimos anos a Microsoft fez poucas inovações em seu browser, mesmo considerando a versão 8 lançada recentemente. E, o mais importante de tudo, a Microsoft criou muito pouco na direção de construir seus próprios aplicativos que rodem a partir do browser.

Não é que a empresa desconheça o caminho a tomar. Por exemplo, seu arquiteto-chefe de software, Ray Ozzie, já listava em 2005 no seu memorando “The Internet Services Disruption” (o rompimento representado pelos serviços pela internet) quais seriam as etapas que a Microsoft precisaria seguir para manter sua posição dominante também no novo mundo do software que roda através da internet. Aconteceram os grandes lançamentos do Windows Azure, Live Mesh e do Windows Live. Além disso, a Microsoft tem falado muito em “Software+Serviços.”

Em outras palavras, a estratégia da empresa vem seguindo um plano rigoroso e ela vem divulgando algumas idéias interessantes, o problema está na dificuldade em conseguir mostrar que está seguindo uma trilha firme e forte quando se trata de aplicativos Web. Até aqui, ponto para o Google.

O mesmo Ray Ozzie recentemente afirmou que “houve uma mudança dramática” na Microsoft em direção à internet como plataforma e até reiterou a promessa de lançar uma versão web do MS-Office. Entretanto, as coisas dentro da empresa continuam acontecendo dentro do mundo onde ela se acostumou a mostrar força, e é incerto se a empresa vai ou não fazer dos aplicativos Web uma prioridade ou vai simplesmente continuar seguindo uma estratégia reativa e continuar no modelo tradicional de software durante quanto mais tempo for possível.

Em termos dos smartphones, a história é bem mais simples. A plataforma Windows Mobile está velha, é desajeitada e lenta. Já foi ultrapassada em tecnologia pelo BlackBerry, iPhone e também pelo novo Palm WebOS. Até o Android da Google mostrou-se melhor em relação à facilidade de uso e versatilidade.

Comparando com o BlackBerry, o Windows Mobile ainda tem o maior parque de aplicativos de mobilidade para os homens de negócio, mas o BlackBerry continua a ser desenvolvido tanto tanto em relação aparelhos em si quanto dos servidores do sistema, enquanto que o Windows Mobile está ficando cada vez mais antiquado e inflexível. Como funciona com base em servidores com Microsoft Exchange, o Windows Mobile pode até economizar um pouco para os clientes quando comparado ao BlackBerry, que já utilizam esta plataforma, mas não oferece tantos recursos para o público que usa estes dispositivos e, além disso, seus smartphones são mais caros e difíceis de usar.

Pelo lado do consumidor doméstico, o iPhone da Apple e o futuro Palme Pre se parecem cada mais com pequenos computadores, e este parece ser o futuro do mercado. A Microsoft poderia ter feito algum dispositivo para competir neste segmento desenvolvendo melhor seu tocador de músicas Zune, por exemplo. Agora, a empresa precisará começar a desenvolver um novo sistema, se quiser continuar a ter algum significado no mercado de smartphones, o que será dificultado pois esté bem para trás da concorrência,

Será que a Microsoft tem um rumo, ou está andando ao sabor dos ventos?

Durante suas primeiras duas décadas de existência, a empresa tinha um norte bem claro: “Um computador em cada mesa e em cada lar, rodando software Microsoft”. Esta regra de ouro sempre foi usada para decidir que projetos seria feitos e, o mais importante, quais NÃO seriam executados.

Esta missão tão ambiciosa era fruto da visão que Bill Gates tinha do mundo da computação pessoal, com a Microsoft sendo a mais importantes desenvolvedora de tecnologia para o mundo empresarial. Com o predomínio do Windows e o MS-OFfice, no final dos anos 90, a Microsoft tinha claramente atingido seu alvo inicial.

O problema é que Bill Gates e a própria Microsoft estavam ambos descontentes com a maneira como a tecnologia se espalhava. Eles não queriam se desligar da visão anterior, à medida que outras tecnologias e empresas se popularizavam e se desenvolviam, jogando uma sombra crescente sobre o sucesso da Microsoft, que começou a desenvolver um vício crônico de lançar novos produtos para competir com as empresas recém-chegadas e que tivessem sido bem sucedidas.

Exemplos não faltam: a Microsoft criou o MSN para competir com a AOL e o ICQ. Inventou o Xbox para competir com o Playstation da Sony. Criou o Zune para brigar com o iPod. Criou os serviços Live para competir como Google. E agora, recentemente, está criando o Microsoft Vine para competir com Facebook e Twitter, os campeões de popularidade em 2009.

O resultado destas iniciativas todas é que agora há muitos “nortes” para a companhia que, na verdade, não tem um rumo verdadeiro, sólido e bem definido. A Microsoft perdeu o foco e seu novo diretor máximo, Steve Balmmer, que substituiu Bill Gates no cargo, pouco tem feito para ajudar a clarear os horizontes.

Enquanto Ballmer é um excelente homem de negócios, administrador e motivador, não tem as mesmas idéias visionárias que Bill Gates. Ele deveria simplesmente se livrar das idéias populistas de dominar o mundo que guiou a empresa até o presente sucesso e decidir que tipo de empresa a Microsoft gostaria de ser no século 21. A empresa deveria concentrar-se em, digamos, duas ou três coisas e vender, doar ou fechar todo o resto de suas atividades.

Como nossa modesta sugestão, a Microsoft seria muito mais útil para o mundo – e muito mais lucrativa – se focasse em apenas três coisas:
  1. Usar sua experiência e conhecimento no desenvolvimento de sofware (incluindo-se aqui os sistemas operacionais) para criar uma nova geração de aplicativos que rodassem tão bem on-line quando isoladamente, direto ou a partir de um browser.
  2. Modificar totalmente o Windows Mobile e trazer de volta a visão de Bill Gates;
  3. Tornar altamente acessíveis e escaláveis seus sistemas empresariais, em especial o Exchange e o MS-SQL, de forma que empresas de todos os tamanhos começassem a se interessar em criar suas próprias “nuvens” de aplicativos durante os próximos anos.
Com esta visão, a Microsoft poderia tornar-se a maior fornecedora de software e de aplicativos que iriam dos celulares até os grandes datacenters, passando pelos computadores pessoais e os smartphones, deixando de desperdiçar dinheiro e esforços em coisas como o Xbox, Zune e o Live Search, que nunca conseguiram recuperar o dinheiro neles investidos e acabaram degradando a imagem da empresa. Claro que este cenário por nós mostrado pode ou não ser a resposta aos problemas da empresa, mas pelo menos ela ganharia algum foco. Como isto parece não estar acontecendo, o Google está a cada dia caminhando exatamente na direção que sugerimos, e se nada mais mudar vai acabar tomando o lugar que já foi da Microsoft.

O que significa o Windows 7, ele mudará alguma coisa?

Em poucas palavras, vai mudar pouca coisa nos destinos da empresa, mas pode ser um bom avanço para o consumidor.

O sucessor do Vista e do XP tem lançamento confirmado para Outubro de 2009, e já está disponível a versão de testes “RC”, isto é, “Release candidate” (candidato a lançamento). Aparentemente não haverá mais nenhuma versão RC e a que foi disponibilizada está muito próxima à que será lançada em breve.

A missão do Windows 7 é aposentar de vez o XP e o Vista, ao mesmo tempo. O Windows Vista foi um dos produtos mais controversos da Microsoft. Na contramão da história, é um sistema pesadíssimo e incompatível com o hardware existente na ocasião, enquanto que a onda do mercado aponta para sistemas mais leves e com ampla compatibilidade. Além disto, o produto foi mal testado, mal divulgado e sofreu com uma propaganda inclemente custeada pela Apple e que ocorreu nos países desenvolvidos.

Tudo isto ajudou a abalar fortemente a imagem da Microsoft, que se apressou a lançar o Service pack 1 para o Vista e, mais do que isto, acelerar ao máximo o desenvolvimento e lançar o quanto antes o sucessor do Vista e até do XP. Do XP? Sim, visto que a grande maioria do mercado não se convenceu das “vantagens” do Vista e preferiu ficar com seu bom e velho Windows XP, até porque poucos tinham (e têm) computadores com hardware à altura de rodar o Vista com uma performance decente.

O Windows 7 (fala-se “seven”) foi construído em cima de um núcleo bem mais leve que o Vista, e vem sendo testado exaustivamente. Talvez ele realmente seja melhor que o Vista e o XP, mas ainda é cedo para avaliar, até porque o que existe no momento é apenas uma versão de testes do Windows 7 (vide abaixo).

A pergunta que mais temos ouvido é se vale a pena esperar pelo Windows 7, mudar para o Vista imediatamente ou continuar com o XP.

A resposta mais certa seria um “depende”. Se você tem hardware suficiente para rodar o Vista, isto é, um micro com processador de mais de um núcleo, placa de vídeo boa e ao menos 2 GB de memória RAM, o Vista vai funcionar a contento, mas se você tem hardware inferior a isto, deseja tirar o máximo de performance da máquina ou tem software ou periféricos antigos e/ou incompatíveis como Vista, então o jeito é ficar com o XP mesmo. É preciso entender que o Windows 7 ainda é uma miragem, teremos que esperar o lançamento oficial e aguardar a reação dos consumidores para saber se ele realmente vai cumprir o destino para o qual foi projetado.

É preciso entender que o Windows 7 é igualzinho ao Vista. Na verdade, parece um Vista que foi mudado de nome, como se fosse um Vista SP2 passado a limpo, retirando-se os fatores que causaram mais rejeição ao Vista, ou seja, a lentidão do sistema, a incompatibilidade de hardware e as rígidas medidas des segurança, encarnado no terrível UAC (User Access Control), o chatíssimo sistema que pede para o usuário confirmar várias vezes que realmente deseja executar determinado procedimento de rotina.

As telas do Vista e do Windows 7 são bem parecidas, o visual é o mesmo porém o funcionamento do Windows 7 inegavelmente é melhor. O sistema é mais leve, não é tão exigente em relação ao comportamento do usuário e o suporte a hardware foi consideravelmente ampliado, até porque agora, dois anos depois do lançamento do Vista, os fabricantes já desenvolveram suporte suficiente para o Vista, do qual o Windows 7 é descendente direto.

Em nossos testes, o Windows 7 rodou até mesmo em micros onde o Vista não consegue nem instalar ou instala mas roda muito lento. Se continuar neste caminho, o Windows 7 conseguirá atingir a meta da Microsoft, que é aposentar de vez o Windows XP e convencer os usuários a adotar a plataforma do Vista – ainda que com outro nome.

Versão gratuita para testes do Windows 7

Para quem deseja testar a versão RC do Windows 7, o link para download é http://www.microsoft.com/windows/windows-7/download.aspx. Não existe versão em português, apenas em inglês, alemão, japonês, espanhol e francês. Há versões para 32 bits e 64 bits, lembrando que as versões de 64 bits são recomendadas para computadores mais potentes, com 4 GB ou mais de memória RAM.

A versão de testes RC ficará disponível até junho de 2009 e funcionará sem restrições até 1º de junho de 2010, quando a Microsoft espera que os usuários adquiram a versão final a ser lançada em outubro de 2009.

Segundo a Microsoft, o hardware mínimo é este:
 

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